Via Franca

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quarta-feira, 7 de junho de 2017

22ª Festa do Imigrante


Se você gosta daquelas festas tipo quermesse, com muitas barracas de comidas, danças e excesso de pessoas circulando por um espaço não muito grande, tenho uma dica fantástica: a 22ª Festa do Imigrante - Compartilhando Heranças e Histórias.
Ela acontece até o final de semana (10 e 11 de junho) lá no Museu da Imigração, no bairro da Mooca (tradicional para este tipo de festa).
Estive lá no domingo passado, dia 04, e curti muito. Vi danças típicas da Rússia, Ucrânia, Armênia e do Paraguai. Tinham oficinas de dança, artesanato, de culinária, música para a criançada.
O espaço de alimentação é fantástico (tenha paciência com as filas), pois traz comidas típicas de quase 50 países... Os preços não são de quermesse, mas dá para comer bem, gastando pouco. Só não entendo porque em festividades deste tipo, acontece uma maior concentração de pedidos nas manjadas culinárias da Itália, México e Japão, rsrs. Eu optei por um joelho de porco, com salsichão e chucrute da barraca da Áustria e Alemanha. Claro, com um copo de chopp de Blumenau (da outra barraca da Alemanha.
Uma dica é comprar a comida (a venda é feita com tíquetes adquiridos nos caixas espalhados pelo local) e comer dentro do restaurante (que é o refeitório do espaço da casa Arsenal da Esperança), já que não há mesas suficientes do lado de fora.
Dá uma conferida... Duvido que não goste da variedade gastronômica.
Mas, como disse no início, se prepare para longas filas (inclusive, na entrada do museu).
A entrada custa dez reais (com direito a meia entrada e gratuidades, conforme a legislação).

Serviço:
Museu da Imigração de São Paulo
Rua Visconde de Parnaíba, 1316 - Mooca - São Paulo (SP) - próximo ao Metrô Bresser. 

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Gota D'água [a Seco]


No final de semana passado, eu e a minha esposa fomos assistir uma adaptação da famosa peça do Paulo Pontes e Chico Buarque, "Gota D"Água".
Fui com uma boa expectativa, pois só havia ouvido e lido boas recomendações sobre ela, que esteve em cartaz no Rio de Janeiro e no Teatro FAAP até o ano passado. Inclusive, a própria peça original eu já havia visto em outras montagens, com grupos amadores com as suas quase três horas de duração (em dois atos), que foi reduzida para uma hora e meia.
É uma adaptação, pois dos quinze personagens originais, o roteiro coloca apenas os centrais, Joana e Jasão, em cena. Há também um acréscimo de cena, que não havia no original, destacando momentos onde o casal vivia a sua plenitude amorosa (a cena deles interagindo com o cenário, se atraindo e reprimindo é uma das mais lindas que eu guardo na minha memória).
Outro ponto que a diferencia é o acréscimo de muitas músicas do chico que não constavam na montagem tradicional (que tinha quatro músicas apenas), transformando esta encenação, praticamente num musical, com uma excelente banda, ao vivo.
Para quem não conhece "Gota D'Água", ela é uma adaptação da "Medeia", de Eurípedes, uma tragédia grega que os autores trouxeram para um cenário da periferia da cidade do Rio de Janeiro, em uma historia de amor e traição com uma forte dose de discussões sociais. Esta pegada de denúncia da opressão e desigualdade a fez cair nas garras da censura na década de 70, obrigando os autores a fazer algumas adaptações para poder ser apresentada, na época.
Confesso que tanto na original, quanto nesta atual, me emocionei em vários momentos (é uma tragédia, alerto), chegando às lágrimas de emoção (em algumas músicas, como "Cálice", a plateia chegou ao delírio).
O casal de atores é fantástico, com destaque para a voz super afinada da Laila Garin (que interpreta a personagem Joana). Ela consegue passar sentimentos opostos em interpretações distintas, desde a brejeirice de uma conquista até a dramaticidade da perda e da traição.
O seu par, que também me surpreendeu pela linguagem cênica/corporal (Alejandro Claveaux, o Jasão) vale ser destacado nesta nota.
No mais, posso considerar uma das melhores peças teatrais que assisti nos últimos anos, com um cenário mágico e um figurino bem encaixado na proposta. Música a vivo, com banda.
E, óbvio, um Chico Buarque das antigas...
Recomendo.
Pena que as últimas apresentações acontecem até este final de semana, no Teatro Port Seguro, que tem boa localização para nós, aqui de Guarulhos (fica perto do SESC Bom Retiro), apesar da região ser bem degradada.

Serviço:
Sexta e sábado às 21h e domingo às 19h (até 07 de maio)
Teatro Porto Seguro
Alameda Barão de Piracicaba, 170 (Campos Elísios) - São Paulo (SP)
Ingressos de R$ 25,00 a R$ 80,00.

"Na selva das cidades - em obras"


Uma daquelas experiências que só quem mora na cidade de São Paulo pode ter: assistir uma peça de teatro em um cemitério!!!!
Acontece neste final de semana, nos dias 06 e 07 de maio, no cemitério da Lapa a encenação da peça "Na selva das cidades - em obras" da Mundana Companhia.
Este projeto faz parte da série de doze ocupações do projeto #MUNDANAOCUPASP apresentando a história de dois homens opostos um do outro, um rico comerciante de madeiras e um pobre balconista que migrou cm a sua família do campo para a cidade grande. O enredo se constrói através de uma narrativa que passa entre família , amores, parceiros, amigos, justiça, polícia e negócios, até englobar toda a cidade, exibindo a luta dos dois dentro de uma metrópole.
Tem classificação indicativa de 14 anos, duração média de 2 horas (começa no entardecer e termina na penumbra do local) e acontece no sábado e domingo às 17h, no Cemitério da Lapa (que fica na Vila leopoldina), na Rua Barbalha ao lado do número 91 (perto do ponto de ônibus).
Retirada de ingressos com 30 minutos antes do início para 100 espectadores. E é grátis!!!!
Maiores informações pelos telefones (11) 3021-9297/99481-7953/98272-6019.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Estudo do meio em Barra Bonita e Brotas do Colégio Mater Amabiis

Neste próximo final de semana os alunos dos sétimos anos do Colégio Mater Amabilis vão até o interior do estado de São Paulo para mais uma atividade de estudo do meio.
O embarque será às 7h da manhã em frente ao colégio e todos devem portar o RG ORIGINAL (que é o documento exigido pelos órgãos de fiscalização de transporte rodoviário no Brasil).
Após a saída de Guarulhos seguiremos até Barra Bonita, onde haverá um passeio de barco pelo Rio Tietê, com direito à eclusagem que é a passagem em um desnível de um rio com a ajuda de uma eclusa (os alunos a chamam de "elevador de navios", rsrsrs).
O nosso barco é o "Cidade da Cuesta", que pertence à Primar Navegação. O almoço será servido no próprio barco, mais uma experiência bem diferente da vivência cotidiana dos alunos.
Neste passeio pelo rio, que é conhecido pelo alto grau de poluição no trecho que atravessa a região metropolitana de São Paulo, muitos serão surpreendidos por um curso d'água bem diferente já que a coloração da água e seu o odor são bem diferentes do que estamos acostumados na nossa cidade.
Mas, mesmo teoricamente mais limpo, ainda há uma grande quantidade de metais pesados e uma considerável carga orgânica, que pode ser comprovada pelo grande processo de eutrofização do local.
Uma extensa área monocultora de cana-de-açúcar completa a paisagem e motiva a continuação das nossas análises.
No final da tarde, o nosso grupo parte para a cidade de Brotas, distante cerca de 75 km para o check in no Brotas Ecoresort (acampamento Peraltas).
A primeira atividade no local será ainda na primeira noite, com uma observação de vários corpos celestes em um dos maiores telescópios amadores do Brasil, no CEU (Centro de Estudos do Universo), localizado dentro do próprio complexo.

É importante lembrar que os alunos devem levar a sua roupa de cama e banho (inclusive recomendo até mesmo uma manta ou cobertor, pois a noite pode esfriar um pouco), além de toalha para uso na piscina.
No domingo e na segunda-feira, vamos complementar os estudos sobre o uso consciente da água, analisando as várias maneiras de captação (poço artesiano, nascente, diretamente do rio, entre outros), além de entender os impactos provocados pelas práticas agrícolas, industriais e domésticas.
Haverá uma visita ao parque das águas de Brotas.
Na noite do domingo um espetáculo chamado Geoshow vai mostrar em um perfil do estado de São Paulo o processo de formação geológico da região, como em um grande cinema a céu aberto. Bem didático.
Pelo site do inpe (www.cptec.inpe.br) as temperaturas variarão entre 15ºC e 27ºC e não há possibilidade de chuva. Apesar do calor prometido para o dia, as temperaturas caem um pouco à noite, merecendo uma atenção especial para a mala, que deve ter um agasalho.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Visita monitorada para professores no MASP


Se você é professor, saiba que o Museu de Arte de São Paulo (MASP) promove várias atividades monitoradas para professores e educadores em geral. O objetivo é fornecer subsídios e informações para que os próprios mestres conduzam s seus alunos em visitas pelo museu, sem a necessidade de monitoria local.
E a próxima atividade agendada acontecerá no dia 23 de março (na próxima quinta-feira) das 19h às 20h30 e será uma visita à exposição "Avenida Paulista" (já fui e achei muito didática) com o mediador Lucas Oliveira.
A exposição contempla um amplo núcleo histórico e uma série de trabalhos comissionados a artistas contemporâneos. E a Paulista, além de símbolo da metrópole também é palco de diversas manifestações sociais, políticas e culturais dela.
A atividade é gratuita, mas carece de agendamento. Faça-o pelo seguinte email agendamento@masp.org.br, fornecendo o seu nome completo, nome da instituição que trabalha, público com que atua e telefone.
No dia 27 de abril haverá repetição desta atividade.
E no dia 09 de abril (domingo) das 10h30 às 12h30 o Instituto Pólis dará uma aula pública sobre direito à cidade na Avenida Paulista.
O MASP fica na Avenida Paulista, 1958 (próximo ao metrô Trianon Masp) - Fone: 3149-5959.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Planetários de São Paulo tem entrada gratuita em todas as sessões, em fevereiro

(Planetário do Parque do Carmo)
Até o dia 24 de fevereiro, os dois planetários municipais de São Paulo (dos parques do Ibirapuera e do Carmo), oferecerão quatro sessões diárias de projeção de corpos celestes totalmente gratuitas (eles funcionam de quarta a domingo).
Os horários são: 10h, 12h (o mais tranquilo para conseguir vaga), 15h e 17h.
Apesar de gratuito, há a necessidade de se retirar senha (que é individual) pelo menos uma hora antes da entrada. Depois de iniciada a projeção não é permitida a entrada de mais ninguém.
Nos dois locais, os equipamentos conseguem projetar mais de 5 mil corpos celestes e mostrar o céu de qualquer região do mundo, além de simular viagens espaciais, como a que eu assisti na semana retrasada, onde uma sonda pousou em um cometa...
As sessões duram em média 40 minutos.
Bem interessante e a molecada vai adorar!!!

Serviço

Planetário do Parque do Carmo (zona leste de São Paulo)
Rua John Speers. 137 - São Paulo (SP)

Planetário Prof. Aristóteles Orsini (Parque do Ibirapuera)
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n. - São Paulo (SP)
Informações: (11) 5575-5206
Idade mínima: 05 anos
Senhas específicas para gestantes, idosos e obesos (32 mais um acompanhante) e também para pessoas com deficiência deficiência (32 mais um acompanhante).



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Abertura da exposição "Avenida Paulista", no MASP


O MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) convida os interessados a participar da abertura da exposição "Avenida Paulista", hoje, dia 16 de fevereiro, às 20h no próprio museu (o acervo estará fechado neste horário).
Com esta exposição o MASP volta a atenção para o seu entorno, compreendendo a Avenida Paulista não só como o lugar que abriga o museu, mas também como objeto de reflexão e entendimento da própria cidade.
A mostra conta com imagens históricas e outras obras e intervenções deste importante local para os paulistanos, palco de diversos artistas e também de manifestações culturais e políticas.
A exposição fica no museu até o dia 28/05/2017.

Serviço e funcionamento do MASP

Endereço
Avenida Paulista, 1578 CEP 01310-200 Bela Vista – São Paulo – SP

Telefone
11 3149 5959

Horários
Terça a domingo: 10h às 18h (bilheteria aberta até 17h30)
Quinta-feira: 10h às 20h (bilheteria até 19h30)

O MASP abre normalmente em dias de feriado, com exceção do Natal (dias 24 e 25.12) e ano novo (31.12 e 1.1), dias em que permanece fechado, os demais dias o museu fica aberto normalmente. Qualquer alteração de horário é normalmente comunicada nas mídias sociais do museu.
Carnaval
Na terça-feira de carnaval (28), o MASP estará aberto normalmente, das 10h às 18h00, com a bilheteria se encerrando as 17h30.

Ingressos
R$30 (inteira)
R$15 (meia-entrada)

O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo (10h às 18h)

O ingresso dá direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia da visita
Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam R$15 (meia-entrada)
Menores de 10 anos de idade não pagam ingresso
O MASP aceita todos os cartões de crédito

Acessível a deficientes, ar condicionado. 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

"Canções de Natal do Mundo Todo" no Cemitério da Consolação


Acontece neste domingo, dia 18 de dezembro, às 11h, uma cantata de Natal no Cemitério da Consolação, chamada de "Canções de Natal do Mundo Todo".
A apresentação encerra as atividades realizadas em cemitérios públicos no ano de 2016.
O grupo Poucas & Boas sob a regência de Dani Mattos terá no seu repertório "Cálix Bento" (folclore brasileiro), No La Devemos Dormir (canção de Upsala), Nkosi Sikelele (Canção Africana), entre outras...
O evento acontecerá na capela da metrópole e é gratuito.
Neste dia será lançado também o novo folder do cemitério com a localização dos 50 túmulos mais visitados...
Vale a pena conferir.
Cemitério da Consolação - Rua da consolação, 1660 - São Paulo (SP) no dia 18 de dezembro (domingo) às 11h. O metrô mais próximo é a estação Paulista da Linha Amarela.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

32ª Bienal de São Paulo


Está acontecendo no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera em São Paulo, a 32ª Bienal de São Paulo "Incerteza Viva".
Teve início no mês de setembro e vai até o dia 11 de dezembro de 2016.
Tem entrada gratuita e fecha nas segundas-feiras. O seu horário é das 9h às 19h (terças, quartas, sextas e domingos) e das 9h às 22h (quintas e sábados).
Fui algumas vezes, ora acompanhado pela minha esposa ora acompanhando alunos e garanto que é uma atividade extremamente rica em todos os aspectos (não só culturais).
Recomendo acompanhar uma visita mediada pelos educadores do local, que acontecem de meia em meia hora com ponto de encontro próximo a uma das entradas (tem duração média de 90 minutos).
Saí em todas as visitas com questionamentos e reflexões diferentes (ah, nem pense em tentar visitar tudo em um único dia, pois pode ser extremamente cansativo, já que o pavilhão é muito grande). Pontos de interrogação foram colocados na minha cabeça e boas respostas também... Inclusive, a questão da incerteza que permeia o tema da exposição tem muito a ver com isso. Ecologia, questões sociais, coletivos culturais, colonialismo, processos alternativos de sobrevivência, contracultura, entre tantos outros elementos são os que mais me tocaram.
Claro que algumas instalações me chamaram mais a atenção e que gastei mais tempo em observá-las, mas achei neste ano uma bienal com mais obras relevantes e impactantes que muitas anteriores (e olha que já teve uma com obras do Bispo)...
São 81 artistas e pela primeira vez as mulheres são maioria (47 no total). Este fato não é coincidência, pois há pouca exposição do trabalho feminino neste tipo de instalação, apesar da relevância de muitas artistas.
Há também a escolha de muitos artistas com idade inferior a 40 anos, dando espaço para a transformação que a arte passou nas últimas décadas e abrindo também para que mais jovens pudessem mostrar o seu trabalho (alguns são desconhecidos do público em geral, mas tem ideias e estética ímpares).
Lendo uma entrevista do curador Jochen Volz ele deixa claro que a bienal deste ano busca refletir sobre as atuais condições da vida e as estratégias oferecidas pela arte para acolher ou habitar as incertezas. Segundo ele "a incerteza é uma sensação que todos nós vivemos. É importante pensar que a incerteza e a improvisação são forças importantes na arte. A incerteza pode causar algo novo, imaginar outras possibilidades. Quem dialoga com uma incerteza provoca algo transformador..."
Melhor uma incerteza viva, do que uma certeza morta, rsrs...
Temas ecológicos como o aquecimento global, além de questões indígenas e de assuntos como migrações e instabilidades econômicas e políticas foram pontos de partida para as criações das obras.
tenho os meus preferidos e vou indicar alguns:
1- O quase centenário e brilhante Franz Krajcberg com a instalação logo na entrada (que faz uma bela transição entre o parque e o pavilhão), intitulada GORDINHOS, BAILARINAS e COQUEIROS.

2 - O vídeo do alagoano Jonathas de Andrade (O PEIXE) que incomoda, de verdade.

3 - Bené Fonteles com a casa de taipa e cobertura de palha, denominada ÁGORA: OCA TAPERA TERREIRO
4- As duas torres no vão livre, feitas uma com material de construção indígenas e a outra com ítens de edificações típicas da periferia de grandes cidades, de Laís Mirrha (DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS)

5- O baiano José Bento com suas caixinhas de fósforo sobre estruturas de bancas de camelô, além de uma outra no 2º andar denominada CHÃO que provoca instabilidade ao caminhar.
6 - A britânica Carolina Caycedo que investiga os danos das construções de barragens de água...

7 - Até mesmo as PLANCS - plantas alimentícias não convencionais estão presentes na instalação da portuguesa Carla Filipe. Muito legal o fato de encontrar lá, plantas que poucas pessoas conhecem (algumas são chamadas até de mato, rsrs) e que já fizeram parte da minha alimentação, como a taioba, o funcho, a berduega e a palma.
8 - Há a delícia da interatividade da peruana Rita Ponce de Leon que convida os visitantes a acomodar partes do seu corpo em caidades de barro, com estrutura baseada nos gestos de uma bailarina.
9 - Dineo Seshee Bopape com os seus jogos de tabuleiro em torrões de terra, que nos remete à questões de ocupação e exclusão fundiárias.

10 - E a que mais me impressionou, com os seu tom rosa e muitos brinquedos da jamaicana Ebony Paterson que traça um paralelo entre os índices de violência (assassinatos) de crianças e negros no Brasil e na Jamaica. Nesta instalação saí com um nó na garganta... Surpreendente, de fato.

Claro que escolhi dez, mas a lista seria muito longa, com moscas vivas, pedras de sal que se desmancham ao som de música e água, batatas que geram energia coletivamente, etc, etc, etc...
Há também muitas atividades que acontecem todos os dias (algumas são bem disputadas, por sinal). Para se informar acesse o site da Bienal (www.bienal.org.br).
Para se ter uma ideia, hoje, no final da tarde, na instalação de Bené Fonteles o multiartista pernambucano  Antônio Nóbrega vai estar presente para uma roda de conversa e amanhã, no mesmo espaço, tem presença garantida o genial Siron Franco, ambos dentro do projeto "Conversas para adiar o fim do mundo" (sempre das 17h às 18h.
Vale a pena conferir!!!!!


Andréa de Mayo receberá placa com o seu nome social no Cemitério da Consolação

(Andréa de Mayo ao lado seu pequinês, Al Capone - imagem retirada da revista trip/uol)
Nascida Ernani dos Santos Moreira Filho, Andréa de Mayo foi engraxate, gari e menino de rua. Também tentou ser cantor, na sua adolescência, mas o fato de ser homossexual lhe fechava várias portas, apesar de ter uma voz boa, de ser bem afinada. Depois de tentar ainda ser bailarino, sem sucesso, aos vinte e poucos anos decidiu transformar o seu corpo e renasceu como Andréa de Mayo.
A partir daí, abriu com o amigo Val, boates com shows de travestis, que eram muito procurados na década de 70 e também passou a proteger e lutar contra a discriminação de trans e travestis que eram discriminados até na comunidade gay (até hoje muitos clubes noturnos não permitem a entrada de travestis).
A sua casa de shows mais famosa, a Prohibidu's era frequentada por famosos e milionários e ela ficava sentada junto à porta para controlar pessoalmente os excessos e evitar qualquer problema com o variado público que passava pelo local.
Era uma verdadeira mãe e atenta protetora de transgêneres e travestis.
Morreu em uma clínica de cirurgia plástica, ciente dos riscos da retirada do silicone das nádegas e coxas, vítima de uma embolia pulmonar.
A sua vida junto com a trajetória de outros quatros personagens da cena transgênera paulistana foi tema do documentário "Dores de Amor" do suíco Pierre Alain Meier, de 1988.
Como o seu pai, na época, recusou a fazer o seu sepultamento, ela foi enterrada no cemitério da Consolação no túmulo de propriedade do seu amigo Pai Walter de Logum Ede.
E hoje, dia 17 de novembro, vai receber uma placa com o seu nome social (Andréa de Mayo) como homenagem à sua história de luta e persistência. O evento acontecerá às 15h.
O seu túmulo está localizado na Rua 25 LE Terreno 22, no Cemitério da Consolação (Rua da Consolação, 1660, em São Paulo).
Todas as informações foram retiradas do Serviço Funerário do Município de São Paulo.