Via Franca

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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Gerrilla girls até fevereiro no MASP

Ontem dei uma passadinha no Museu de Arte de São Paulo (MASP), na "mais paulista das avenidas" (amo esta chamada, rsrs) e pude conferir a mostra "Guerrilla Girls: gráfica 1985-2017".
É um coletivo feminista que busca acabar com o preconceito no mundo cultural lutando por uma maior igualdade de gênero e raça, com consequente abertura de espaços culturais (principalmente museus e galerias de arte já consolidados) para a apresentação do trabalho de mulheres, já que boa parte deles é ocupado por homens (brancos na grande maioria, ainda por cima).

São conhecidas por não mostrarem os seus rostos (prezam pelo anonimato), aparecendo em manifestações com máscaras de gorilas, pois querem que os problemas chamem mais a atenção do que as suas identidades.

A principal maneira de expor as suas ideias e denúncias é através de panfletos e cartazes que são colados desde 1985 e a exposição no MASP mostra todos eles (com tradução para o português, ao lado), finalizando com um feito para o próprio museu, ano ano passado.

Bem interessante e muito pertinente, já que o momento atual do nosso país, pede uma maior reflexão sobre questões de igualdade na exposição de ideias e do trabalho...
Recomendo e, ao passar pelos outros espaços do museu, dá para certificar das denúncias deste coletivo, com poucos artistas negros ou mulheres no protagonismo das pinturas e a maioria dos nus ou corpos expostos nas obras serem femininos...
Vai até o dia 14 de fevereiro e está no mezanino do subsolo (ou S1).


MASP
Avenida Paulista, 1578, na Bela Vista, em São Paulo (próximo à estação Trianon-MASP da linha verde do metrô)
O museu funciona de terça a domingo das 10h às 18h e na quinta fica aberto até às 20h.
Na terça a entrada é gratuita e nos outros dias o valor do ingresso é R30,00 (confiram quem tem direito à meia entrada no site do museu).
Fone: 3149-5959 

sábado, 13 de janeiro de 2018

Zona Cerealista de São Paulo

Tem atividades que muitas pessoas odeiam... Uma delas é fazer compras em supermercados! Eu gosto...
Mesmo para quem não curte escolher produtos para o seu uso cotidiano, empurrando um carrinho por corredores cheios, eu recomendo dar uma chance para um local muito peculiar na cidade de São Paulo: a zona cerealista.

Quem já foi ao mercado municipal da rua da Cantareira (que todos chamam de Mercadão), já terá uma noção do que é a área que acabei de citar... Tudo o que tem no Mercadão, com preços mais acessíveis e em lojas espalhadas por três ou quatro quarteirões, na avenida Mercúrio e rua Santa Rosa (do ladinho da avenida do Estado a algumas dezenas de metros do próprio mercado municipal).
Os produtos são bem frescos (no sentido de ficar pouco tempo expostos) devido ao grande movimento nas lojas e, muitos deles, não são tão facilmente encontrados nas prateleiras dos hipermercados. Há uma grande variedade de grãos, farinhas, castanhas e frutas secas que são vendidas a granel, o que dá um caráter mais natural ao que é vendido na região.

Claro que há o inconveniente de ter sempre muita gente, principalmente naqueles estabelecimentos que praticam preços menores, mas vale a pena, não só para abastecer a despensa, mas também para passarmos boas horas, estimulando todos os sentidos (o paladar agradece, pois há o costume da "prova" em praticamente todas as lojas)... Ou seja, turismo mesmo!!!

Funciona geralmente de segunda a sexta (alguns não abrem aos sábados, principalmente os atacadistas), fechando por volta das 17h.
Não é fácil conseguir estacionar (já vi pessoas usarem o estacionamento do Museu Catavento, que é pago), por isso se não for comprar muita coisa, vale a pena ir de metrô mesmo (as estações mais próximas são a Pedro II, na linha vermelha, e São Bento na linha azul).
Como há muita similaridade entre os produtos e os preços podem variar um pouco entre os locais, vale a pena dar um giro e pesquisar preços. Ah, e também ficar ligado em ofertas (no mês passado achei uma pasta de mostarda germânica por menos de seis reais)...
E, boas compras, rsrs...

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Eleições 2018 - debate na TV

Imagino a cena...
Estúdio da Rede Globo, plateia lotada, candidatos nanicos ausentes e só os mais representativos ali enfileirados.
Willian Bonner já deixou bem claras as regras do circo e passa a palavra para Geraldo Alckmin que vai dirigir a sua pergunta a Luiz Inácio Lula da Silva.
Ululante, a claque entra em êxtase, pois sorte maior não há, já que os dois principais oponentes calharam de se enfrentar logo na primeira rodada de questionamentos!
O governador emposta a voz e desfia o rosário de acusações contra o seu adversário... Vem triplex, sítio de Atibaia, pedalinho, pensão da ex, mensalão, etc e tal.
Acabado o seu tempo, vem a réplica do ex-presidente, de maneira bem direta e informal:
- Ué, vai me dizer que você é "Santo"????
Ops, acho que santo será a palavra mais usada por todos que se dirigirem ao candidato do PSDB, rsrs...
Estou ansioso pelo que vem agora em 2018... E o Brasil vai continuar sendo Brasil.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A violência no futebol


Comecem imaginando uma situação... Não tenho nada para fazer numa terça-feira à tarde, meio nublada, quente e resolvo assistir uma partida de futebol entre times de juniores, aqui na cidade de Guarulhos, num acanhado e desconfortável estádio que possui limite de quatro mil espectadores.
Dá para ir a pé, pois é do lado da minha agência de viagens... Eu queria assistir o jogo do A. A. Flamengo, que tem sede no bairro da Tranquilidade (que ironia este nome), aqui mesmo na cidade, mas como tinha um compromisso etílico com um amigo em São Paulo, cheguei mais cedo e vi o jogo preliminar de outra agremiação guarulhense, a A. D. Guarulhos...
Copa São Paulo de Futebol Júnior, última rodada da chave das duas equipes e uma vitória dupla classificaria os dois times da cidade.
Não torço para nenhum deles. Gosto de futebol e me encanta o esforço de clubes pequenos que tentam se manter nestes tempos de "futebol empresa"...
Ao terminar a partida, com um empate injusto, já que o time de Guarulhos jogou bem melhor, desci as arquibancadas para ir embora (tinha o "compromisso etílico", lembram, rsrs) e, para minha surpresa, os portões estavam fechados pela polícia militar alegando que, se a torcida do clube da Vila das Palmeiras saísse, seria encurralada por torcedores do A. A. Flamengo... Ficamos quase meia hora "detidos" dentro do Tranquilão (alguns se referem assim ao Estádio Antônio Soares de Oliveira).

Entenderam!?!?
Duas torcidas de times pequenos que disputam a quarta divisão do campeonato paulista, que passam por dificuldades monstruosas para se manterem, tem uma rivalidade animalesca e que pode resultar em briga generalizada, se não tiver a intervenção policial... Me perguntei, é possível isso? Quantas daquelas pessoas torcem com exclusividade para estes dois pequenos times? A maioria, com certeza, torce para os grandes clubes paulistas ou do mundo, mas mesmo assim escolhem um lado para extravasar as suas frustrações... A ponto de alguns se agredirem!!!!
Tá tudo errado. Conheço pessoalmente os presidentes dos dois clubes e  sei o quanto lutam para que sejam mantidos os seus respectivos times. Numa cidade de mais de um milhão e trezentos mil habitantes que sonha em ter um time com mais destaque no cenário estadual não deveria ocorrer o contrário, ou seja, uma união para alavancar as duas equipes???
Triste cenário bem comum no esporte mais popular e rentável do país... Parece que torcer, para algumas pessoas, é uma maneira de exteriorizar todas as suas frustrações através da violência verbal e física.
O futebol há tempos, já virou um esgoto para uma sociedade irascível e alienada...
Ah, e o resultado? Foi o que menos importou para mim...

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Os dez filmes mais significativos para mim

Gosto destas listas tipo "os dez mais" alguma coisa. Sempre que vejo alguma matéria sobre isso, procuro afinidades. Mesmo sabendo que é muito pessoal e subjetivo, gosto... Então, resolvi fazer as minhas. Vou começar pelo cinema. Bom, como vejo filmes desde a mais tenra idade, poderia listar uns cem, mas vou tentar colocar os dez que mais mexeram comigo, que mais me impressionaram.
Quem é mais próximo de mim, sabe que não tenho uma memória muito legal para isso (inclusive, sou capaz de assistir um filme pela segunda vez, sem lembrar nada dele). Por isso, vou colocar os dez que mais me marcaram e QUE ME LEMBRO TOTALMENTE DE CENAS, MÚSICAS E DIÁLOGOS, rsrs...
Volto a repetir, sei que é subjetivo, mas vou cair nesta tentação de desagradar a muitos, rsrs.
Não hierarquizei a lista, mas tenho que começar pelo filme que mais me impressionou na vida: "Fitzcarraldo". Um alemão expressionista do diretor Werner Herzog que narra a história de um visionário germânico, fã do Caruso, que sonha em ficar rico com a exploração da borracha na Amazônia e construir um teatro de óperas em Iquitos, no Peru, nos moldes do Teatro Amazonas que fica em Manaus.
Puro realismo fantátsico... Magia na forma de filme, com um Klaus Kinski genial (e genioso também, rsrs).

O segundo que merece estar nesta lista é "Hair" que assisti também na forma de espetáculo teatral. Lançado no final da década de 70, destacando a vida de algumas pessoas de Nova Iorque durante a Guerra do Vietnã (que havia terminado alguns anos antes do seu lançamento), me marcou muito mais pelas músicas, é claro, mas, o inusitado da história mexe comigo até hoje... De Milus Forman, que recebeu muitas críticas na época pela sua adaptação da peça de mesmo nome, mas que me encantou... Todos vão lembrar de Aquarius, por isso vou colocar aqui Let the Sunshine, que no final até hoje me faz os olhos marejarem, com aquele ideal da cultura pacifista e da união...

Sigo com um brasileiro que representa o retrato da minha infância e do meu cerne. Se quer saber quem sou, assista "A Marvada Carne". Dirigido pelo André Klotzel e estrelado pela Fernanda Torres e Adilson Barros, de 1985,  narra de maneira bem simples a história da fome com a vontade de comer, rsrs, ou melhor da moça que sonha em casar e de um matuto que quer comer carne de boi... Meu universo caipira, de histórias e crendices, arrolado de maneira simplória e divertida!
Inclusive, como ilustração, coloco uma cena com o Curupira... Incrível.

O quarto filme que faço questão de colocar nesta lista é outro tupiniquim: "Cidade de Deus". Não consigo explicar bem, mas sempre que o revejo, fico "meio bolado". Nem preciso escrever muito, pois ele já foi muito repetido, virou minissérie, etc e tal, mas me marcou muito, pois a temática social sempre me atraiu no cinema. De 2002, dirigido pelo Fernando Meirelles (que respeito muito) retrata a evolução do crime organizado no Rio de Janeiro, desde a década de 1960.
"O casamento silencioso" entra também nestas lembranças. Romeno, de 2008, de Horatiu Holaele, mistura humor, realismo mágico e um drama surreal... Como fazer um casamento, com música, comida farta e muita alegria, justo no período da morte de um ditador socialista sanguinário? Assista e tire as suas conclusões... Saí do Reserva Cultural, lá na Paulista, com as pernas bambas e um nó na garganta.

Outro que merece entrar nesta lista bem pessoal é o japonês "A partida", de 2009, dirigido por Yojiro Takita. Mágico, muito leve e extremamente delicado, me fez repensar todas as verdades que tinha das relações com a minha família. Com música do fantástico Joe Hisaishi, mostra a volta de um jovem músico desempregado para a sua terra natal, um emprego inusitado e a beleza dos rituais de uma cultura bem tradicional...

Como sétima lembrança, um Buster Keaton, genial ou melhor general, (trocadilho horrível, rsrs)... "A General", de 1926, mostra os dois amores de um maquinista, durante a Guerra de Secessão nos Estados Unidos. Dirigido e estrelado pelo ator norte americano que nunca sorria, rival de Chaplin e que fora criado no vaudevile do final do século XIX é para mim um dos grandes filmes deste período. Neste caso, esta película me remete muito mais às lembranças de infância onde ouvia o meu pai contar com exagero os grandes feitos do Buster Keaton como ator que mantinha a sua feição impassível, independente da cena, se trágica ou hilária e que fazia pessoalmente, sem uso de dublês, todas as passagens filmadas (nem sei se isso é verdade mesmo, rsrs). Por isso, tem que entrar como um dos filmes que mais me marcaram...

Outro brasileiro que fica fácil aqui é "Narradores de Javé", de 2004, de Eliane Café, com os geniais José Dumont, Gero Camilo e Nelson Xavier. Eu amo o cinema nacional, então daria uma lista só com ele, mas como disse logo no começo a proposta é colocar filmes que me marcaram, independente da sua qualidade ou importância histórica.
Aqui, um pária é convocado para tentar salvar a pequena Javé das águas de uma futura hidrelétrica, mas o "exímio escritor" não chega a ser uma das pessoas mais queridas da vila, não, rsrs... Asssisto milhões de vezes novamente...

Como penúltimo destaque, vem um dos irmãos Cohen, "Onde os fracos não tem vez" (2008) com a interpretação do Javier Barden de um dos serial killers que mais me impressionaram na história do cinema, Anton Chigurh. Pode ser estranho colocar este filme numa lista de títulos que mais me marcaram, mas entendam que é algo bem pessoal. Fiquei dias seguidos pensando nestes lances da psiqué e da obscura "maldade natural humana" (que não acreditava existir até ser convencido por longas conversas com o meu amigo vigário, Rodrigo Pires). Me prontifiquei a não ser mais fraco, a partir daí...

E para fechar, um chileno que me tirou o chão ao sair do cinema... Pedofilia, religiosidade, hipocrisia social são assuntos que discutimos profundamente sempre que aparecem nas rodas de conversa, mas ver tudo jogado de maneira direta na minha cara, num filme escuro e real, me deixou bem marcado... "O Clube" fez isso comigo... De 2015, do mesmo diretor de outro que estaria aqui tranquilamente (No), Pablo Larrain, mostra quatro religiosos reclusos (exilados mesmo) em uma casa bem escondida num pequeno vilarejo praiano do sul do Chile que tem suas rotinas transformadas quando chega um outro missionário para mexer nas suas feridas... Tema delicado!!!

Não tive como resistir e colocar um décimo primeiro filme, que me lembrei só agora: "Batismo de sangue"... Li o livro (do Frei Betto), por isso o filme me marcou muito... De 2007 (dirigido por Helvécio Ratton), mostra a trajetória de cinco frades que se engajaram na luta contra a ditadura militar no Brasil na década de 60. Pelos dias atuais me lembrarem tanto a trajetória do golpe, fiz questão de adicionar este "bônus track", rsrs...

Sei que entrariam outras dezenas e talvez eu até acrescente mais coisas aqui, mas concluo esta lista bem pessoal e me entrego às duras críticas dos especialistas e conhecedores da sétima arte, rsrs...

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Ita restaurante e lanchonete


Ontem, num desses rolês despretensiosos que dou na parte de São Paulo que mais gosto (o centro antigo), acabei almoçando no bom e velho Ita, lá no Largo do Payssandu (na verdade fica na Rua do Boticário, uma ruazinha bem apertada que sai em frente da famosa estátua da "negra amamentando, no largo citado).

Não tem mesas... O bom e velho balcão em W, com tampa de mármore, onde as contas são fechadas, rabiscando com lápis na pedra mesmo, serve como agregador de bons papos e boa comida.
Frequentado por quem trabalha no centro e por turistas, este velho botecão com cardápio na parede e de poucas opções fixas (a cada dia há variação de alguns pratos, como na sexta-feira, onde aparecem as saborosas variações de bacalhau), tem um preço justo e comida simples, sem aquelas frescuras gourmets (que eu adoro também, rsrs) e que encarecem muito a conta.

Não tem muitas opções de sobremesa, mas o pudim de leite, o creme de abacate (este acaba sempre rápido) e manjar representam bem a proposta do local (o preço fica entre cinco e seis reais, cada).
Ontem fui de lombinho de porco com arroz, feijão e fritas (dezessete mangos), mais uma limonada média (oito reais) e um pudim de leite (só de lembrar, salivei).

Para quem quiser conferir, o Ita fica na Rua do Boticário, 31 (a placa é minúscula, discreta entre as suas duas portas), no Largo Payssandu. O telefone é (11) 3223-3845. Funciona de 2ª a sábado das 11h às 18h. Entre o meio dia e duas da tarde, fica super cheio e é comum os clientes almoçarem mais rapidamente para dar lugar a quem está esperando (não se prolongam conversas após a refeição, rsrs).
Vale a experiência...


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Ópera "A Flauta Mágica" no Municipal de São Paulo



Nos dias 15,16,17,19,20 e 21 de dezembro, o Theatro Municipal de São Paulo irá apresentar a famosa ópera de Mozart, "A Flauta Mágica"...
Sei que já está muito próxima, mas verifiquei no site do teatro e ainda restam alguns ingressos (infelizmente os melhores já estão praticamente esgotados) e quem gosta do gênero não pode perder esta montagem que será dirigida pelo diretor artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, André Heller-Lopes. O maestro Roberto Minczuk vai estar à frente da Orquestra Sinfônica Municipal, que conta também com o seu coro lírico...
Em dois atos com libreto em alemão, "A Flauta Mágica" foi encenada pela primeira vez em 1791 pouco antes da morte do seu compositor (é uma das últimas obras de Mozart) e faz uma alusão à luta entre  bem e o mal num ambiente mágico onde destacam-se Tamino (príncipe), o seu amigo Papageno (um caçador de pássaros), a princesa Pamina, a sua mãe (Rainha da Noite) e Sarastro.
Ao sequestrar Pamina, Sarastro a leva para seu palácio (Templo do Sol) e a deixa sob cuidado do seu escravo Monostatos. Após ouvirem os pedidos da Rainha da Noite, Tamino e Papageno saem numa expedição para resgatá-la.
Os ingressos variam de R$ 50,00 a R$ 120,00 e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou pelo site eventim.com.br
Theatro Municipal de São Paulo
Praça Ramos de Azevedo s/nº - Metrô Anhangabaú - São Paulo (SP)
Fone: (11) 3053-2090

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Domingo em São Paulo tem "Samba no Trem"



Acontece neste domingo, dia 03 de dezembro, mais uma edição (a 11ª) do "Samba no Trem" na linha 9 Esmeralda da CPTM. O evento homenageia o dia nacional do samba, que é comemorado sempre no dia 02 de dezembro.
Mesmo sendo chamada de "túmulo do samba" pelo Caetano Veloso, a tradição deste gênero na nossa capital é tão grande quanto no Rio de Janeiro, que é conhecida como seu "berço". Quem frequenta a noite paulistana que o diga, rsrs... Inclusive, era costume há décadas atrás, sambistas se apresentarem nos trens do estado, com os seus instrumentos.
O evento é gratuito e quem quiser participar só paga o bilhete de entrada no sistema ferroviário (R$ 3,80). É organizado pela Associação dos Sambistas, Terreiros e Comunidades de Samba de São Paulo (ASTEC), em conjunto com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.
Recomenda-se chegar na Estação Grajaú (linha 9 - Esmeralda) da CPTM por volta do meio dia e o trem vai sair às 13h até a estação Osasco, onde retorna até a estação Socorro, onde os sambistas desembarcam e a festa continua no largo principal do bairro, com barraquinhas de comida e artesanato. Dentro da composição ferroviária, o evento dura cerca de uma hora e meia.
O samba para quem é do samba...

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

XX Revelando São Paulo


Começou ontem no Parque do Trote (na Vila Guilherme, zona Norte de São Paulo) uma das festas mais legais da cidade, o "Revelando São Paulo", que está na sua 20ª edição (há alguns anos atrás era feita no Parque da Água Branca, que ficou pequeno para o público da festividade). Mas, se programem bem, pois ela vai só até domingo (no final de semana ela fica bem cheia, com filas nas principais atrações culinárias).
Nem precisa ser um caipira de raiz, como eu, para curti-la... Ela mostra um pouco do universo tabaréu que ainda resiste em muitas cidades do interior do nosso estado (o verdadeiro berço da cultura caipira que se espalhou por "outros sertões"). Tem um monte de barraquinhas e lojinhas de artesanato (alguns artigos bem exclusivos, só produzidos ou encontrados em uma região específica do interior do nosso estado) com preços bem justos, a parte da "culinária e comensalidade" (tenho as minhas "comidas típicas" preferidas, mas sempre procuro experimentar algo novo, inusitado), um espaço de cultura ceramista tradicional, chamado de "Em Torno do Barro", muitos realejos (sim, com seus periquitos, mas que infelizmente ainda está presente em muitos lugares interioranos), cultura indígena (arranchamento de várias comunidades, com sua musicalidade e artesanato), um "espaço cigano" (inclusive vários de Guarulhos sempre marcaram presença nas edições anteriores) e apresentações culturais.
Sobre este último item, vale um parágrafo a parte... Este ano o tema do festival é a Festa do Divino e vai contar com exposição fotográfica, rodas de conversa e mostra com vestimentas, gastronomia e música de uma manifestação cultural portuguesa com mais e setecentos anos de existência... Quem quiser dá uma conferida no site www.portalsaofrancisco.com.br/curiosidades/festa-do-divino para entender um pouco melhor esta tradição religiosa do nosso país.
A programação do evento foi divulgada pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e pela Abaçai Cultura e Arte, contando com 80 espaços de culinária, 100 ambientes/estandes de artesanato, 160 grupos de cultura popular tradicional, 12 ranchos tropeiros e participação direta de representantes de 170 cidades do estado de São Paulo.
Eu listei algumas atrações que li nesta programação:

Dia 30 de novembro (5ª feira)

10h - encontro de bandas e fanfarras
13h até 21h - XVIII encontro de Orquestra de Viola, com encerramento do conhecido grupo de viola caipira "Cordas da Mantiqueira" de São José dos Campos (às 20h)

Dia 01 de dezembro (6ª feira)

10h - encontro de Catira (imperdível, uma das tradições que aprendi a gostar com o avô lá de Franca)
13h - mais orquestras de violas
18h - um momento religioso, denominado "conexão com o sagrado"
18h30 - quadrilhas caipiras de São João (as nossas quadrilhas são diferentes das nordestinas, que apresentam-se com mais volume corporal e musical do que no interior de São Paulo)
20h - Quadrilha de Bonecões da Mantiqueira (de Caçapava)

Dia 02 de dezembro (sábado) - neste dia vou com um grupo de alunos para o Petar, sem poder curtir um dos pontos altos da festa...

9h - cortejo com bonecos de rua e "cabeções" (fantástico, todos os anos tem muita alegria e plasticidade nas evoluções)
9h (no palco) - acontecem os reisados (ou reiadas), uma das manifestações tradicionais que mais me emocionam até hoje (inclusive a Folia de Reis Estrela Dalva, de Guarulhos, estará presente)
13h - "Festival da Amizade" com grupos de cultura imigrante (andina, alemã, russa) e de outros estados, além do 1º encontro de Samba (com 3 grupos aqui de Guarulhos)
18h - "Noite dos Tambores", com os tradicionalíssimos jongos

Dia 03 de dezembro (domingo) - encerramento

9h - mais viola caipira e orquestra de metais (Campo Limpo Paulista)
10h - apresentação das congadas (maravilhosas), com destaque para duas da minha terra natal, Franca, que me deu o "DNA caipira" (Congada 3 Colinas e a Marinhos)
20h - Reisado Sergipano (Guarujá)

Serviço
XX Revelando São Paulo (até 3 de dezembro, domingo)
Local: Parque do Trote e Mart Center (amplo estacionamento, que é pago) - Av. Nadir Dias de Figueiredo, s/nº, na Vila Guilherme - São Paulo (SP)
Horário: das 9h às 21h
Gratuito


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

19ª Festa do Livro da USP


Já está rolando a 19ª Festa do Livro da USP e vai até esta sexta-feira 01 de dezembro (sempre das 9h às 21h).
Fui ontem com um casal de amigos (sempre é legal ir acompanhado) e encontrei outros conhecidos lá. Gostei muito da quantidade de editoras e títulos... Muita delas com descontos bem legais e também com muitas obras difíceis de encontrar nas tradicionais livrarias de São Paulo, por isso quem é do interior, vale a pena vir para cá e dar uma garimpada nas bancadas.
Gastei "um salário e meio" lá, rsrs!!!! E olha que eu priorizei alguns livros bem direcionados e relacionados com uma pesquisa que estou efetuando agora sobre a cidade de São Paulo. 
Concentrei o meu olhar sobre algumas editoras e títulos que já estavam na minha lista há algum tempo, entre elas a excelente 34 (tem descontos legais), a Imprensa Ofical (todos que são da minha área tem que dar uma passadinha lá) e da carioca Capivara, pouco conhecida, mas que tem umas publicações fantásticas. Inclusive, lá na Capivara tem uns de parte do trabalho Rugendas, do Debret e do Post, que eu só não comprei por falta de grana, mas estavam saindo por 90,00 reais (fica a dica para quem quiser me presentear no Natal, rsrs)...
Resumindo, vale muito dar uma passadinha lá e conferir o que tem de legal.
Fica entre a Praça do Relógio Solar e a Av. prof. Mello Moraes (que é a da raia olímpica), exatamente na Travessa C. São 3 tendas (amarela, verde e azul). No início da tenda Amarela há uma fila que não é para entrar no pavilhão, mas para quem quiser entrar na editora Companhia das Letras (tem muita coisa com descontos bacanas). preste atenção para não ficar de bobeira nela.
Aproveitem, se deliciem... Ah, a entrada é gratuita.
E segue a relação de editoras presentes (faltou a Uirapuru, do grande escritor Egídio Trambaiolli Neto, rsrs)... Mais informações na www.edusp.com.br/festadolivro ou pelo email festadolivro@usp.br

7 Letras
Alameda
Alaúde
Aleph
Alfa-Omega/Nova Cultura
Almedina Brasil
Andross
Arché
Arte & Letra
Ateliê
Attie
Grupo Autêntica
Autores Associados
Azougue
Balão Editorial
Bambolê
Bamboozinho
Barbatana
Bei
Bem-Te-Vi
Berlendis
Biruta/Gaivota
Blucher
Boitempo
Brasiliense
Brinque-Book/Escarlate
Callis
Capivara
Carochinha
Cereja
Ciranda Cultural
Cobogó
Com-Arte
Grupo Companhia das Letras
Companhias das Letrinhas
Conrad /Ibep /Nacional
Consequência
Contexto
Contracorrente
Contraponto
Cortez
Depto. Filosofia da USP
Depto. Geografia da USP
Draco
Dublinense/Não Editora
Duna Dueto
É Realizações
Edelbra
Edições Piaget
Edipro
Editora 34
Editora FGV
Editora UEPG
Editora UFMG
Editora UFPR
Editora Ufrj
Editora UFSC
Editora Unesp
Editora Unicamp
Editora Unifesp
Edufscar
Edufba
Edusp
Elefante
Elementar/Canguru
Escrituras
Escuta
Estação das Letras e Cores
Estação Liberdade
Évora
Expressão Popular
Fiocruz
G. Gili
Geração Editorial
Girassol
Giz
Global/Gaia/Gaudi/ Nova Aguilar
Globo Livros
GMarx – USP
Grua Livros
HarperCollins
Hedra
Hucitec
Humanitas
Humanitas (FFLCH-USP)
Ideias & Letras
IEA-USP
Iluminuras
Imeph
Imprensa Oficial
Instituto Moreira Salles
Intermeios
Intermezzo/Imaginário
J.J. Carol
Jujuba
Kapulana
Lazuli
Letras Jurídicas
Lexikon
Leya/Casa da Palavra
Livros Portugueses
Lote 42
Loyola
LP&M
MAE-USP
Manole/Amarilys
Martin Claret
Martins Fontes – Martins
Martins Fontes – WMF
Masp
Mauad
Metalivros
Monolito
Mundaréu
Musa
N-1 Edições
Nova Alexandria/ Claridade
Nova Fronteira
nVersos
Odysseus
Oficina de Textos
Ouro Sobre Azul
Ôzé
Palas Athena
Pallas
Panda Books
Papagaio
Papirus
Parábola
Paulinas
Paulus
Grupo Pensamento
Peirópolis
Perspectiva
Pinakotheke
Pini
Planeta
Publifolha/Três Estrelas
Pulo do Gato
Quatro Cantos
Quatro Cinco Um
Rádio Londres
Grupo Record
Relicário
Revan
Revista USP
Romano Guerra
Scientiae Studia
Senac
Sesc
Sesi-SP/Senai-SP
Solaris
Sonora
Summus (Grupo)
Sundermann
Taschen
Terceiro Nome
Terra Virgem
Todavia
Ubu
Universo dos Livros
Valentina
Veneta
Versal
Via Lettera
Via Verita
Viajante do Tempo
Vozes
Vergara & Riba
Zahar
Zarabatana