Vinte e oito de abril... Terça-feira...
Nesse dia, dividimos um queijo que o meu cunhado Luizmar trouxe da terra natal dele, no final de semana, quando foi visitar a sua família em Sacramento, em Minas Gerais, mas muito próximo da divisa paulista...
Apesar da pandemia, conseguiu ver os seus parentes e ainda lembrou-se do meu pai, trazendo um queijo da sua cidade natal, que foi premiado anos antes em um concurso na França... Essa iguaria conhecida pela textura macia e sabor marcante é o Senzala, feito na fazenda Caxambu, cujos proprietários tem "Leite" no sobrenome (vi isso no Google e não consigo esquecer).
Apesar da pandemia, conseguiu ver os seus parentes e ainda lembrou-se do meu pai, trazendo um queijo da sua cidade natal, que foi premiado anos antes em um concurso na França... Essa iguaria conhecida pela textura macia e sabor marcante é o Senzala, feito na fazenda Caxambu, cujos proprietários tem "Leite" no sobrenome (vi isso no Google e não consigo esquecer).
O meu pai tinha o dom de conhecer e também apreciava muito qualquer tipo de queijo.
Como já escrevi aqui, ele trabalhou por décadas em uma usina de laticínios que também produzia excelentes peças de Parmesão e Mussarela na sua unidade localizada em Pedregulho. Era uma alegria quando tinha que se deslocar para lá, pois sempre recebia agrados via lascas desse tipo de laticínio.
Sempre fazia questão de ter bons queijos em casa e adorava nos presentear com um bom "meia cura" mineiro.
Quando o acompanhava na feira livre, aos sábados, passava um bom tempo na barraca do Paulo para comprar peças boas e baratas para degustar junto a nós, no final da tarde ou antes de dormir, acompanhado de um copo de café, que nunca atrapalhava o seu sono.
O Gabriel, seu netinho, puxou ele nesse paladar apurado e sempre ganhava queijos do vovô, mas não comia na casa dele e só comia os do meu pai... Indagado sobre o motivo, o moleque dizia: "o senhor só compra queijo bom para a sua casa, mas para a minha é sempre um ruim".
A explicação é que ele levava queijo fresco para o neto, com sabor menos marcante, mas muito mais saudável, então o menino preferia, óbvio, o gosto forte do produto curado, que tinha na casa do avô.
Certa vez, fiz um teste às cegas com ele.
Comprei vários tipos para ele tentar descobrir a denominação. Tinha Mussarela, Prato, Parmesão, Minas Canastra, Provolone, Gorgonzola e Reino.
Acertou todos.
Só tinha dificuldade em lembrar o nome ou reconhecer o sabor de outros mais apurados, geralmente de origem europeia, como o Gouda e o Emmental (ele não gostava do Brie).
Certa vez, fiz um teste às cegas com ele.
Comprei vários tipos para ele tentar descobrir a denominação. Tinha Mussarela, Prato, Parmesão, Minas Canastra, Provolone, Gorgonzola e Reino.
Acertou todos.
Só tinha dificuldade em lembrar o nome ou reconhecer o sabor de outros mais apurados, geralmente de origem europeia, como o Gouda e o Emmental (ele não gostava do Brie).
Saudade e resiliência em saber que nunca mais vou poder compartilhar essa experiência com ele.
Deveria ter escrito esse texto, degustando um pedaço de queijo... Teria sido uma excelente e nostálgica homenagem.
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