Via Franca

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terça-feira, 5 de maio de 2020

Doce de mamão


Já estou aqui m Franca, na casa dos meus pais, há cinco semanas... Como estamos isolados, resta-nos aproveitar as coisas boas que colhemos na chácara deles para a produção das gostosuras que adoçam o nosso isolamento.
São iguarias bem simples de se produzir e que tem um sabor marcante, mas só as boas doceiras/quituteiras (como a minha mãe, a dona Elenice) conseguem o ponto e o dulçor que são capazes de nos remeter às boas lembranças da infância. E é impressionante como o sabor desses doces parece não mudar, em toda uma vida...
Eu sempre digo aos meus amigos que tudo que é plantado lá na chácara vira doce, geleia ou suco, pelo menos... A fruta da vez foi o mamão, que dá um dos doces mais disputados pela família. Foi produzido num fogão à gás, em um tacho de alumínio, mas quando é feito lá na roça, a minha mãe usa o fogão à lenha e o tacho de cobre (herança de família).
A fruta geralmente é colhida verde, com a polpa bem durinha (e clara). Depois de lavar bem, descasca-se o mamão, o corta em pedaços e o deixa um pouco na água. Nesta etapa, é interessante lavar bem para retirar aquela nódoa característica dele.



O próximo passo é cozinhar até amolecer. Descarta-se a água (a minha mãe usa um escorredor de massas), dá uma nova escaldada no mamão cozido (com água bem quente, é claro) e faz a calda com uma quantidade bem generosa de açúcar cristal, fervido na água, onde pode deixá-los por mais um bom tempo para agregar o sabor na calda. Fica muito gostoso colocar cravo da índia para dar um toque especial...
Ficou maravilhoso!!!!




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