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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Museu de Arte Contemporânea e Restaurante Vista


O MAC - Museu de Arte Contemporânea de São Paulo funciona em um prédio projetado pelo Oscar Niemeyer ligado ao Parque do Ibirapuera pela famosa passarela (onde funcionou por décadas o Detran).
Tem oito andares, onde seis deles são destinados à exposições temporárias e do seu enorme acervo. Só por este motivo já valeria a visita, pois conta com obras de artistas expressivos como Chagal, Portinari, Tarsila do Amaral, Volpi, Picasso, Di Cavalcanti, entre tantos outros. Mas, também possui uma das vistas mais legais da cidade de São Paulo, com o parque à sua frente e com a possibilidade de ver o por do Sol sobre prédios em um horizonte bem limpo.
Há também no seu oitavo andar um badalado bar, o Obelisco, e um restaurante (o Vista) de alta gastronomia com uma boa carta de drinques.
Na última sexta-feira dei uma passadinha por lá, depois de passar a tarde entre o MAM e as alamedas do Ibirapuera, dando um rolê de bicicleta. Como o MAC fecha somente às 21h, resolvi dar uma estendida no meu dia entre as obras do museu e o êxtase de mais um ocaso colecionado, além das boas sensações de um jantarzinho no restaurante do local.




Como disse o acervo do MAC sempre me impressionou e não entendo como ele está sempre vazio... Curti muito a exposição "Ecos mecânicos: a máquina de escrever e a prática artística", que mostra "como uma espécie de tipografia padrão, no caso a da própria máquina de escrever, funcionou como uma prensa capaz de associar a escrita, a fala e a publicação, além da sonoridade característica de suas teclas que a torna um instrumento musical percussivo" ( trecho retirado do descritivo da mostra) a ponta de seus tipos serem usados na produção de muitas obras, desde a poesia concreta até as mais recentes intervenções usando as já ultrapassadas Remingtons, inclusive na exposição vi que a primeira máquina de escrever foi inventada por um padre paraibano, brasileiro, João Francisco de Azevedo e que foi "apropriada" pelo americano que dá nome à famosa marca... Ela vai até outubro de 2019 e vale muito a pena conferir.

Há outras que também gosto bastante e que sempre que passo pelo museu dou uma nova espiadinha, como as de longa duração que mostram uma parte do seu rico acervo.
Mas, como disse, além deste maravilhoso tour por expressivas obras, há também a possibilidade de concluir o dia em um espaço bem produzido e com boa culinária, tomando um drinque (gosto desta forma) no seu terraço.
Funcionando desde abril do ano passado o Restaurante Vista oferece um cardápio com poucas opções, mas que flana pela culinária regional de várias partes do nosso país... Na minha última visita experimente as crocantes "croquetas de pupunha" com um recheio vegetariano bem cremoso, acompanhadas de um refrescante Aperol Spritz... Depois do por do Sol (que estava deslumbrante) adentrei ao espaço envidraçado onde as refeições são servidas e escolhi uma moqueca capixaba em que camarões e peixe nadavam sobre um molho feito à base de dendê e coentro (não adianta torcer o nariz, pois é o melhor tempero para ensopados de peixes, rsrs), com uma taça de Sauvignon Blanc.
O atendimento da equipe é cordial, mas o local enche muito rapidamente (vale a pena fazer uma reserva), fato que não causa muito estresse, pois a espera pode ser no terraço, com a maravilhosa vista da cidade já mencionada.




O Bar Obelisco, da mesma equipe, que fica ao lado, cobra uma entrada, na forma de couvert artístico, bem salgada (R$50,00) também é uma boa opção para quem não quer fazer a refeição e sempre tem música ao vivo estendendo a balada até altas horas da madrugada.
Prepare o bolso, pois tudo isso tem um preço compatível com a qualidade e exclusividade dos lugares, mas vale a pena uma pequena extravagância em nome das sensações vividas, rsrs...
Um ambiente mais informal (o Vista Café) também funciona até as 18h no mezanino do museu, com a exclusividade de pratos e iguarias com a mesma assinatura do oitavo andar, além de poder levar o seu pet (depois de um passeio pelo Ibirapuera, vale dar uma passadinha por lá).
O complexo museu, bar, restaurante, café fica na avenida Pedro Álvares Cabral, 1301, bem em frente ao Parque do Ibirapuera. O estacionamento e a entrada são gratuitos. Funciona de terça a domingo das 10h às 21h. O seu telefone é (11) 2648-0254.
O Restaurante Vista fica no oitavo andar e funciona de terça a sábado das 19h à meia-noite e no almoço aos sábados e domingos das 12h às 16h. Reservas nos números (11) 2658-3188 ou (11) 97382-7261 (somente whastapp).
O Bar Obelisco abre de terça à sábado a partir das 18h. O telefone é o mesmo do restaurante.
A estação de Metrô mais próxima é a Ana Rosa, mas precisa de uma boa caminhada para acessá-la (do parque até o metrô é um aclive).










sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Projeção do filme "A caixa de Pandora" ao ar livre, no Ibirapuera

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Amanhã, sabadão, dia 27 de outubro, acontece a projeção ao ar livre do filme "A caixa de Pandora" (Die Büchse der Pandora), de Georg Wilhelm Pabst, de 1928. A exibição faz parte da programação da 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e terá acompanhamento musical executado ao vivo pela Orquestra Jazz Sinfônica, com a regência do maestro Fábio Prado. A trilha sonora que será executada foi criada em 1997 pelo compositor alemão Peer Raben.
O início está previsto para às 19h30, na parede do Auditório Ibirapuera - Oscar Niemeyer. Ah, é grátis...
Este clássico do cinema mudo consagrou a atriz Louise Brooks no cinema. Ela interpreta a dançarina Lulu que se envolve com o dr. Schön, um rico dono de jornal, que está de casamento marcado. Mas, a sua noiva descobre o romance e termina o relacionamento, deixando-o livre para assumir o compromisso e casar-se com Lulu. Depois de uma cena de ciúme, em legítima defesa ela mata o marido e foge com o seu filho, Alwa (também apaixonado por ela). A partir daí, os dois se envolvem em um jogo de sedução, fugas e exploração sexual.
O Parque do Ibirapuera fica na Av. República do Líbano, 331 e é bem servido por várias linhas de ônibus e possui estacionamento (área azul). Quando vou de metrô, desço na estação Vila Mariana e sigo por uns vinte minutos a pé, até chegar no parque.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Planetários de São Paulo tem entrada gratuita em todas as sessões, em fevereiro

(Planetário do Parque do Carmo)
Até o dia 24 de fevereiro, os dois planetários municipais de São Paulo (dos parques do Ibirapuera e do Carmo), oferecerão quatro sessões diárias de projeção de corpos celestes totalmente gratuitas (eles funcionam de quarta a domingo).
Os horários são: 10h, 12h (o mais tranquilo para conseguir vaga), 15h e 17h.
Apesar de gratuito, há a necessidade de se retirar senha (que é individual) pelo menos uma hora antes da entrada. Depois de iniciada a projeção não é permitida a entrada de mais ninguém.
Nos dois locais, os equipamentos conseguem projetar mais de 5 mil corpos celestes e mostrar o céu de qualquer região do mundo, além de simular viagens espaciais, como a que eu assisti na semana retrasada, onde uma sonda pousou em um cometa...
As sessões duram em média 40 minutos.
Bem interessante e a molecada vai adorar!!!

Serviço

Planetário do Parque do Carmo (zona leste de São Paulo)
Rua John Speers. 137 - São Paulo (SP)

Planetário Prof. Aristóteles Orsini (Parque do Ibirapuera)
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n. - São Paulo (SP)
Informações: (11) 5575-5206
Idade mínima: 05 anos
Senhas específicas para gestantes, idosos e obesos (32 mais um acompanhante) e também para pessoas com deficiência deficiência (32 mais um acompanhante).



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

32ª Bienal de São Paulo


Está acontecendo no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera em São Paulo, a 32ª Bienal de São Paulo "Incerteza Viva".
Teve início no mês de setembro e vai até o dia 11 de dezembro de 2016.
Tem entrada gratuita e fecha nas segundas-feiras. O seu horário é das 9h às 19h (terças, quartas, sextas e domingos) e das 9h às 22h (quintas e sábados).
Fui algumas vezes, ora acompanhado pela minha esposa ora acompanhando alunos e garanto que é uma atividade extremamente rica em todos os aspectos (não só culturais).
Recomendo acompanhar uma visita mediada pelos educadores do local, que acontecem de meia em meia hora com ponto de encontro próximo a uma das entradas (tem duração média de 90 minutos).
Saí em todas as visitas com questionamentos e reflexões diferentes (ah, nem pense em tentar visitar tudo em um único dia, pois pode ser extremamente cansativo, já que o pavilhão é muito grande). Pontos de interrogação foram colocados na minha cabeça e boas respostas também... Inclusive, a questão da incerteza que permeia o tema da exposição tem muito a ver com isso. Ecologia, questões sociais, coletivos culturais, colonialismo, processos alternativos de sobrevivência, contracultura, entre tantos outros elementos são os que mais me tocaram.
Claro que algumas instalações me chamaram mais a atenção e que gastei mais tempo em observá-las, mas achei neste ano uma bienal com mais obras relevantes e impactantes que muitas anteriores (e olha que já teve uma com obras do Bispo)...
São 81 artistas e pela primeira vez as mulheres são maioria (47 no total). Este fato não é coincidência, pois há pouca exposição do trabalho feminino neste tipo de instalação, apesar da relevância de muitas artistas.
Há também a escolha de muitos artistas com idade inferior a 40 anos, dando espaço para a transformação que a arte passou nas últimas décadas e abrindo também para que mais jovens pudessem mostrar o seu trabalho (alguns são desconhecidos do público em geral, mas tem ideias e estética ímpares).
Lendo uma entrevista do curador Jochen Volz ele deixa claro que a bienal deste ano busca refletir sobre as atuais condições da vida e as estratégias oferecidas pela arte para acolher ou habitar as incertezas. Segundo ele "a incerteza é uma sensação que todos nós vivemos. É importante pensar que a incerteza e a improvisação são forças importantes na arte. A incerteza pode causar algo novo, imaginar outras possibilidades. Quem dialoga com uma incerteza provoca algo transformador..."
Melhor uma incerteza viva, do que uma certeza morta, rsrs...
Temas ecológicos como o aquecimento global, além de questões indígenas e de assuntos como migrações e instabilidades econômicas e políticas foram pontos de partida para as criações das obras.
tenho os meus preferidos e vou indicar alguns:
1- O quase centenário e brilhante Franz Krajcberg com a instalação logo na entrada (que faz uma bela transição entre o parque e o pavilhão), intitulada GORDINHOS, BAILARINAS e COQUEIROS.

2 - O vídeo do alagoano Jonathas de Andrade (O PEIXE) que incomoda, de verdade.

3 - Bené Fonteles com a casa de taipa e cobertura de palha, denominada ÁGORA: OCA TAPERA TERREIRO
4- As duas torres no vão livre, feitas uma com material de construção indígenas e a outra com ítens de edificações típicas da periferia de grandes cidades, de Laís Mirrha (DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS)

5- O baiano José Bento com suas caixinhas de fósforo sobre estruturas de bancas de camelô, além de uma outra no 2º andar denominada CHÃO que provoca instabilidade ao caminhar.
6 - A britânica Carolina Caycedo que investiga os danos das construções de barragens de água...

7 - Até mesmo as PLANCS - plantas alimentícias não convencionais estão presentes na instalação da portuguesa Carla Filipe. Muito legal o fato de encontrar lá, plantas que poucas pessoas conhecem (algumas são chamadas até de mato, rsrs) e que já fizeram parte da minha alimentação, como a taioba, o funcho, a berduega e a palma.
8 - Há a delícia da interatividade da peruana Rita Ponce de Leon que convida os visitantes a acomodar partes do seu corpo em caidades de barro, com estrutura baseada nos gestos de uma bailarina.
9 - Dineo Seshee Bopape com os seus jogos de tabuleiro em torrões de terra, que nos remete à questões de ocupação e exclusão fundiárias.

10 - E a que mais me impressionou, com os seu tom rosa e muitos brinquedos da jamaicana Ebony Paterson que traça um paralelo entre os índices de violência (assassinatos) de crianças e negros no Brasil e na Jamaica. Nesta instalação saí com um nó na garganta... Surpreendente, de fato.

Claro que escolhi dez, mas a lista seria muito longa, com moscas vivas, pedras de sal que se desmancham ao som de música e água, batatas que geram energia coletivamente, etc, etc, etc...
Há também muitas atividades que acontecem todos os dias (algumas são bem disputadas, por sinal). Para se informar acesse o site da Bienal (www.bienal.org.br).
Para se ter uma ideia, hoje, no final da tarde, na instalação de Bené Fonteles o multiartista pernambucano  Antônio Nóbrega vai estar presente para uma roda de conversa e amanhã, no mesmo espaço, tem presença garantida o genial Siron Franco, ambos dentro do projeto "Conversas para adiar o fim do mundo" (sempre das 17h às 18h.
Vale a pena conferir!!!!!


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Exibição do filme "A General" no Parque do Ibirapuera


Para quem ainda não tem um programa legal para a noite deste feriado, segue uma dica bem interessante.
Hoje, às 20h30 na parte externa do Auditório do Parque do Ibirapuera acontece mais uma exibição de um filme mudo com musicalização ao vivo...
O filme que será exibido é um dos melhores que eu já assisti.
Será exibido "A General" (de 1926) do magnífico Buster Keaton, com interpretação da trilha original do filme pela Orquestra Juvenil Heliópolis.
Um dos maiores artistas da sua época, o ator e cineasta baseou em fatos reais ocorridos durante a Guerra da Secessão nos Estados Unidos para tirar a ideia central deste genial filme.
Conhecido como o "palhaço que não ri", Keaton mantém a sua principal marca que é rosto melancólico e impassível em toda a sequência da película...
Eu mesmo guardo um carinho especial por ele, pois na minha adolescência, fase que curtia demais os filmes mudos do Charles Chaplin, o meu pai me falou do Buster Keaton e me mostrou alguns filmes e sequências (ainda em fitas VHS, que alugávamos e locadoras, rsrs) e me deixou impressionado com as cenas coreografadas e feitas sem o uso de dublês...
O evento de hoje marca o encerramento do 40º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que divulga e faz a premiação dos seus vencedores no mesmo local às 19h30.
Com certeza, será um programa delicioso...
Como é um evento ao ar livre, há possibilidade de chuva antes da exibição (no final da tarde), por isso vale a pena levar algo para forrar o gramado, que pode estar bem molhado no começo da noite.

sábado, 24 de agosto de 2013

Leo Nocentelli's Meters Experience amanhã no Parque do Ibirapuera


Muita gente reclama que o domingo é um dia sem graça, mais família, sem muita coisa interessante para fazer, além do almoço tradicional na casa de parentes.
Sabemos que não é assim e que a cidade de São Paulo tem muitos atrativos, independente do dia da semana.
Novamente os mau humorados reclamam da falta de grana para aproveitar algo bem diferente e com mais qualidade.
Bom, para alegria geral de quem gosta de uma boa música (boa e diferente, por sinal), acontece amanhã (domingo, dia 25 de agosto) no Parque do Ibirapuera, o encerramento do tradicionalíssimo "Bourbon Street Fest", com 3 shows "na faixa".
A festa começa às 16h com o som bem dançante do "Honey Island Swamp Band" (em alguns momentos podemos identificar alguma coisa entre Beatles e um folk do sul dos Estados Unidos), às 17h30 entra "Leo Nocentelli The Meters Experience" (com um funk irresistível, estilo drums and bass, basta conferir no vídeo desta postagem) e o fechamento com os metais malucos, deliciosos do "The Soul Rebels"...
Repito, tudo de graça, na faixa...
Agora, quero ver arrumar desculpa para ficar em casa, no facebook, rsrsrs.

Shows de graça no Parque do Ibirapuera

Como acabei de postar, vale a pena conferir 3 shows amanhã, dia 25 de agosto, no Parque do Ibirapuera, no encerramento do Bourbon Street Fest...
Nada de ficar em casa, reclamando da falta de oportunidades de ouvir um bom som, de graça.
Nos vemos lá!!!!!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Atividades gratuitas na Bienal de Artes de São Paulo

Todos os dias o Educativo da Bienal oferece uma programação variada e gratuita. Confira abaixo as ações desta semana e participe!


Exposição Em Nome dos Artistas
Local: Pavilhão da Bienal - Parque do Ibirapuera, portão 3
Acesso pela entrada do Educativo
Informações: (11) 5576-7611 (ramal 7688)
educativo@bienal.org.br


Sempre Contemporâneos: mostra de cinema para crianças e famílias

Com curadoria de Patrícia Durães, a mostra de cinema Sempre Contemporâneos apresenta um recorte de três programas para crianças e famílias. Com duração de aproximadamente 60 minutos, as sessões Cinema sem palavraseCômicos e animações reúnem clássicos norte-americanos produzidos no início do Século XX. A terceira seleção, Brincando com McLaren, homenageia o animador canadense com cinco de seus trabalhos. A programação revela filmes antigos que já nasceram contemporâneos.

Os filmes são exibidos aos sábados das 10h às 13h e nas quartas e sextas-feiras entre 14h e 16h, no Espaço de Diálogos, 1º Andar do Pavilhão da Bienal. Para participar, inscreva-se com 15 minutos de antecedência na entrada do Educativo.

Esta semana:
Programa II – Cômicos e Animações (49’32)
19/out| quarta-feira
21/out| sexta-feira
Koko na Fábrica de Animação, de Dave e Max Fleischer
Jogo de Bilhar, de Edwin Middleton
KoKo, o palhaço - Uma Viagem para Marte, de Dave e Max Fleischer
O Gordo e O magro em: Liberdade e seus Perigos, de Leo Mc Carey
Koko no Controle da Terra, de Dave e Max Fleischer

Programa III – Brincando com McLaren (42’24)
22/out | sábado
Cânone, de Norman McLaren
Esferas, de Norman McLaren
Era uma vez... uma Cadeira, de Norman McLaren
Sincronia, de Norman McLaren
Capricho de Natal, de Norman McLaren

Programa Completo

Todas as quartas e sextas-feiras dos meses de outubro e novembro, das 17h às 18h30, a equipe do Educativo da Bienal ministrarão palestras sobre os artistas da mostra Em Nome dos Artistas. Na sequência os participantes poderão realizar uma visita orientada pela exposição, passando pelas obras que foram discutidas. É possível se inscrever em um ou mais programas, CLIQUE AQUI PARA SE INSCREVER.

Se não conseguir clicar, copie o endereço abaixo e cole em seu navegador:
https://docs.google.com/a/bienal.org.br/spreadsheet/viewform?formkey=dE45bzlOLWprX1BrdlFtc1pPaW9lX1E6MA#gid=0

Esta semana:
19 de outubro | quarta-feira
21 de outubro | sexta-feira

Diálogos Intermitentes

Todas as quintas-feiras, das 18h às 20h, o Espaço de Diálogos recebe o público para conversas sobre arte contemporânea com artistas, curadores e pesquisadores. Diálogos Intermitentes é uma série de conversas que propõem aos visitantes da mostra um intervalo reflexivo a partir de assuntos relacionados à exposição Em Nome dos Artistas. CLIQUE AQUI PARA SE INSCREVER.

Se não conseguir clicar, copie o endereço abaixo e cole em seu navegador:
https://docs.google.com/a/bienal.org.br/spreadsheet/viewform?formkey=dGZzTGlZaWFFYVJobjNDRWdJU21CREE6MA#gid=0

Esta semana:
20 de outubro | quinta-feira
Como os trabalhos existem?
Palestrantes: Beto Tassinari e Cauê Alves

Performances e Apresentações

Domingo é dia de programação especial para crianças e famílias na exposição Em Nome dos Artistas. Narração de histórias, apresentações musicais e brincadeiras, tudo isso acontece no Espaço de Diálogos, 1º Andar do Pavilhão da Bienal, das 15h às 17h. Para participar, inscreva-se com 15 minutos de antecedência na entrada do Educativo.

Esta semana:
23 de outubro | domingo
Narração de histórias com Cris Velasco

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Obelisco do Parque Ibirapuera


Muitas pessoas já passaram pela região do Parque do Ibirapuera e ficaram impressionadas com a altura e a riqueza de detalhes do obelisco que se encontra no local.
Só que poucos sabem que, na realidade, ele é um monumento funerário, erguido em homenagem aos combatentes da Revolução Constitucionalista de 1932.
Ali estão enterrados os restos mortais dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC) e de mais 713 ex-combatentes.
O obelisco, feito em puro mármore travertino, foi inaugurado em 9 de julho de 1955, um ano após a inauguração do Parque do Ibirapuera, projeto do escultor Galileo Emendabili.
Conta com algumas inscrições, entre elas um poema feito por Guilherme de Almeida: "aos épicos de julho de 32, que, fiéis cumpridores da sagrada promessa feita a seus maiores - os que moveram as terras e as gentes por sua força e fé - na lei puseram sua força e em São Paulo sua Fé".
Conseqüência de uma iniciativa de civismo e de justiça concretizada pela força de vontade dos que vêem na figura de seus heróis um simbolismo da fé e da grandeza de nossa terra, o Monumento Mausoléu aos heróis de 1932, ergue-se no Ibirapuera, como um marco das lutas e vitórias de um povo forte, bravo e idealista.
Possui rica simbologia: nove são os degraus que conduzem à cripta do Monumento; a altura do Obelisco da base até o topo é de 72 metros (7+2 =9) e da cripta até o topo a distância é de 81 metros (8+1=9, além do que 81 é o quadrado de 9).
Se fizermos à soma aritmética desses valores (72 e 81) teremos 7+2+8+1=18 (1+8=9).
A base maior do trapézio, no chão, para quem olha o monumento de frente, tem 9 metros, a base menor, em cima, tem sete metros. A largura da cripta, embaixo, tem 32 metros. Assim, quem olha de frente o perfil da planta observa os números 32 - 9 - 7, que lembram o ano, o dia e o mês da Revolução de Nove de julho de 1932.
A simbologia do monumento também está presente no desenho do gramado ao redor do Obelisco, que possui área de 1932 metros quadrados e forma um coração onde está enfincada a espada (símbolo do obelisco) que sagrou a vitória política, apesar da derrota militar dos paulistas
Cada face do Monumento está orientada para os quatro pontos cardeais e cada uma delas com suas respectivas esculturas em alto relevo, representa 100 anos da história de São Paulo.
À base do monumento, junto à entrada da capela e da cripta, voltadas ao Parque do Ibirapuera, há outra inscrição de Guilherme de Almeida.
"Viveram pouco para morrer bem
morreram jovens para viver sempre."
Algumas vezes a cripta é aberta para visitação, em datas especias.

Obelisco do Ibirapuera
Avenida Pedro Álvares Cabral – Moema – São Paulo