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sábado, 30 de março de 2019

Festival de sustentabilidade Green Nation no Ibirapuera


Começou na segunda-feira e vai até o domingo o festival de sustentabilidade Green Nation, no Parque do Ibirapuera, que tem como mote a reflexão sobre o meio ambiente no nosso país.
A programação inclui vivências em grupo, atividades de reflexão sobre sustentabilidade, oficinas, debates, mostra de cinema e teatro. Você pode acessar o site www.greennation.com.br para obter mais informações.
O evento é gratuito e tem nas crianças o seu foco, proporcionando vivências interativas, sensoriais e imersivas para pensar, viver e e sentir a sustentabilidade.
Eu dei uma passadinha ontem e pude sentir um pouco a atmosfera lúdica e encantadora das suass atividades. Mas, se for visitar com os seus pequenos, tenha muita paciência, pois as filas são enormes e algumas atrações chegam a ter duas horas de espera (lembra aqueles parques temáticos lá dos Isteitis, rsrs).

Entrei apenas no "caminho do lixo", onde os visitantes entram literalmente pelo cano até chegar em um rio, cheio de lixo, onde são convidados a agir para deixá-lo mais limpo (os pequenininhos adoram a ação lá dentro). Mas, também tem uma "nave espacial" onde um visitante do ano de 2200 volta até 2018 para ver as consequências do desmatamento da Mata Atlântica e buscar dados genéticos para recuperar espécies extintas daquele ecossistema, "asas deltas" onde os pequenos podem voar sobre rios, mares, cachoeiras brasileiras com óculos de realidade virtual, a "estação AMA" somos convidados a imaginar a nossa vida sem a abundância de água que chega todos os dias nas nossas casas (é uma reflexão sobre mudanças de hábitos cotidianos em relação a este importante recurso), uma simulação de reciclagem de garrafas pet, experiência no gelo da Antártida, entre tantas outras atividades.
Recomendo dar uma passadinha logo na entrada, do lado esquerdo, e ouvir as boas explicações sobre um projeto de reflorestamento nas áreas de mananciais, aqui na grande São Paulo e adotar uma árvore da Mata Atlântica. Não precisa pagar, basta fazer o seu cadastro que uma espécie é "sorteada" para você (a minha foi o Monjoleiro - senegalia polyphylla).
Dá uma passadinha lá... Leva os seus pequenos... Dá uma boa pensada sobre hábitos e atitudes cotidianas que podem ser vitais para a conservação dos nossos recursos naturais e do meio ambiente.
É um evento gratuito e só vai até este domingo.
Atenção para os horários de funcionamento (no final de semana é das 10h às 16h) e está acontecendo no Pavilhão das Culturas Brasileiras no Parque do Ibirapuera (fica próximo do planetário).
Na saída ainda tem vários food trucks com comidinhas e sorvetes.

























quinta-feira, 17 de novembro de 2016

32ª Bienal de São Paulo


Está acontecendo no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera em São Paulo, a 32ª Bienal de São Paulo "Incerteza Viva".
Teve início no mês de setembro e vai até o dia 11 de dezembro de 2016.
Tem entrada gratuita e fecha nas segundas-feiras. O seu horário é das 9h às 19h (terças, quartas, sextas e domingos) e das 9h às 22h (quintas e sábados).
Fui algumas vezes, ora acompanhado pela minha esposa ora acompanhando alunos e garanto que é uma atividade extremamente rica em todos os aspectos (não só culturais).
Recomendo acompanhar uma visita mediada pelos educadores do local, que acontecem de meia em meia hora com ponto de encontro próximo a uma das entradas (tem duração média de 90 minutos).
Saí em todas as visitas com questionamentos e reflexões diferentes (ah, nem pense em tentar visitar tudo em um único dia, pois pode ser extremamente cansativo, já que o pavilhão é muito grande). Pontos de interrogação foram colocados na minha cabeça e boas respostas também... Inclusive, a questão da incerteza que permeia o tema da exposição tem muito a ver com isso. Ecologia, questões sociais, coletivos culturais, colonialismo, processos alternativos de sobrevivência, contracultura, entre tantos outros elementos são os que mais me tocaram.
Claro que algumas instalações me chamaram mais a atenção e que gastei mais tempo em observá-las, mas achei neste ano uma bienal com mais obras relevantes e impactantes que muitas anteriores (e olha que já teve uma com obras do Bispo)...
São 81 artistas e pela primeira vez as mulheres são maioria (47 no total). Este fato não é coincidência, pois há pouca exposição do trabalho feminino neste tipo de instalação, apesar da relevância de muitas artistas.
Há também a escolha de muitos artistas com idade inferior a 40 anos, dando espaço para a transformação que a arte passou nas últimas décadas e abrindo também para que mais jovens pudessem mostrar o seu trabalho (alguns são desconhecidos do público em geral, mas tem ideias e estética ímpares).
Lendo uma entrevista do curador Jochen Volz ele deixa claro que a bienal deste ano busca refletir sobre as atuais condições da vida e as estratégias oferecidas pela arte para acolher ou habitar as incertezas. Segundo ele "a incerteza é uma sensação que todos nós vivemos. É importante pensar que a incerteza e a improvisação são forças importantes na arte. A incerteza pode causar algo novo, imaginar outras possibilidades. Quem dialoga com uma incerteza provoca algo transformador..."
Melhor uma incerteza viva, do que uma certeza morta, rsrs...
Temas ecológicos como o aquecimento global, além de questões indígenas e de assuntos como migrações e instabilidades econômicas e políticas foram pontos de partida para as criações das obras.
tenho os meus preferidos e vou indicar alguns:
1- O quase centenário e brilhante Franz Krajcberg com a instalação logo na entrada (que faz uma bela transição entre o parque e o pavilhão), intitulada GORDINHOS, BAILARINAS e COQUEIROS.

2 - O vídeo do alagoano Jonathas de Andrade (O PEIXE) que incomoda, de verdade.

3 - Bené Fonteles com a casa de taipa e cobertura de palha, denominada ÁGORA: OCA TAPERA TERREIRO
4- As duas torres no vão livre, feitas uma com material de construção indígenas e a outra com ítens de edificações típicas da periferia de grandes cidades, de Laís Mirrha (DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS)

5- O baiano José Bento com suas caixinhas de fósforo sobre estruturas de bancas de camelô, além de uma outra no 2º andar denominada CHÃO que provoca instabilidade ao caminhar.
6 - A britânica Carolina Caycedo que investiga os danos das construções de barragens de água...

7 - Até mesmo as PLANCS - plantas alimentícias não convencionais estão presentes na instalação da portuguesa Carla Filipe. Muito legal o fato de encontrar lá, plantas que poucas pessoas conhecem (algumas são chamadas até de mato, rsrs) e que já fizeram parte da minha alimentação, como a taioba, o funcho, a berduega e a palma.
8 - Há a delícia da interatividade da peruana Rita Ponce de Leon que convida os visitantes a acomodar partes do seu corpo em caidades de barro, com estrutura baseada nos gestos de uma bailarina.
9 - Dineo Seshee Bopape com os seus jogos de tabuleiro em torrões de terra, que nos remete à questões de ocupação e exclusão fundiárias.

10 - E a que mais me impressionou, com os seu tom rosa e muitos brinquedos da jamaicana Ebony Paterson que traça um paralelo entre os índices de violência (assassinatos) de crianças e negros no Brasil e na Jamaica. Nesta instalação saí com um nó na garganta... Surpreendente, de fato.

Claro que escolhi dez, mas a lista seria muito longa, com moscas vivas, pedras de sal que se desmancham ao som de música e água, batatas que geram energia coletivamente, etc, etc, etc...
Há também muitas atividades que acontecem todos os dias (algumas são bem disputadas, por sinal). Para se informar acesse o site da Bienal (www.bienal.org.br).
Para se ter uma ideia, hoje, no final da tarde, na instalação de Bené Fonteles o multiartista pernambucano  Antônio Nóbrega vai estar presente para uma roda de conversa e amanhã, no mesmo espaço, tem presença garantida o genial Siron Franco, ambos dentro do projeto "Conversas para adiar o fim do mundo" (sempre das 17h às 18h.
Vale a pena conferir!!!!!


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Previsão do tempo e roteiro de estudo em Bertioga

Daqui a pouco vamos com um grupo de alunos do Colégio Companhia de Maria para Bertioga.
Pelo site do cptec inpe não há previsão de chuva (chance menor que 5%) e teremos dias agradáveis, com temperatura oscilando entre 19ºC e 25ºC.
Mesmo assim é importante levarmos capa de chuva, pois o clima úmido do litoral pode trazer surpresas.
Não esquecer também do protetor solar (um boné é sempre importante) e do repelente contra insetos.
Só para lembrar a nossa pousada é a Riviera de Bertioga, próxima ao Costão do Indaiá...
No primeiro dia, vamos concentrar informações na parte histórica e nas consequências de ocupação da baixada, pois vamos visitar o Forte de São João e fazer um passeio de escuna pelo Canal de Bertioga (não há passagem pelo mar, então não sofreremos nenhuma ação de ventos ou ondas mais agitadas).
E amanhã com o auxílio de um biólogo local o estudo será no mangue de Itatinga e na restinga de Itaguaré. Monitores locais e também a equipe da Via Franca Turismo estarão dando apoio e segurança a todo o grupo.
Então, ótimo estudo (e passeio) a todos...

terça-feira, 14 de junho de 2016

Roteiro de observação para o PETAR



Estudo do meio no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) do Colégio Companhia de Maria (COMPA)

A distância entre o Colégio Companhia de Maria e o Bairro da Serra em Iporanga (SP), onde está localizado o Petar é de 340 km.
Saindo da cidade de São Paulo o ônibus seguirá pela Rodovia Régis Bitencourt (BR-116) até o município de Jacupiranga. Daí vamos pela SP-193, Rodovia Benedito Pascoal de França, Rodovia Antônio Honória da Silva até a cidade de Iporanga onde pegamos a Estrada do Ouro Grosso – Tolado do Rio, até o Bairro da Serra.
(fonte www.nucleoterra.com.br)
No caminho entre a capital e o Petar podemos observar uma mudança radical da paisagem. Vamos sair de uma área intensamente urbanizada, com intensa ocupação do espaço para outra características bem distintas.
No caminho, inclusive, podemos verificar obras da finalização da duplicação da BR-116, no estado de São Paulo.
Quais as mudanças de paisagem que mais chamam a atenção? Como flui o trânsito no pequeno trecho de pista simples (não duplicada) na Serra do Cafezal? Como é o fluxo de veículos que circulam pela rodovia principal? Existem muitos caminhões (transporte de carga) na BR-116. Por que acontece este excesso de veículos pesados? Há mudança de intensidade de fluxo nas outras rodovias depois do município de Jacupiranga?
A grande São Paulo se destaca pela grande concentração de indústrias, comércio e de empresas de prestação de serviços. Já no caminho do Petar, podemos notar que mudam significativamente as atividades econômicas das cidades.
Que tipos de atividades predominam? A agricultura é bem diversificada? Podemos comparar com outras práticas agrícolas e produtos de outras regiões do interior paulista? Que impactos ambientais e socioeconômicos provocam na região?
Inclusive, o Petar está localizado em uma das áreas mais pobres do interior de São Paulo (e até mesmo do país), conhecida como Vale do Ribeira. O seu IDH é de 0,69 considerado o mais baixo do estado de São Paulo (só para comparar os números do Maranhão e Alagoas, os mais baixos do país giram em torno de 0,63).
Procure pensar nas causas e consequências dos baixos índices socioeconômicos do Vale do Ribeira? Esta característica influenciou na ocupação e na paisagem da área? Como podemos associá-la à grande preservação da vegetação que existe hoje na região? Inclusive, existem um grande contínuo de Mata Atlântica preservada no Petar e em outros parques como Intervales, da Caverna do Diabo, Carlos Botelho e da Serra do Mar. Que impacto esta grande área de conservação natural causa na região? Você é a favor da continuidade destas áreas? Como a aprovação da lei de “concessão de exploração pela iniciativa privada de 25 parques estaduais” pode afetar as áreas preservadas do nosso estado (pesquise mais sobre isso)? Mesmo com o rígido código florestal, estes parques correm riscos? Quais as principais ameaças? O que pode ser feito para protegê-los melhor?

Antes de chegar na cidade Iporanga, vamos parar e conhecer a Comunidade quilombola de Ivaporunduva, que possui cerca de 300 pessoas, localizada no município de Eldorado. Apesar de existir, segundo relatos, desde o século XVI, só foi reconhecida como quilombo em 1997. Quais as implicações diretas em ser uma comunidade quilombola? Como foi formada a comunidade? Como os seus habitantes lidam com as questões ambientais e culturais? O que mais te chamou a atenção no contato e nas atividades desenvolvidas no quilombo? Faça uma comparação do estilo de vida da comunidade com aquela que você e seus familiares possuem. Procure estabelecer semelhanças e diferenças entre a forma de viver e se relacionar com as outras pessoas (familiares, vizinhos, amigos, etc). Lembre-se que tanto você quanto eles estão no estado mais rico do país e com toda a evolução tecnológica do século XXI.
Já ao adentrar o parque, dê uma boa observada no seu entorno. Que tipo de estrutura geológica e relevo predominam na região? Quais os agentes que atuaram mais no modelamento do relevo da região? Há uma boa estrutura para recebimento de turistas e estudantes no Petar? Que diferenças você notou com outros parques que visitou (mesmo na cidade de São Paulo)? Se você já teve a oportunidade de sair do país e conhecer outras áreas de preservação, faça uma comparação entre o que você viu aqui e no país que passou.
Existem mais de 300 cavernas, onde somente algumas delas estão abertas à visitação.
Vamos conhecer as mais expressivas e próximas da sede. Daquelas que o nosso grupo conseguiu entrar, você viu semelhanças físicas entre elas? Pense nas sensações que teve ao entrar nas cavernas. Procure comparar o que sentiu, explorando todos os sentidos, com outros lugares exóticos que tenha conhecido (ou então, procure lembrar-se do que você imaginou que sentiria ao entrar em alguma delas). Existem experimentos científicos de pessoas que ficaram meses isolados em uma caverna para ver a reação do seu organismo quanto à qualidade de sono, confusão mental, desajuste do relógio biológico entre outras coisas. Na década de 60, inclusive a própria NASA usou este tipo de experiência para ajustar o trabalho com astronautas que iriam para atividades espaciais (importantes inclusive, para a chegada dos seres humanos na Lua, em 1969).
O seu grupo fez um “apagão” dentro da caverna? Descreva a sensação da escuridão total (na zona 3) e converse com outras pessoas sobre isso.
Agora, a formação de grutas, cavernas ou lapas é fruto de um intenso processo de erosão e intemperismo. E muitas delas possuem formações bem curiosas conhecidas como espeleotemas.
Estalactites, estalagmites, helictites, travertinos, cortinas, ninhos de pérolas, colunas, entre tantas outras são um convite para atiçar o nosso imaginário sobre a sua formação e composição. Tente pensar no processo que resultou na formação de cada uma delas e depois compare com as informações passadas pelos guias e professores...  Qual é o grau de preservação do interior das cavernas? Existem flora e fauna no seu interior? Quais os tipos de animais que são comuns nas três zonas de iluminação de uma caverna? Você encontrou algum deles nas grutas que adentramos? 

E, lembre-se que o elemento humano que habita o Vale e o Alto do Rio Ribeira do Iguape é um diferencial na relação que existe entre o cultural e o natural da região.
O seu imaginário, as histórias que sempre permearam a sua memória e o seu cotidiano, a relação com a natureza, o passado de lutas e a indefinição do seu futuro marcam o caboclo que vive nestas paragens.
O habitante do entorno do Petar possui características bem distintas daquele que vive nos grandes centros urbanos. O que ainda o mantém na região? Quais as suas carências e riquezas? E qual a sua importância na preservação de toda esta riqueza natural e cultural encontrada neste lugar?
Lembre-se que um estudo do meio tem como objetivo a troca de experiências com os habitantes do local e a sensibilização em relação ao meio natural e social encontrado.
“A verdadeira viagem de descoberta não consiste em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos” (Marcel Proust).

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Previsão do tempo para os próximos dias no Petar

Nesta quarta feira os alunos do Colégio Companhia de Maria vão para o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR).
Sairemos do colégio às 7h da manhã e vamos fazer uma parada na comunidade quilombola de Ivaporunduva, onde os seus integrantes nos receberão com um deicioso almoço. E no mesmo dia, no comecinho da noite, chegaremos na nossa pousada no Bairro da Serra, em Iporanga.
Como serão dois dias nos núcleos Santana e Ouro Grosso, com trilhas, cachoeiras, rio e muitas cavernas é muito importante dar uma olhadinha no site do Inpe (www.cptec.inpe.br) para conferir se o frio será mesmo tão intenso como estamos passando agora na capital.
Pela previsão, não há possibilidade de chuva em nenhum dos três dias que estaremos no vale. Quanto à temperatura, a máxima de quarta-feira será de 21ºC.
Já na quinta-feira (dia que iniciaremos o tour pelas cavernas) a temperatura vai oscilar entre 10ºC (durante a madrugada) e 24ºC, ou seja, o Sol vai esquentar o dia, lá no PETAR.
E na sexta-feira, dia 17, onde vamos entrar na gruta Alambari de Baixo e finalizar com um boia-cross, a temperatura vai ficar entre 13ºC e 23ºC.
É claro que após se molhar, sempre recomendo que o aluno troque a sua roupa por uma outra seca, que ele será
orientado para levar na mochila.
Então, além do repelente, protetor solar (sim, é preciso levar protetor) e água, é importante levar uma troca de roupa e toalha. E mesmo que não faça frio, um moletom também é bem vindo.
De resto, é só esperar muita aventura, camaradagem e aprendizado neste estudo que sempre traz boas recordações para quem o vivenciou.
E até quarta-feira... 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Roteiro de observação para o estudo do meio em Paraty e Angra dos Reis

Neste próximo final de semana o Colégio Mater Amabilis de Guarulhos vai levar os seus alunos de sexto ano (que inclusive são "meus alunos" também, rsrs) para Paraty e Angra dos Reis.
Além de conteúdos de geografia, história, artes e ciências também vamos explorar as características peculiares da região, com a ajuda do excelente guia de turismo local e amigo Renan Silva.
Neste tipo de estudo também é enriquecedora a convivência dos alunos com os seus colegas de série e professores, aumentando a sociabilidade entre todos e também promovendo experiências de convivência muito enriquecedoras.
Para tanto, vamos nos atentar a alguns aspectos neste estudo, que facilitam o entendimento das várias partes que serão trabalhadas no local e posteriormente na sala de aula.
Começando pelo nosso trajeto, que inclui algumas rodovias bem conhecidas e importantes para o deslocamento de pessoas e cargas no nosso estado: sairemos de Guarulhos e seguiremos pelas Rodovias Ayrton Senna, Carvalho Pinto, dos Tamoios e Rio-Santos (a BR101), passando pelas cidades de São José dos Campos, Caraguatatuba e Ubatuba.
O trajeto atravessa uma parte do Planalto Atlântico (como foi chamado a parte mais ao sul da unidade geomorfológica conhecida como "serras e planaltos do Leste e Sudeste"), depois desce pela escarpa bem acentuada que é conhecida como "Serra do Mar", percorrendo uma estreita planície (bem estreita mesmo) até chegar em Paraty.
Mesmo dentro do ônibus, bem descontraídos, os alunos devem se atentar para alguns aspectos:
1) Como a paisagem vai se modificando, desde um centro altamente urbanizado e ocupado por muitas casas e altos edifícios até áreas que as ocupações são muito espalhadas e até inexistentes.
2) Como é a distribuição de indústrias e galpões pelas estradas? Há este tipo de construção em todo o trajeto ou apenas nas áreas mais próximas de uma grande cidade?
3) A paisagem natural sofre alguma variação do nosso ponto de partida até a chegada? Como as duas cidades de saída e destino se diferenciam em relação aos aspectos naturais?
4) Na descida da Serra do Mar, você sentiu algum incômodo ou sensação estranha no ouvido? Como podemos explicar isso?
Já em Paraty, vamos conhecer as peculiaridades de uma cidade bem preservada quanto ao seu patrimônio histórico, que fascina pelos detalhes e simbologia das suas construções (muitas delas que abrigaram famílias de maçons, desde o século XIX).
Toda a cidade possui o mesmo tipo de construções? Que diferenças existem entre as casas do centro histórico de Paraty e aquelas que temos em Guarulhos? Você conhece muitos edifícios históricos (de mais de cem anos de idade) na sua cidade? Como está o grau de conservação deles?
O isolamento de décadas da cidade de Paraty provocou a sua preservação (não só da sua estrutura arquitetônica, como também de muitos costumes típicos da região, considerados "patrimônio imaterial"). A cidade foi considerada patrimônio estadual em 1945, foi tombada (procure no dicionário o significado deste termo, associando-o à questão da preservação histórica) pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1958 e convertida em Monumento Nacional em 1966.
Além da importância histórica, a região se destaca pela grande preservação natural, localizando-se em áreas de três importantes ecossistemas: Mata Atlântica, Manguezal e Restinga.
Baseando-se nas suas observações e sensações ao entrar nos 3 ambientes citados, procure diferenciar o que sentiu em relação à odores, sensações de temperatura, contato visual e tátil (como é caminhar nas trilhas que passam por eles ou próximas deles). Qual foi a vegetação que mais te impressionou? Você estranhou ou se sentiu incomodado em alguma parte do contato com elas? Qual é o grau de conservação delas? Você percebeu o mesmo tipo de plantas e animais em todas elas ou há diferenciação de espécies?
Pense na importância da preservação destes ecossistemas e o que impactos podem ser causados pela sua degradação.
A própria qualidade da água que abastece as cidades do litoral, retirada de mananciais que vem da Serra do Mar é diferente das fontes utilizadas no lugar que moramos. Inclusive, vamos ter a experiência de entrar em uma cachoeira (bem segura e tranquila) de um pequeno riacho que desce da vertente da Serra do Mar e segue em direção à cidade. Faça uma comparação da sua qualidade de água com os rios e córregos que existem na nossa cidade. Associe esta informação com a presença de vegetação no seu "entorno". A partir disso, podemos entender o quanto é importante a preservação da mata ciliar dos rios de todas os lugares. A ocupação intensa das margens dos cursos d'água (independente do seu tamanho) causa estragos irreversíveis à nossa qualidade de vida (na cidade ou no campo, tanto faz).
Em uma atividade na praia de Jabaquara (localizada na área urbana de Paraty) vamos conhecer uma característica bem interessante do local, que é a grande presença de lama junto à faixa de areia, devido à proximidade do manguezal. Compare esta praia com outras que você conhece, inclusive com aquelas que vamos visitar na Ilha Grande (em Angra dos Reis). Que diferenças você notou entre elas? Quanto ao movimento das marés, o que te chamou mais a atenção?
Inclusive, no caminho de Paraty até Angra dos Reis, vamos passar por um complexo de usinas nucleares. Quais as vantagens e desvantagens deste tipo de produção de energia? Há risco na sua exploração? Você conhece algum reato de problemas envolvendo este tipo de geração de energia?
Como foi passado, um estudo no litoral sul do estado do Rio de Janeiro é muito rico e marcante...
E é sempre bom lembrar de arrumar a mala com itens de higiene pessoal, roupas apropriadas e um bloco de anotações.
Pelo site do inpe (www.cptec.inpe.br) há previsão de chuva (leve capa de chuva), com temperaturas oscilando entre 18ºC e 30ºC  (na terça-feira vai esfriar, com queda de temperatura até 14ºC). Então, um bom protetor solar, boné e repelente contra insetos são itens obrigatórios.
Para o embarque, o RG ORIGINAL também é necessário.
Verifique se já entregou a ficha médica e aumente a sua expectativa e animação, pois faltam apenas dois dias para esta gostosa (e muito proveitosa) experiência.

domingo, 10 de abril de 2016

Grupo para a Fazenda Nova Gokula

Há um refúgio encravado nas encostas da Serra da Mantiqueira (em pleno Vale do Paraíba), um recanto onde a paz espiritual e a convivência harmoniosa com a natureza, chega ao seu ápice. É a Fazenda Nova Gokula, mais conhecida na região por ser uma comunidade Hare Krishna, que abre a suas portas a visitantes de todas as denominações filosóficas e religiosas.
Uma visita ao seu templo (o maior da América Latina), com a sua beleza e significância, as conversas com os brâmanes e devotos, os mantras, apresentações de danças, um bom bate papo com a bela Maria Stella Splendore (ou Sri Splendore, uma ex-modelo e socialite de renome internacional na década de 70, que hoje está na comunidade, convertida já há algum tempo ao Vaishnavismo), trilhas na mata e no rio (de águas cristalinas, que inclusive é um convite a um banho refrescante e muito estimulante), almoço vegetariano (com a fartura tradicional dos devotos), prática de yoga e um bom lanchinhoda tarde (com as famosas coxinhas de jaca) fazem parte da nossa proposta para o domingo, dia 17 de abril, na fazenda.
Vai sobrar um tempinho também para as compras de lembrancinhas da cultura indiana, para fazer uma boa massagem (o pacote não inclui este item) e meditar entre as árvores da mata que já está sendo reconstituída há algumas décadas.
Mágico, introspectivo, estimulante e revigorante...
Sairemos de Guarulhos, com a equipe Trilhas e Imagens (trabalho que eu faço com o amigo e fotógrafo Leandro Zermiani), às 7h da Alameda Yayá, próximo ao Colégio Augusto Ruschi. O valor de adesão é R$ 150,00 e há necessidade de inscrever-se (mande uma mensagem para leandro@leandrozermiani.com).
Com certeza, será um domingo bem diferente e mágico...

sexta-feira, 4 de março de 2016

Roteiro dos Bandeirantes

Conhecer uma parte dos caminhos históricos feitos por homens que desbravaram o interior do nosso país é o objetivo do Roteiro dos Bandeirantes. O rio sempre foi uma verdadeira “estrada”, por onde os barcos das expedições (que eram conhecidas como monções) navegavam em busca de riquezas, escravos indígenas e informações sobre o território desconhecido (pouco explorado pelos portugueses).
Além da parte histórica, há uma discussão ambiental/ecológica sobre o atual estado de degradação do Rio Tietê, com as suas causas e consequências para a população em geral. É uma bela oportunidade de entrar em contato com geografia peculiar do “vale do Tietê”.
Santana do Parnaíba com o seu pequeno centro histórico bem preservado (há casas dos séculos XVII, XVIII e XIX), igreja, museu Casa do Anhanguera e praça com coreto fornece um cenário bem propício para conversas sobre a importância do bandeirantismo e a figura polêmica dos principais bandeirantes.
Pirapora do Bom Jesus com o seu forte apelo religioso, onde outrora havia passeios de barcos pelo rio, dá a verdadeira sensação de descaso que tivemos com o nosso patrimônio hídrico, com um nível de poluição que incomoda os visitantes e traz prejuízos econômicos e sociais para a cidade.
Depois, seguindo pela Estrada Parque depara-se com uma mudança de paisagem, onde a estrada acompanha a sinuosidade do rio, com longos trechos de mata nas encostas de vale da Serra do Japi. Infelizmente, a famosa espuma que flutua no Tietê ainda continua visível nas pequenas barragens e corredeiras deste trecho.
A chegada em Itu coloca o grupo em contato com a “terra dos exageros”, onde pode-se comprar algumas lembranças (souvenires) de artigos com um tamanho maior que o habitual (bem característicos da cidade) e conhecer um dos maiores patrimônios geológicos do nosso país, o Parque dos Varvitos. O seu centro histórico, com a Igreja da Candelária, Museu Republicano e praça com coreto são bem interessantes também.
Após o almoço, duas opções podem complementar o estudo: uma visita à cidade de Salto, com uma última observação do Rio Tietê e um memorial que fecha o entendimento da sua importância para o nosso estado e país ou então uma ida à cidade de Porto Feliz, local oficial de saída das expedições fluviais de desbravamento do interior do Brasil, com visita ao Parque e Monumento das Monções.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Petar - Parque Estadual Turístico Alto do Ribeira

O Parque Estadual Turístico Alto do Ribeira (ou simplesmente Petar, como é conhecido) fica um pouco mais de 300 Km distante da cidade de São Paulo, nos municípios paulistas de Iporanga e Apiaí, quase na divisa com o estado do Paraná e é uma das mais antigas unidades de conservação do nosso estado (o parque foi criado em 1958).
Tem mais de 35 mil hectares (75% no município de Iporanga) e para quem não tem noção desta medida, entenda que é "bem grande", mas ainda insuficiente para preservação do rico patrimônio natural e espeleológico da região do montante do rio Ribeira do Iguape e adjacências.
Possui vários trechos de Mata Atlântica primária e outros tantos recuperados de antigas fazendas e terras devolutas. A vegetação do local é extremamente diversificada, rica em espécies, que variam desde árvores de tamanho considerável, como as canelas e os cedros, palmeiras (como a juçara) e as lindas e exóticas epífetas (bromélias, orquídeas e lianas). Trilhas bem seguras e sinalizadas conduzem os visitantes pela mata até os rios de águas cristalinas e cachoeiras que cortam a região.
A fauna também é muito rica (inclusive, de pernilongos e mosquitos, rsrs, o que recomendo ir bem protegido com um bom repelente), variando desde insetos, lindas aves com os seus cantos característicos, anfíbios (alguns que só existem no parque), répteis e mamíferos, como os serelepes esquilos (catinguelês), espécies de primatas como os monos carvoeiros e até mesmo o maior felino brasileiro, a onça-pintada, que encontra na extensão do Petar e de outros parques da região (Carlos Botelho, Jacupiranga e Intervales, entre outros), um contínuo de território necessário à sobrevivência da espécie (até hoje nunca vi nenhuma, já que possui hábitos noturnos, mas já fotografamos pegadas delas).
Pela riqueza da fauna, flora, pelos rios límpidos e cachoeiras refrescantes, já valeria a pena conhecer a região, mas ainda existe um outro atrativo que faz da região um dos lugares mais visitados no nosso estado: o Petar possui mais de 400 cavernas catalogadas pela SBE - Sociedade Brasileira de Espeleologia.
A maioria delas não está aberta ao turismo, mas aquelas que podem ser adentradas já justificam o tempo que levamos para chegar até lá.
A minha preferida é a gruta de Santana, considerada a segunda mais extensa do nosso estado e, com certeza, uma das mais lindas do Brasil. É rica em espeleotemas (as formações que vemos dentro das grutas) como travertinos, estalactites (formações pontiagudas que ficam no teto), estalagmites (similares arredondadas, encontradas no chão), helictites, cortinas, entre tantas outras... A visita dentro desta gruta (que não possui iluminação, nem passarelas, como todas as outras do Petar) demora em torno de duas horas e tem que ser acompanhada de monitor ambiental. Também há um limite máximo de visitantes por dia, exigência do plano de manejo e conservação feito para obter a autorização do IBAMA para a sua visitação.
Outras que eu recomendo no Núcleo Santana são a Água Suja (que apesar do nome é acompanhada de um rio bem limpinho em toda a sua extensão), com direito a um delicioso banho de cachoeira no final do seu trecho turístico, a Gruta do Couto, onde entramos por uma "porta" de 10 metros de altura e saímos por uma estreita abertura, que mal cabe o nosso corpo (alguns grupos fazem o caminho inverso) e Morro Preto.
Já no Núcleo Ouro Grosso, é bem legal a caverna de Alambari de Baixo, que leva uma hora de caminhada por uma antiga estrada com um lindo visual da Serra dos Mota e da Serra dos Camargo, até chegar na sua entrada, que possui 10 metros de altura e 20 de largura (bem grande, por sinal). O trecho interno é bem curto e fácil, mas vale a pena a sua saída, feita no leito subterrâneo do rio Alambari, que varia de 1 metro a 1,5 de profundidade, dependendo das chuvas nos dias anteriores. A saída é bem estreita. No mesmo núcleo há a homônima Gruta de Ouro Grosso, sem muitas formações espeleológicas, mas com um grau de dificuldade maior, com escaladas e muita água.
Existem outros núcleos e cavernas abertas aos turistas, mas que exigem maior preparo físico e disponibilidade de tempo. Sobre elas (como a Casa de Pedra, Terminina, entre outras) vou escrever outro post.
É importante lembrar que a entrada no Parque custa 12 reais por pessoa, que há a necessidade de se contratar guias locais credenciados (um para cada oito pessoas), ter o equipamento mínimo para a visitação (capacetes, lanternas, camiseta com manga, calça comprida e tênis adequado) e muita disposição.
Mas, garanto que você nunca mais verá a natureza com os mesmos olhos depois que voltar do Petar. Há o risco de se contaminar e querer voltar por muitas e muitas vezes, principalmente depois que conhecer o outro elemento extremamente rico da região: o ser humano que habita e cuida do local, representado na figura dos guias e monitores ambientais. Muitas histórias, um bom humor e simpatia ímpares, muita cordialidade e vontade de mostrar toda a riqueza ambiental e humana da área. Já tenho muitos amigos, que sempre faço questão de abraçar quando volto com grupos: o Jura (filho da lenda JJ, um dos primeiros exploradores do local), Ditinho (quilombola com histórias deliciosas), Hudson, Alex, o Preto (da Pousada das Cavernas), entre tantos outros.
Quem quiser também pode visitar os vários quilombos que existem em todo o vale (eu recomendo o Ivaporunduva, que possui melhor infra-estrutura). Ou então, descer o tranquilo Rio Betary em boias (boia-cross).
Inclusive, nós da "Trilha e Imagens" (projeto meu e do fotógrafo Leandro Zermiani) e Via Franca Turismo (a minha agência) estamos sempre na região, com grupos de amigos e aventureiros. O próximo sairá de Guarulhos na noite do dia 11 de março (6ª feira), ficando até o dia 13 (domingo), com retorno após o almoço.
Interessados entrem em contato com leandro@leandrozermiani.com
E vamos a mais uma aventura!!!!!!!!!!!

Observação: foto que ilustra a matéria by Leandro Zermiani (Trilhas e Imagens) e mapa retirado do site da Ecocave.


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Final de semana no Petar

Neste final de semana, mais uma vez, o Colégio Mater Amabilis vai fazer um estudo do meio em uma das áreas mais preservadas do nosso estado: o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira ou simplesmente PETAR.
Localizado no sul do estado de São Paulo, entre os municípios de Apiaí e Iporanga, o parque conta com uma das maiores extensões de Mata Atlântica primária do país, lindas cachoeiras, além de mais de 300 cavernas.
Além do patrimônio natural, a região também conta com uma grande riqueza cultural presente na figura dos seus habitantes (muitos deles descendentes de quilombolas). Este contato com a história do Vale do Ribeira acontece na integração dos alunos com os guias, que contam com muita sabedoria e conhecimento sobre a área que vamos estudar.
As pousadas ficam no bairro da Serra, bem próximo à entrada dos núcleos Santana e Ouro Grosso, os mais visitados do Parque.
Já há alguns anos o IBAMA deixou a visita às cavernas, mais rigorosa, mas acabou trazendo mais segurança aos turistas e estudantes, além de contribuir significativamente para uma maior proteção ao meio ambiente (principalmente cavernícola).
Geralmente, os grupos preferem o contato com as Grutas de Santana, Couto, Água Suja, Ouro Grosso e Alambari de Baixo (que somente foi autorizada a visitação neste último mês). Mas, existem outras, muitas outras com diferentes belezas e desafios aos "exploradores".
O nosso grupo vai ficar hospedado na Pousada das Cavernas, uma das melhores da região, que não conta com uma boa infraestrutura de hospedagem, mas que é compensada pela simpatia e receptividade dos seus moradores.
Para nossa segurança teremos o apoio da equipe de guias da Parque Aventuras, sob a liderança do experiente Jura.
Espeleologia, geologia, geografia, história, botânica, zoologia e até mesmo o delicioso modo local de se expressar serão trabalhados neste estudo.
Para tanto, sempre é importante lembrar que os alunos deverão levar lanterna, mochila, roupas confortáveis (tecidos sintéticos como o tactel são mais recomendados), protetor solar, repelente, tênis com solado anti-derrapante e muita disposição, rsrs.
Para a pousada também lembro que devem ser levados roupa de cama e toalha, já que a estrutura do bairro da Serra não conta com tratamento de esgoto, por isso quanto mais minimizarmos o impacto do nosso grupo no local, melhor para o meio ambiente (usarmos as nossa próprias roupas de cama diminui a quantidade de efluentes de lavanderia).
Também é importante levar o RG ORIGINAL e a carteirinha de convênio.
Pelo site do inpe (www.cptec.inpe.br) não há previsão de chuva (menos de 5% de chance), mas mesmo assim é melhor levar capa de chuva. Quanto à temperatura, a Mínima fica em torno de 10ºC e a máxima não ultrapassa 25ºC. Portanto, vale a pena caprichar no agasalho e também levar cobertor.
Agora, resta conferir os detalhes da mala e aproveitar mais uma experiência inesquecível, positivamente.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Alunos do Mater em Paraty

Acredito que as malas e mochilas já estão arrumadas (ou quase, rsrs) e a expectativa dos alunos já é estratosférica.
Deixei para o dia de hoje esta postagem para poder colocar uma previsão do tempo mais próxima o possível do que vamos encontrar lá (repito: é uma "previsao").
O site do CPTEC (www.cptec.inpe.br) prevê dias ensolarados, com temperaturas oscilando entre 17ºC e 30ºC. Mesmo assim, mantenha a orientação de levar capa de chuva na sua mala.
Não se esqueça do protetor solar, repelente contra insetos, remédios de uso contínuo (já entregou a sua ficha médica?), artigos de higiene e um bloquinho para anotações (se preferir, é claro).
O RG ORIGINAL também é obrigatório, juntamente com a carteira de convênio médico.
Vamos nos hospedar na boa pousada Aqui É Para Ti (24-3371-5060) e teremos dias de muita integração, aprendizado e, claro, diversão.
O roteiro inclui: aula no mangue e restinga da Praia do Jabaquara, passeio de escuna até a Ilha Grande (partindo de Angra dos Reis), visita à Usina Nuclear de Angra dos Reis, trilha do ouro (com banho de cachoeira no final), dois city tours pelo centro histórico (diurno e noturno) e recreação na praia do Jabaquara.
A riqueza arquitetônica da cidade e o seus arredores repletos de vegetação serão palco de boas discussões sobre preservação, uso correto do meio ambiente e, principalmente elementos de sensibilização dos nossos alunos para questões de relevância quanto ao espaço que nos cerca e que nos "serve" (ou que servimos).
Entregar-se a compreender outros ambientes, nos ajuda a entender melhor o meio que vivemos.
Boa viagem à todos!