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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Previsão do tempo e roteiro de estudo em Bertioga

Daqui a pouco vamos com um grupo de alunos do Colégio Companhia de Maria para Bertioga.
Pelo site do cptec inpe não há previsão de chuva (chance menor que 5%) e teremos dias agradáveis, com temperatura oscilando entre 19ºC e 25ºC.
Mesmo assim é importante levarmos capa de chuva, pois o clima úmido do litoral pode trazer surpresas.
Não esquecer também do protetor solar (um boné é sempre importante) e do repelente contra insetos.
Só para lembrar a nossa pousada é a Riviera de Bertioga, próxima ao Costão do Indaiá...
No primeiro dia, vamos concentrar informações na parte histórica e nas consequências de ocupação da baixada, pois vamos visitar o Forte de São João e fazer um passeio de escuna pelo Canal de Bertioga (não há passagem pelo mar, então não sofreremos nenhuma ação de ventos ou ondas mais agitadas).
E amanhã com o auxílio de um biólogo local o estudo será no mangue de Itatinga e na restinga de Itaguaré. Monitores locais e também a equipe da Via Franca Turismo estarão dando apoio e segurança a todo o grupo.
Então, ótimo estudo (e passeio) a todos...

terça-feira, 14 de junho de 2016

Roteiro de observação para o PETAR



Estudo do meio no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) do Colégio Companhia de Maria (COMPA)

A distância entre o Colégio Companhia de Maria e o Bairro da Serra em Iporanga (SP), onde está localizado o Petar é de 340 km.
Saindo da cidade de São Paulo o ônibus seguirá pela Rodovia Régis Bitencourt (BR-116) até o município de Jacupiranga. Daí vamos pela SP-193, Rodovia Benedito Pascoal de França, Rodovia Antônio Honória da Silva até a cidade de Iporanga onde pegamos a Estrada do Ouro Grosso – Tolado do Rio, até o Bairro da Serra.
(fonte www.nucleoterra.com.br)
No caminho entre a capital e o Petar podemos observar uma mudança radical da paisagem. Vamos sair de uma área intensamente urbanizada, com intensa ocupação do espaço para outra características bem distintas.
No caminho, inclusive, podemos verificar obras da finalização da duplicação da BR-116, no estado de São Paulo.
Quais as mudanças de paisagem que mais chamam a atenção? Como flui o trânsito no pequeno trecho de pista simples (não duplicada) na Serra do Cafezal? Como é o fluxo de veículos que circulam pela rodovia principal? Existem muitos caminhões (transporte de carga) na BR-116. Por que acontece este excesso de veículos pesados? Há mudança de intensidade de fluxo nas outras rodovias depois do município de Jacupiranga?
A grande São Paulo se destaca pela grande concentração de indústrias, comércio e de empresas de prestação de serviços. Já no caminho do Petar, podemos notar que mudam significativamente as atividades econômicas das cidades.
Que tipos de atividades predominam? A agricultura é bem diversificada? Podemos comparar com outras práticas agrícolas e produtos de outras regiões do interior paulista? Que impactos ambientais e socioeconômicos provocam na região?
Inclusive, o Petar está localizado em uma das áreas mais pobres do interior de São Paulo (e até mesmo do país), conhecida como Vale do Ribeira. O seu IDH é de 0,69 considerado o mais baixo do estado de São Paulo (só para comparar os números do Maranhão e Alagoas, os mais baixos do país giram em torno de 0,63).
Procure pensar nas causas e consequências dos baixos índices socioeconômicos do Vale do Ribeira? Esta característica influenciou na ocupação e na paisagem da área? Como podemos associá-la à grande preservação da vegetação que existe hoje na região? Inclusive, existem um grande contínuo de Mata Atlântica preservada no Petar e em outros parques como Intervales, da Caverna do Diabo, Carlos Botelho e da Serra do Mar. Que impacto esta grande área de conservação natural causa na região? Você é a favor da continuidade destas áreas? Como a aprovação da lei de “concessão de exploração pela iniciativa privada de 25 parques estaduais” pode afetar as áreas preservadas do nosso estado (pesquise mais sobre isso)? Mesmo com o rígido código florestal, estes parques correm riscos? Quais as principais ameaças? O que pode ser feito para protegê-los melhor?

Antes de chegar na cidade Iporanga, vamos parar e conhecer a Comunidade quilombola de Ivaporunduva, que possui cerca de 300 pessoas, localizada no município de Eldorado. Apesar de existir, segundo relatos, desde o século XVI, só foi reconhecida como quilombo em 1997. Quais as implicações diretas em ser uma comunidade quilombola? Como foi formada a comunidade? Como os seus habitantes lidam com as questões ambientais e culturais? O que mais te chamou a atenção no contato e nas atividades desenvolvidas no quilombo? Faça uma comparação do estilo de vida da comunidade com aquela que você e seus familiares possuem. Procure estabelecer semelhanças e diferenças entre a forma de viver e se relacionar com as outras pessoas (familiares, vizinhos, amigos, etc). Lembre-se que tanto você quanto eles estão no estado mais rico do país e com toda a evolução tecnológica do século XXI.
Já ao adentrar o parque, dê uma boa observada no seu entorno. Que tipo de estrutura geológica e relevo predominam na região? Quais os agentes que atuaram mais no modelamento do relevo da região? Há uma boa estrutura para recebimento de turistas e estudantes no Petar? Que diferenças você notou com outros parques que visitou (mesmo na cidade de São Paulo)? Se você já teve a oportunidade de sair do país e conhecer outras áreas de preservação, faça uma comparação entre o que você viu aqui e no país que passou.
Existem mais de 300 cavernas, onde somente algumas delas estão abertas à visitação.
Vamos conhecer as mais expressivas e próximas da sede. Daquelas que o nosso grupo conseguiu entrar, você viu semelhanças físicas entre elas? Pense nas sensações que teve ao entrar nas cavernas. Procure comparar o que sentiu, explorando todos os sentidos, com outros lugares exóticos que tenha conhecido (ou então, procure lembrar-se do que você imaginou que sentiria ao entrar em alguma delas). Existem experimentos científicos de pessoas que ficaram meses isolados em uma caverna para ver a reação do seu organismo quanto à qualidade de sono, confusão mental, desajuste do relógio biológico entre outras coisas. Na década de 60, inclusive a própria NASA usou este tipo de experiência para ajustar o trabalho com astronautas que iriam para atividades espaciais (importantes inclusive, para a chegada dos seres humanos na Lua, em 1969).
O seu grupo fez um “apagão” dentro da caverna? Descreva a sensação da escuridão total (na zona 3) e converse com outras pessoas sobre isso.
Agora, a formação de grutas, cavernas ou lapas é fruto de um intenso processo de erosão e intemperismo. E muitas delas possuem formações bem curiosas conhecidas como espeleotemas.
Estalactites, estalagmites, helictites, travertinos, cortinas, ninhos de pérolas, colunas, entre tantas outras são um convite para atiçar o nosso imaginário sobre a sua formação e composição. Tente pensar no processo que resultou na formação de cada uma delas e depois compare com as informações passadas pelos guias e professores...  Qual é o grau de preservação do interior das cavernas? Existem flora e fauna no seu interior? Quais os tipos de animais que são comuns nas três zonas de iluminação de uma caverna? Você encontrou algum deles nas grutas que adentramos? 

E, lembre-se que o elemento humano que habita o Vale e o Alto do Rio Ribeira do Iguape é um diferencial na relação que existe entre o cultural e o natural da região.
O seu imaginário, as histórias que sempre permearam a sua memória e o seu cotidiano, a relação com a natureza, o passado de lutas e a indefinição do seu futuro marcam o caboclo que vive nestas paragens.
O habitante do entorno do Petar possui características bem distintas daquele que vive nos grandes centros urbanos. O que ainda o mantém na região? Quais as suas carências e riquezas? E qual a sua importância na preservação de toda esta riqueza natural e cultural encontrada neste lugar?
Lembre-se que um estudo do meio tem como objetivo a troca de experiências com os habitantes do local e a sensibilização em relação ao meio natural e social encontrado.
“A verdadeira viagem de descoberta não consiste em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos” (Marcel Proust).

Roteiro do COMPA para o Petar



Roteiro – Colégio Companhia de Maria

 Dia 15 de junho (quarta-feira)
- saída do colégio (7h)
- almoço no quilombo de Ivaporunduva (12h)
- palestra na igreja do quilombo
- oficina de caça e pesca
- plantas medicinais
- plantio de banana orgânica
- saída do quilombo para o Bairro da Serra (17h30)
- check in na Pousada das Cavernas (19h)
- jantar (19h30)
- conversa com os professores do colégio e da Via Franca Turismo (21h)
- descanso - recolher (22h30)

Dia 16 de junho (quinta-feira)
- despertar (6h30)
- café da manhã (7h)
- saída para o núcleo Santana do Petar (7h45)
- visita às cavernas de Santana, Água Suja e Couto
- lanche de trilha (no período “entre cavernas”)
- banho de rio e cachoeira do Couto
- mirante
- retorno para a pousada
- jantar (19h30)
- Fogueira, violão e bate papo
- descanso – recolher (22h30)

Dia 17 de junho (sexta-feira)
- despertar (6h30)
- café da manhã (7h)
- saída para o núcleo Ouro Grosso (8h)
- caverna Alambari de Baixo
- boia-cross
- retorno para a pousada
- almoço (13h)
- check out na pousada (14h)
- retorno para São Paulo
- horário previsto para chegada no colégio (21h)

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Previsão do tempo para os próximos dias no Petar

Nesta quarta feira os alunos do Colégio Companhia de Maria vão para o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR).
Sairemos do colégio às 7h da manhã e vamos fazer uma parada na comunidade quilombola de Ivaporunduva, onde os seus integrantes nos receberão com um deicioso almoço. E no mesmo dia, no comecinho da noite, chegaremos na nossa pousada no Bairro da Serra, em Iporanga.
Como serão dois dias nos núcleos Santana e Ouro Grosso, com trilhas, cachoeiras, rio e muitas cavernas é muito importante dar uma olhadinha no site do Inpe (www.cptec.inpe.br) para conferir se o frio será mesmo tão intenso como estamos passando agora na capital.
Pela previsão, não há possibilidade de chuva em nenhum dos três dias que estaremos no vale. Quanto à temperatura, a máxima de quarta-feira será de 21ºC.
Já na quinta-feira (dia que iniciaremos o tour pelas cavernas) a temperatura vai oscilar entre 10ºC (durante a madrugada) e 24ºC, ou seja, o Sol vai esquentar o dia, lá no PETAR.
E na sexta-feira, dia 17, onde vamos entrar na gruta Alambari de Baixo e finalizar com um boia-cross, a temperatura vai ficar entre 13ºC e 23ºC.
É claro que após se molhar, sempre recomendo que o aluno troque a sua roupa por uma outra seca, que ele será
orientado para levar na mochila.
Então, além do repelente, protetor solar (sim, é preciso levar protetor) e água, é importante levar uma troca de roupa e toalha. E mesmo que não faça frio, um moletom também é bem vindo.
De resto, é só esperar muita aventura, camaradagem e aprendizado neste estudo que sempre traz boas recordações para quem o vivenciou.
E até quarta-feira...