Via Franca

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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Roteiro de observação para o estudo do meio em Paraty e Angra dos Reis

Neste próximo final de semana o Colégio Mater Amabilis de Guarulhos vai levar os seus alunos de sexto ano (que inclusive são "meus alunos" também, rsrs) para Paraty e Angra dos Reis.
Além de conteúdos de geografia, história, artes e ciências também vamos explorar as características peculiares da região, com a ajuda do excelente guia de turismo local e amigo Renan Silva.
Neste tipo de estudo também é enriquecedora a convivência dos alunos com os seus colegas de série e professores, aumentando a sociabilidade entre todos e também promovendo experiências de convivência muito enriquecedoras.
Para tanto, vamos nos atentar a alguns aspectos neste estudo, que facilitam o entendimento das várias partes que serão trabalhadas no local e posteriormente na sala de aula.
Começando pelo nosso trajeto, que inclui algumas rodovias bem conhecidas e importantes para o deslocamento de pessoas e cargas no nosso estado: sairemos de Guarulhos e seguiremos pelas Rodovias Ayrton Senna, Carvalho Pinto, dos Tamoios e Rio-Santos (a BR101), passando pelas cidades de São José dos Campos, Caraguatatuba e Ubatuba.
O trajeto atravessa uma parte do Planalto Atlântico (como foi chamado a parte mais ao sul da unidade geomorfológica conhecida como "serras e planaltos do Leste e Sudeste"), depois desce pela escarpa bem acentuada que é conhecida como "Serra do Mar", percorrendo uma estreita planície (bem estreita mesmo) até chegar em Paraty.
Mesmo dentro do ônibus, bem descontraídos, os alunos devem se atentar para alguns aspectos:
1) Como a paisagem vai se modificando, desde um centro altamente urbanizado e ocupado por muitas casas e altos edifícios até áreas que as ocupações são muito espalhadas e até inexistentes.
2) Como é a distribuição de indústrias e galpões pelas estradas? Há este tipo de construção em todo o trajeto ou apenas nas áreas mais próximas de uma grande cidade?
3) A paisagem natural sofre alguma variação do nosso ponto de partida até a chegada? Como as duas cidades de saída e destino se diferenciam em relação aos aspectos naturais?
4) Na descida da Serra do Mar, você sentiu algum incômodo ou sensação estranha no ouvido? Como podemos explicar isso?
Já em Paraty, vamos conhecer as peculiaridades de uma cidade bem preservada quanto ao seu patrimônio histórico, que fascina pelos detalhes e simbologia das suas construções (muitas delas que abrigaram famílias de maçons, desde o século XIX).
Toda a cidade possui o mesmo tipo de construções? Que diferenças existem entre as casas do centro histórico de Paraty e aquelas que temos em Guarulhos? Você conhece muitos edifícios históricos (de mais de cem anos de idade) na sua cidade? Como está o grau de conservação deles?
O isolamento de décadas da cidade de Paraty provocou a sua preservação (não só da sua estrutura arquitetônica, como também de muitos costumes típicos da região, considerados "patrimônio imaterial"). A cidade foi considerada patrimônio estadual em 1945, foi tombada (procure no dicionário o significado deste termo, associando-o à questão da preservação histórica) pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1958 e convertida em Monumento Nacional em 1966.
Além da importância histórica, a região se destaca pela grande preservação natural, localizando-se em áreas de três importantes ecossistemas: Mata Atlântica, Manguezal e Restinga.
Baseando-se nas suas observações e sensações ao entrar nos 3 ambientes citados, procure diferenciar o que sentiu em relação à odores, sensações de temperatura, contato visual e tátil (como é caminhar nas trilhas que passam por eles ou próximas deles). Qual foi a vegetação que mais te impressionou? Você estranhou ou se sentiu incomodado em alguma parte do contato com elas? Qual é o grau de conservação delas? Você percebeu o mesmo tipo de plantas e animais em todas elas ou há diferenciação de espécies?
Pense na importância da preservação destes ecossistemas e o que impactos podem ser causados pela sua degradação.
A própria qualidade da água que abastece as cidades do litoral, retirada de mananciais que vem da Serra do Mar é diferente das fontes utilizadas no lugar que moramos. Inclusive, vamos ter a experiência de entrar em uma cachoeira (bem segura e tranquila) de um pequeno riacho que desce da vertente da Serra do Mar e segue em direção à cidade. Faça uma comparação da sua qualidade de água com os rios e córregos que existem na nossa cidade. Associe esta informação com a presença de vegetação no seu "entorno". A partir disso, podemos entender o quanto é importante a preservação da mata ciliar dos rios de todas os lugares. A ocupação intensa das margens dos cursos d'água (independente do seu tamanho) causa estragos irreversíveis à nossa qualidade de vida (na cidade ou no campo, tanto faz).
Em uma atividade na praia de Jabaquara (localizada na área urbana de Paraty) vamos conhecer uma característica bem interessante do local, que é a grande presença de lama junto à faixa de areia, devido à proximidade do manguezal. Compare esta praia com outras que você conhece, inclusive com aquelas que vamos visitar na Ilha Grande (em Angra dos Reis). Que diferenças você notou entre elas? Quanto ao movimento das marés, o que te chamou mais a atenção?
Inclusive, no caminho de Paraty até Angra dos Reis, vamos passar por um complexo de usinas nucleares. Quais as vantagens e desvantagens deste tipo de produção de energia? Há risco na sua exploração? Você conhece algum reato de problemas envolvendo este tipo de geração de energia?
Como foi passado, um estudo no litoral sul do estado do Rio de Janeiro é muito rico e marcante...
E é sempre bom lembrar de arrumar a mala com itens de higiene pessoal, roupas apropriadas e um bloco de anotações.
Pelo site do inpe (www.cptec.inpe.br) há previsão de chuva (leve capa de chuva), com temperaturas oscilando entre 18ºC e 30ºC  (na terça-feira vai esfriar, com queda de temperatura até 14ºC). Então, um bom protetor solar, boné e repelente contra insetos são itens obrigatórios.
Para o embarque, o RG ORIGINAL também é necessário.
Verifique se já entregou a ficha médica e aumente a sua expectativa e animação, pois faltam apenas dois dias para esta gostosa (e muito proveitosa) experiência.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Roteiro dos Bandeirantes

Conhecer uma parte dos caminhos históricos feitos por homens que desbravaram o interior do nosso país é o objetivo do Roteiro dos Bandeirantes. O rio sempre foi uma verdadeira “estrada”, por onde os barcos das expedições (que eram conhecidas como monções) navegavam em busca de riquezas, escravos indígenas e informações sobre o território desconhecido (pouco explorado pelos portugueses).
Além da parte histórica, há uma discussão ambiental/ecológica sobre o atual estado de degradação do Rio Tietê, com as suas causas e consequências para a população em geral. É uma bela oportunidade de entrar em contato com geografia peculiar do “vale do Tietê”.
Santana do Parnaíba com o seu pequeno centro histórico bem preservado (há casas dos séculos XVII, XVIII e XIX), igreja, museu Casa do Anhanguera e praça com coreto fornece um cenário bem propício para conversas sobre a importância do bandeirantismo e a figura polêmica dos principais bandeirantes.
Pirapora do Bom Jesus com o seu forte apelo religioso, onde outrora havia passeios de barcos pelo rio, dá a verdadeira sensação de descaso que tivemos com o nosso patrimônio hídrico, com um nível de poluição que incomoda os visitantes e traz prejuízos econômicos e sociais para a cidade.
Depois, seguindo pela Estrada Parque depara-se com uma mudança de paisagem, onde a estrada acompanha a sinuosidade do rio, com longos trechos de mata nas encostas de vale da Serra do Japi. Infelizmente, a famosa espuma que flutua no Tietê ainda continua visível nas pequenas barragens e corredeiras deste trecho.
A chegada em Itu coloca o grupo em contato com a “terra dos exageros”, onde pode-se comprar algumas lembranças (souvenires) de artigos com um tamanho maior que o habitual (bem característicos da cidade) e conhecer um dos maiores patrimônios geológicos do nosso país, o Parque dos Varvitos. O seu centro histórico, com a Igreja da Candelária, Museu Republicano e praça com coreto são bem interessantes também.
Após o almoço, duas opções podem complementar o estudo: uma visita à cidade de Salto, com uma última observação do Rio Tietê e um memorial que fecha o entendimento da sua importância para o nosso estado e país ou então uma ida à cidade de Porto Feliz, local oficial de saída das expedições fluviais de desbravamento do interior do Brasil, com visita ao Parque e Monumento das Monções.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Alunos do Mater em Paraty

Acredito que as malas e mochilas já estão arrumadas (ou quase, rsrs) e a expectativa dos alunos já é estratosférica.
Deixei para o dia de hoje esta postagem para poder colocar uma previsão do tempo mais próxima o possível do que vamos encontrar lá (repito: é uma "previsao").
O site do CPTEC (www.cptec.inpe.br) prevê dias ensolarados, com temperaturas oscilando entre 17ºC e 30ºC. Mesmo assim, mantenha a orientação de levar capa de chuva na sua mala.
Não se esqueça do protetor solar, repelente contra insetos, remédios de uso contínuo (já entregou a sua ficha médica?), artigos de higiene e um bloquinho para anotações (se preferir, é claro).
O RG ORIGINAL também é obrigatório, juntamente com a carteira de convênio médico.
Vamos nos hospedar na boa pousada Aqui É Para Ti (24-3371-5060) e teremos dias de muita integração, aprendizado e, claro, diversão.
O roteiro inclui: aula no mangue e restinga da Praia do Jabaquara, passeio de escuna até a Ilha Grande (partindo de Angra dos Reis), visita à Usina Nuclear de Angra dos Reis, trilha do ouro (com banho de cachoeira no final), dois city tours pelo centro histórico (diurno e noturno) e recreação na praia do Jabaquara.
A riqueza arquitetônica da cidade e o seus arredores repletos de vegetação serão palco de boas discussões sobre preservação, uso correto do meio ambiente e, principalmente elementos de sensibilização dos nossos alunos para questões de relevância quanto ao espaço que nos cerca e que nos "serve" (ou que servimos).
Entregar-se a compreender outros ambientes, nos ajuda a entender melhor o meio que vivemos.
Boa viagem à todos!