Via Franca

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quarta-feira, 10 de abril de 2019

2ª Feira de livros da UNESP

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Começa hoje e vai até o próximo domingo a 2ª Feira do Livro da Unesp.
De quarta-feira à sábado funciona entre 9h e 21h e no domingo encerra mais cedo, às 18h.
O evento é gratuito e acontece em uma área anexa ao Instituto de Artes e Instituto de Física Teórica no campus da UNESP de São Paulo, próximo à estação Palmeiras-Barra Funda da linha vermelha do Metrô.
São 160 editoras, muitas delas também presentes na já consolidada feira da USP (que existe há mais tempo). O grande barato é que para participarem, as editoras tem garantir um desconto de, no mínimo, 50% do valor de catálogo. Bem interessante...
Outro diferencial da feira lá na cidade universitária do Butantã é que acontecerão também palestras, pequenos cursos e bate papos com autores e personalidades diversas, ou seja, uma intensa programação cultural.
Eu destaquei algumas, mas pelo link a seguir, dá para acessar toda a programação.
http://feiradolivrodaunesp.com.br/programacao-cultural/
Hoje, às 19h tem apresentação da Orquestra Acadêmica da UNESP, Grupo de Percursão PIAP e Grupo de Câmara da UNESP.
Amanhã, dia 11 de abril, às 16h, tem palestra com Oswaldo Faustino ("África e Africanidades") e às 18h vai acontecer um bate-papo com o escritor José Miguel Wisnik, com autógrafos do livro "Maquinação do Mundo".
Na sexta-feira, dia 12 de abril, "Rotas literárias de São Paulo", às 14h, uma palestra com Goimar Dantas (Senac), apresentação da peça "Pauliceia Desvairada", às 16h, com o Teatro didático da UNESP, montagem inspirada na obra homônima do Mário de Andrade, um roda de conversa também às quatro da tarde com Leon Denis ("Por uma psicopedagogia vegana") e às 18h30 um bate papo com o escritor Milton Hatoum e o jornalista Paulo Werneck.
No sábado, às 10h, terá a palestra "Como escrever para o Enem" com Arlete Salvador, mesa redonda sobre vegetarianismo (às 14h), com mediação da Kátia Cardoso, às 17h terá contação de histórias para crianças com os contos chineses "Mulan" e "Macaco Rei", um bate papo também às 18h com o professor Marcos Napolitano (1968: reflexos e reflexões") e às 20h um concerto de música eletroacústica T-Son 106, com Flo Menezes.
E no domingo acontecerá uma aula-espetáculo com o ator e professor da USP Ney Piacentini, às 10h.
Em todos há a necessidade de inscrição prévia (são gratuitos também).
O campus da UNESP São Paulo está localizado na Rua Jornalista Aloysio Biondi, s/n, na Barra Funda, em São Paulo (SP).

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Seminário "Questão indígena, os museus e a escola"


Participei na sexta-feira e no sábado do seminário "Questão indígena, os museus e a escola" que aconteceu no Instituto Moreira Salles (IMS) da Paulista e no Memorial da Resistência. Foi organizado pelas duas instituições mais o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP.
Além de professores/educadores estavam presentes representantes do educativo dos três museus, os seus respectivos coordenadores, alguns interessados leigos, entre outros. A grande maioria dos presentes eram da escola pública (principalmente da rede municipal de São Paulo).
Foi instigante, estimulante e altamente provocativo, além de mostrar informações atualizadas sobre os rumos da questão indígena no nosso país. Para mim, foi um "soco no peito" bem dado, daqueles que te deixam sem ar por alguns momentos... Mostrou o quanto a nossa população (me incluo neste universo) é desinformada e negligente sobre a atual situação dos povos indígenas no Brasil. E também quanto a escola é omissa no trato dela. Mesmo com a obrigatoriedade imposta pela lei 11.645 (que está ameaçada pelo atual Ministério da Educação) os docentes e seus pupilos ainda sonegam o tempo necessário para discutir as questões mais relevantes dos índios remanescentes no nosso país. Inclusive, com conteúdos ainda baseados numa visão colonialista e distorcida sobre os habitantes originais de Pindorama. Alei, muito discutida nas várias rodas de conversa, descumprida pela maioria das instituições escolares ainda traz uma brecha de não obrigatoriedade das informações e trabalho (com disciplinas específicas) nas faculdades e universidades de licenciatura espalhadas pelo país, que teoricamente são formadoras de futuros professores.
Eu vou escrever e publicar neste blog, uma postagem específica sobre cada um dos momentos este evento, mas consigo fazer agora um resumão sobre as suas atividades.

Na parte da manhã do primeiro dia, o debate foi com o curador da exposição sobre o povo Yanomâmi no IMS, Thyago Nogueira, que passou uma breve descrição da fotógrafa e ativista Cláudia Andujar (ou Cláudia Yanomâmi, como ela gosta de assinar), destacando a sua trajetória de vida, que passou pelos horrores da perda família paterna (e do prórpio pai, judeu) nos campos de extermínio nazistas. E como culminou com o ativismo e documentação dos Yanomâmis... Depois, veio a fala do genial e muito lúcido Ailton Krenak, que deleitou a plateia com o seu conhecimento acadêmico e prático sobre a questão indígena. Discutiu muito os esteriótipos, a perseguição histórica aos povos nativos pelo colonialismo (ressaltando que acontece até hoje) e especificou como a escola pode ser aliada no combate a eles... Temas atuais como o rompimento das barragens de rejeitos de mineração, do avanço do agronegócio e mineradoras sobre terras e reservas indígenas, a decadência da qualidade de vida destes povos, a perseguição política a líderes e ativistas e até a prática de extermínio (genocídio mesmo) de séculos também vieram à tona neste debate. Saí de lá, extasiado e ao mesmo tempo muito incomodado.

À tarde, foi feita uma visita guiada à exposição da Cláudia Andujar (7º e 8º andares do MIS) com a equipe do educativo do museu, com um longo bate-papo e reflexões com o grupo de educadores e coordenadores do local. Como eu já conhecia o trabalho dela (há uma galeria inteira no Museu do Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais) não tive o mesmo impacto que alguns presentes que estavam em contato com a obra pela primeira vez. Mas, como sempre saí com uma mistura de encantamento e aflição... Valeu muito para complementar o que foi discutido na parte da manhã.
No sábado, segundo dia do encontro, nos reunimos no Memorial da Resistência, bairro da Luz. 
Local emblemático que guarda uma memória obscura dos períodos de atuação do famigerado Deops no país. Já fomos recebidos por vídeos de rituais e músicas dos Tupinambás e pela maravilhosa música cantada por vários artistas (indígenas e não-indígenas) que lembra a importância da demarcação das terras ("Demarcação Já).

Como no dia anterior, a parte da manhã foi com uma mesa redonda que contou com a presença das coordenadoras do MAE (Marília Xavier Cury) e do MR (Marília Bonas), além de lideres dos Kaingangs do oeste paulista, a pajé Dirce Jorge Lipu Pereira e Susilene Elias de Melo, mais o brilhante Casé Angatu Xukuru Tupinambá, de Olivença (BA).
Já escrevi no início que farei publicações individuais de cada da deste evento, mas vale resumir o que foi debatido. A questão central foi a violência do processo de apagamento da herança indígena, que é histórica, mas que ainda continua intensa no século XXI. Muitas palavras contra a força da Bíblia (imposição cultural) e da bala (violência física) contra as diferentes comunidades, próximas à cidade ou "protegidas" por áreas mais isoladas (as aspas são necessárias). Foram listadas dificuldades de fixação nas suas terras originais e na continuidade da sua cultura e costumes, além da ameaça de morte (muitas consumadas) contra os seus principais líderes. Momento intenso, de muita reflexão e revolta contra a omissão e descaso de todos nó brasileiros.

Depois do almoço, fomos visitar a exposição "Ser essa terra: São Paulo cidade indígena", no 3º andar do memorial, com os seus curadores Daniel Kairoz e Marília Bonas nos ciceroneando... Como o próprio nome já diz, retrata a presença histórica e atual de povos indígenas na cidade de São Paulo e arredores. Após a visita, um dos educadores do MAE-USP, Maurício André da Silva fez uma roda de conversa sobre a exposição de março também de temática indígena de grupos do meio oeste paulista (no caso Kaingang, Terena e Guarani Nhandewa) intitulada "Resistência Já! Fortalecimento das culturas indígenas".
Os dois dias me trouxeram muita reflexão e criaram um sentimento de inatividade, quebrado pela necessidade de ação. Com certeza, levarei estas discussões adiante e espero atuar mais positivamente nesta causa que acredito muito e julgo fundamental para a continuidade da história brasileira como nação soberana...
Como disse o Casé Angatu,: "Dizem que no Brasil todo mundo tem sangue de índio. Só que em alguns correndo pelas veias; em outros nas mãos"... A nossa omissão também corrobora com este extermínio.




sexta-feira, 2 de março de 2018

St. Patrick's Day no Museu da Imigração


O Saint Patrick's Day é comemorado pelos irlandeses no dia 17 de março... Padroeiro da Irlanda, este dia celebra a morte de São Patrício, ocorrida em 461 (século V). Como ele usava um trevo de três folhas para explicar a Santíssima Trindade nas suas evangelizações pelo território irlandês, este dia é associado a esta folhinha e à cor verde (inclusive são símbolos do país).
Em associação ao Consulado Geral da Irlanda em São Paulo, o Museu da Imigração realiza a festa "Viva! Irlanda", neste domigo dia 04 de março, antecipando a celebração da data.
Dança, atrações musicais, gastronomia, palestras, oficinas de dança e culinária são as atrações do evento.
Na minha viagem de lua de mel, inclusive, fiz um tour pela Grã Bretanha e Irlanda, e a terra dos leprechauns foi a que mais encantou a mim e a minha esposa, principalmente pela simpatia receptividade deles (parecem latinos, rsrs).
Por isso, recomendo: vistam-se de verde e vão curtir a boa tradição celta lá no museu...
Segue a programação (retirada do site deles).
A gastronomia fica por conta do ALL BLACK, CAMDEN HOUSE, DEEP BAR 611, FINNEGAN'S PUB e O'MALLEY'S.

Apresentações artísticas:
12h - Jennifer Licko
13h - Grupo Fianna
14h30 - Banana Broadway
15h - Cia. Celta Brasil e Oran Irish Music

Programação:
11h - minicurso de introdução ao idioma "irlandês - a língua da poesia"
11h30 - exibição do filme "Song of the Sea" (animaçãoirlandesa) - Livre  Duração: 93 minutos
12h - Oficina de percursão - colheres e tambores: ritmos da Irlanda
15h30 - Bate papo com Edu Giansante - founder da E-Dublin
16h - Oficina de culinária - receita Irish Stew
(as vagas são limitadas e as senhas serão distribuídas 20 minutos antes do início das atividades)

Serviço:
Museu da Imigração do Estado de São Paulo
Rua Visconde de Parnaíba, 1316 - Mooca - São Paulo (SP)
Próximo à estação Bresser do Metrô - Fone: (11) 2692-1866
museudaimigracao@museudaimigracao.org.br
Aberto de terça a sábado das 9h às 17h e domingo das 10h às 17h.
R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia entrada)


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Feirinha do Largo da Ordem, em Curitiba


Ontem repeti em Curitiba um dos rolês que mais gosto de fazer, que é dar uma volta na Feirinha do Largo da Ordem, na região central da cidade...
Ela acontece sempre aos domingos entre as ruas São Francisco e Doutor Kellers (e adjacências) e mesmo em datas festivas não falha, a não ser naqueles dias de chuvas muito fortes.
O Largo da Ordem é praticamente o coração do centro histórico da capital paranaense e recebe este nome pois tem a Igreja da Ordem Terceira de São francisco das Chagas, uma das mais antigas do Paraná. A feirinha começou na década de 1970 com algumas barracas montadas por hippies e só cresceu a partir disso (é bem interessante que os frequentadores mais antigos ainda a conhecem por "feira hippie").


A deliciosa profusão de pessoas e barracas vai das 9h da manhã até as 14h, com diversos expositores, principalmente de artesanatos, mas também tem deliciosas combinações gastronômicas e musicais.
O grupo de chorinho, o saxofonista que toca blues e jazz, as diversas dupla caipiras, o acordeonista que puxa um bom vanerão, dentre tantos outros torna o passeio extremamente agradável.
Fica a dica para um bom passeio sozinho ou acompanhado, mas recomendo dispor de um bom tempo, pois é muito comum "se perder" ouvindo uma boa música ou apreciando as particularidades de muitos produtos das suas numerosas barracas.
Em dias ensolarados como ontem, ela fica bem cheia, mas não tem como não associar a deliciosa muvuca a este ambiente informal...
Um dos meus lugares preferidos na cidade.






terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Embu das Artes


Embu das Artes ou somente Embu (o complemento foi aprovado pela população em 2011, através de um plebiscito) é um município de mais de duzentos mil habitantes que fica na região metropolitana de São Paulo, no eixo da Rodovia Régis Bitencourt...
Deixando de lado dezenas de informações técnicas, fica uma muito relevante para todos nós: tem um centrinho que aos domingos fica repleto de banquinhas de artesanato. Soma-se a ele todas as lojas de antiguidades, produtos naturais e alternativos, que faz um simples rolê pelas suas ruas ser uma explosão de cores, sons, aromas e sabores...
Quem não conhece tem que conferir!!!!

Há a necessidade de se destacar que sempre tem muitas pessoas circulando por lá, por isso um pouco de paciência é muito legal. Como eu gosto de aglomerações e daquela muvuca de turistas e transeuntes na sua modorrenta caminhada, sempre me divirto por lá.
Pode-se entrar por vários pontos, mas eu prefiro pela rua Padre Belchior de Pontes, pois gosto de levar umas balinhas de gengibre que encontro logo nas primeiras banquinhas (tem gelinho de gengibre também). Dali já subo a ladeira e posso apreciar o largo da igreja e a bucólica construção em estilo jesuítico que há no local (é também um museu de arte sacra). Sempre há artistas nesta região. Particularmente me chama a atenção uma estátua viva. É o Sabarone que representa uma escultura de barro. Recomendo contribuir para o trabalho dele. Geralmente ele estende a mão... Cumprimente-o e depois me conte o que aconteceu, rsrs...

Dali pode-se descer qualquer uma das ruas e apreciar as dezenas exposições de porcelanas, artesanato, instrumentos musicais, plantas, móveis rústicos, obras de arte, entre tantas outras coisas...

Recomendo procurar a Viela das Lavadeiras, que é linda e muito colorida, por isso também muito procurada para boas fotos... Lá vale a pena ouvir uma boa música ao vivo (sentado em algum degrau mesmo), bebericar algum drink no Empório São Pedro e fazer um click apaixonante em um portal florido...

Há também muitas opções gastronômicas para todos os gostos e bolsos, desde os self services no Largo 21 de Abril ou nas ruas dos arredores (vale a pena dar uma boa pesquisada). Qualquer dúvida procure o CAT - Centro de Atendimento ao Turista que fica no local.
Gosto de chegar e almoçar um pouco mais cedo, pois sempre sobra espaço para um delicioso chá da tarde. Sempre vou na Florbela, que além de ser um tranquilo café, também é uma loja de decoração, com muitos itens vintage e antigos...

Confesso que é difícil sair de lá e também é impossível não levar nada para casa, rsrs... Então, prepare-se e curta um domingo mágico, com muitas sensações e boas histórias para recordar.
Dá uma passadinha no Embu, vai!!!

PS.: uma das coisas que ainda me incomodam muito na feirinha é o comércio de filhotes, bem tradicional. Depois de saber coisas horríveis sobre os maus tratos de matrizes em criadouros, não consigo mais chegar nem perto dos vendedores de pets...

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Gerrilla girls até fevereiro no MASP

Ontem dei uma passadinha no Museu de Arte de São Paulo (MASP), na "mais paulista das avenidas" (amo esta chamada, rsrs) e pude conferir a mostra "Guerrilla Girls: gráfica 1985-2017".
É um coletivo feminista que busca acabar com o preconceito no mundo cultural lutando por uma maior igualdade de gênero e raça, com consequente abertura de espaços culturais (principalmente museus e galerias de arte já consolidados) para a apresentação do trabalho de mulheres, já que boa parte deles é ocupado por homens (brancos na grande maioria, ainda por cima).

São conhecidas por não mostrarem os seus rostos (prezam pelo anonimato), aparecendo em manifestações com máscaras de gorilas, pois querem que os problemas chamem mais a atenção do que as suas identidades.

A principal maneira de expor as suas ideias e denúncias é através de panfletos e cartazes que são colados desde 1985 e a exposição no MASP mostra todos eles (com tradução para o português, ao lado), finalizando com um feito para o próprio museu, ano ano passado.

Bem interessante e muito pertinente, já que o momento atual do nosso país, pede uma maior reflexão sobre questões de igualdade na exposição de ideias e do trabalho...
Recomendo e, ao passar pelos outros espaços do museu, dá para certificar das denúncias deste coletivo, com poucos artistas negros ou mulheres no protagonismo das pinturas e a maioria dos nus ou corpos expostos nas obras serem femininos...
Vai até o dia 14 de fevereiro e está no mezanino do subsolo (ou S1).


MASP
Avenida Paulista, 1578, na Bela Vista, em São Paulo (próximo à estação Trianon-MASP da linha verde do metrô)
O museu funciona de terça a domingo das 10h às 18h e na quinta fica aberto até às 20h.
Na terça a entrada é gratuita e nos outros dias o valor do ingresso é R30,00 (confiram quem tem direito à meia entrada no site do museu).
Fone: 3149-5959 

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

XX Revelando São Paulo


Começou ontem no Parque do Trote (na Vila Guilherme, zona Norte de São Paulo) uma das festas mais legais da cidade, o "Revelando São Paulo", que está na sua 20ª edição (há alguns anos atrás era feita no Parque da Água Branca, que ficou pequeno para o público da festividade). Mas, se programem bem, pois ela vai só até domingo (no final de semana ela fica bem cheia, com filas nas principais atrações culinárias).
Nem precisa ser um caipira de raiz, como eu, para curti-la... Ela mostra um pouco do universo tabaréu que ainda resiste em muitas cidades do interior do nosso estado (o verdadeiro berço da cultura caipira que se espalhou por "outros sertões"). Tem um monte de barraquinhas e lojinhas de artesanato (alguns artigos bem exclusivos, só produzidos ou encontrados em uma região específica do interior do nosso estado) com preços bem justos, a parte da "culinária e comensalidade" (tenho as minhas "comidas típicas" preferidas, mas sempre procuro experimentar algo novo, inusitado), um espaço de cultura ceramista tradicional, chamado de "Em Torno do Barro", muitos realejos (sim, com seus periquitos, mas que infelizmente ainda está presente em muitos lugares interioranos), cultura indígena (arranchamento de várias comunidades, com sua musicalidade e artesanato), um "espaço cigano" (inclusive vários de Guarulhos sempre marcaram presença nas edições anteriores) e apresentações culturais.
Sobre este último item, vale um parágrafo a parte... Este ano o tema do festival é a Festa do Divino e vai contar com exposição fotográfica, rodas de conversa e mostra com vestimentas, gastronomia e música de uma manifestação cultural portuguesa com mais e setecentos anos de existência... Quem quiser dá uma conferida no site www.portalsaofrancisco.com.br/curiosidades/festa-do-divino para entender um pouco melhor esta tradição religiosa do nosso país.
A programação do evento foi divulgada pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e pela Abaçai Cultura e Arte, contando com 80 espaços de culinária, 100 ambientes/estandes de artesanato, 160 grupos de cultura popular tradicional, 12 ranchos tropeiros e participação direta de representantes de 170 cidades do estado de São Paulo.
Eu listei algumas atrações que li nesta programação:

Dia 30 de novembro (5ª feira)

10h - encontro de bandas e fanfarras
13h até 21h - XVIII encontro de Orquestra de Viola, com encerramento do conhecido grupo de viola caipira "Cordas da Mantiqueira" de São José dos Campos (às 20h)

Dia 01 de dezembro (6ª feira)

10h - encontro de Catira (imperdível, uma das tradições que aprendi a gostar com o avô lá de Franca)
13h - mais orquestras de violas
18h - um momento religioso, denominado "conexão com o sagrado"
18h30 - quadrilhas caipiras de São João (as nossas quadrilhas são diferentes das nordestinas, que apresentam-se com mais volume corporal e musical do que no interior de São Paulo)
20h - Quadrilha de Bonecões da Mantiqueira (de Caçapava)

Dia 02 de dezembro (sábado) - neste dia vou com um grupo de alunos para o Petar, sem poder curtir um dos pontos altos da festa...

9h - cortejo com bonecos de rua e "cabeções" (fantástico, todos os anos tem muita alegria e plasticidade nas evoluções)
9h (no palco) - acontecem os reisados (ou reiadas), uma das manifestações tradicionais que mais me emocionam até hoje (inclusive a Folia de Reis Estrela Dalva, de Guarulhos, estará presente)
13h - "Festival da Amizade" com grupos de cultura imigrante (andina, alemã, russa) e de outros estados, além do 1º encontro de Samba (com 3 grupos aqui de Guarulhos)
18h - "Noite dos Tambores", com os tradicionalíssimos jongos

Dia 03 de dezembro (domingo) - encerramento

9h - mais viola caipira e orquestra de metais (Campo Limpo Paulista)
10h - apresentação das congadas (maravilhosas), com destaque para duas da minha terra natal, Franca, que me deu o "DNA caipira" (Congada 3 Colinas e a Marinhos)
20h - Reisado Sergipano (Guarujá)

Serviço
XX Revelando São Paulo (até 3 de dezembro, domingo)
Local: Parque do Trote e Mart Center (amplo estacionamento, que é pago) - Av. Nadir Dias de Figueiredo, s/nº, na Vila Guilherme - São Paulo (SP)
Horário: das 9h às 21h
Gratuito


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

19ª Festa do Livro da USP


Já está rolando a 19ª Festa do Livro da USP e vai até esta sexta-feira 01 de dezembro (sempre das 9h às 21h).
Fui ontem com um casal de amigos (sempre é legal ir acompanhado) e encontrei outros conhecidos lá. Gostei muito da quantidade de editoras e títulos... Muita delas com descontos bem legais e também com muitas obras difíceis de encontrar nas tradicionais livrarias de São Paulo, por isso quem é do interior, vale a pena vir para cá e dar uma garimpada nas bancadas.
Gastei "um salário e meio" lá, rsrs!!!! E olha que eu priorizei alguns livros bem direcionados e relacionados com uma pesquisa que estou efetuando agora sobre a cidade de São Paulo. 
Concentrei o meu olhar sobre algumas editoras e títulos que já estavam na minha lista há algum tempo, entre elas a excelente 34 (tem descontos legais), a Imprensa Ofical (todos que são da minha área tem que dar uma passadinha lá) e da carioca Capivara, pouco conhecida, mas que tem umas publicações fantásticas. Inclusive, lá na Capivara tem uns de parte do trabalho Rugendas, do Debret e do Post, que eu só não comprei por falta de grana, mas estavam saindo por 90,00 reais (fica a dica para quem quiser me presentear no Natal, rsrs)...
Resumindo, vale muito dar uma passadinha lá e conferir o que tem de legal.
Fica entre a Praça do Relógio Solar e a Av. prof. Mello Moraes (que é a da raia olímpica), exatamente na Travessa C. São 3 tendas (amarela, verde e azul). No início da tenda Amarela há uma fila que não é para entrar no pavilhão, mas para quem quiser entrar na editora Companhia das Letras (tem muita coisa com descontos bacanas). preste atenção para não ficar de bobeira nela.
Aproveitem, se deliciem... Ah, a entrada é gratuita.
E segue a relação de editoras presentes (faltou a Uirapuru, do grande escritor Egídio Trambaiolli Neto, rsrs)... Mais informações na www.edusp.com.br/festadolivro ou pelo email festadolivro@usp.br

7 Letras
Alameda
Alaúde
Aleph
Alfa-Omega/Nova Cultura
Almedina Brasil
Andross
Arché
Arte & Letra
Ateliê
Attie
Grupo Autêntica
Autores Associados
Azougue
Balão Editorial
Bambolê
Bamboozinho
Barbatana
Bei
Bem-Te-Vi
Berlendis
Biruta/Gaivota
Blucher
Boitempo
Brasiliense
Brinque-Book/Escarlate
Callis
Capivara
Carochinha
Cereja
Ciranda Cultural
Cobogó
Com-Arte
Grupo Companhia das Letras
Companhias das Letrinhas
Conrad /Ibep /Nacional
Consequência
Contexto
Contracorrente
Contraponto
Cortez
Depto. Filosofia da USP
Depto. Geografia da USP
Draco
Dublinense/Não Editora
Duna Dueto
É Realizações
Edelbra
Edições Piaget
Edipro
Editora 34
Editora FGV
Editora UEPG
Editora UFMG
Editora UFPR
Editora Ufrj
Editora UFSC
Editora Unesp
Editora Unicamp
Editora Unifesp
Edufscar
Edufba
Edusp
Elefante
Elementar/Canguru
Escrituras
Escuta
Estação das Letras e Cores
Estação Liberdade
Évora
Expressão Popular
Fiocruz
G. Gili
Geração Editorial
Girassol
Giz
Global/Gaia/Gaudi/ Nova Aguilar
Globo Livros
GMarx – USP
Grua Livros
HarperCollins
Hedra
Hucitec
Humanitas
Humanitas (FFLCH-USP)
Ideias & Letras
IEA-USP
Iluminuras
Imeph
Imprensa Oficial
Instituto Moreira Salles
Intermeios
Intermezzo/Imaginário
J.J. Carol
Jujuba
Kapulana
Lazuli
Letras Jurídicas
Lexikon
Leya/Casa da Palavra
Livros Portugueses
Lote 42
Loyola
LP&M
MAE-USP
Manole/Amarilys
Martin Claret
Martins Fontes – Martins
Martins Fontes – WMF
Masp
Mauad
Metalivros
Monolito
Mundaréu
Musa
N-1 Edições
Nova Alexandria/ Claridade
Nova Fronteira
nVersos
Odysseus
Oficina de Textos
Ouro Sobre Azul
Ôzé
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Pallas
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Papirus
Parábola
Paulinas
Paulus
Grupo Pensamento
Peirópolis
Perspectiva
Pinakotheke
Pini
Planeta
Publifolha/Três Estrelas
Pulo do Gato
Quatro Cantos
Quatro Cinco Um
Rádio Londres
Grupo Record
Relicário
Revan
Revista USP
Romano Guerra
Scientiae Studia
Senac
Sesc
Sesi-SP/Senai-SP
Solaris
Sonora
Summus (Grupo)
Sundermann
Taschen
Terceiro Nome
Terra Virgem
Todavia
Ubu
Universo dos Livros
Valentina
Veneta
Versal
Via Lettera
Via Verita
Viajante do Tempo
Vozes
Vergara & Riba
Zahar
Zarabatana

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

32ª Bienal de São Paulo


Está acontecendo no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera em São Paulo, a 32ª Bienal de São Paulo "Incerteza Viva".
Teve início no mês de setembro e vai até o dia 11 de dezembro de 2016.
Tem entrada gratuita e fecha nas segundas-feiras. O seu horário é das 9h às 19h (terças, quartas, sextas e domingos) e das 9h às 22h (quintas e sábados).
Fui algumas vezes, ora acompanhado pela minha esposa ora acompanhando alunos e garanto que é uma atividade extremamente rica em todos os aspectos (não só culturais).
Recomendo acompanhar uma visita mediada pelos educadores do local, que acontecem de meia em meia hora com ponto de encontro próximo a uma das entradas (tem duração média de 90 minutos).
Saí em todas as visitas com questionamentos e reflexões diferentes (ah, nem pense em tentar visitar tudo em um único dia, pois pode ser extremamente cansativo, já que o pavilhão é muito grande). Pontos de interrogação foram colocados na minha cabeça e boas respostas também... Inclusive, a questão da incerteza que permeia o tema da exposição tem muito a ver com isso. Ecologia, questões sociais, coletivos culturais, colonialismo, processos alternativos de sobrevivência, contracultura, entre tantos outros elementos são os que mais me tocaram.
Claro que algumas instalações me chamaram mais a atenção e que gastei mais tempo em observá-las, mas achei neste ano uma bienal com mais obras relevantes e impactantes que muitas anteriores (e olha que já teve uma com obras do Bispo)...
São 81 artistas e pela primeira vez as mulheres são maioria (47 no total). Este fato não é coincidência, pois há pouca exposição do trabalho feminino neste tipo de instalação, apesar da relevância de muitas artistas.
Há também a escolha de muitos artistas com idade inferior a 40 anos, dando espaço para a transformação que a arte passou nas últimas décadas e abrindo também para que mais jovens pudessem mostrar o seu trabalho (alguns são desconhecidos do público em geral, mas tem ideias e estética ímpares).
Lendo uma entrevista do curador Jochen Volz ele deixa claro que a bienal deste ano busca refletir sobre as atuais condições da vida e as estratégias oferecidas pela arte para acolher ou habitar as incertezas. Segundo ele "a incerteza é uma sensação que todos nós vivemos. É importante pensar que a incerteza e a improvisação são forças importantes na arte. A incerteza pode causar algo novo, imaginar outras possibilidades. Quem dialoga com uma incerteza provoca algo transformador..."
Melhor uma incerteza viva, do que uma certeza morta, rsrs...
Temas ecológicos como o aquecimento global, além de questões indígenas e de assuntos como migrações e instabilidades econômicas e políticas foram pontos de partida para as criações das obras.
tenho os meus preferidos e vou indicar alguns:
1- O quase centenário e brilhante Franz Krajcberg com a instalação logo na entrada (que faz uma bela transição entre o parque e o pavilhão), intitulada GORDINHOS, BAILARINAS e COQUEIROS.

2 - O vídeo do alagoano Jonathas de Andrade (O PEIXE) que incomoda, de verdade.

3 - Bené Fonteles com a casa de taipa e cobertura de palha, denominada ÁGORA: OCA TAPERA TERREIRO
4- As duas torres no vão livre, feitas uma com material de construção indígenas e a outra com ítens de edificações típicas da periferia de grandes cidades, de Laís Mirrha (DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS)

5- O baiano José Bento com suas caixinhas de fósforo sobre estruturas de bancas de camelô, além de uma outra no 2º andar denominada CHÃO que provoca instabilidade ao caminhar.
6 - A britânica Carolina Caycedo que investiga os danos das construções de barragens de água...

7 - Até mesmo as PLANCS - plantas alimentícias não convencionais estão presentes na instalação da portuguesa Carla Filipe. Muito legal o fato de encontrar lá, plantas que poucas pessoas conhecem (algumas são chamadas até de mato, rsrs) e que já fizeram parte da minha alimentação, como a taioba, o funcho, a berduega e a palma.
8 - Há a delícia da interatividade da peruana Rita Ponce de Leon que convida os visitantes a acomodar partes do seu corpo em caidades de barro, com estrutura baseada nos gestos de uma bailarina.
9 - Dineo Seshee Bopape com os seus jogos de tabuleiro em torrões de terra, que nos remete à questões de ocupação e exclusão fundiárias.

10 - E a que mais me impressionou, com os seu tom rosa e muitos brinquedos da jamaicana Ebony Paterson que traça um paralelo entre os índices de violência (assassinatos) de crianças e negros no Brasil e na Jamaica. Nesta instalação saí com um nó na garganta... Surpreendente, de fato.

Claro que escolhi dez, mas a lista seria muito longa, com moscas vivas, pedras de sal que se desmancham ao som de música e água, batatas que geram energia coletivamente, etc, etc, etc...
Há também muitas atividades que acontecem todos os dias (algumas são bem disputadas, por sinal). Para se informar acesse o site da Bienal (www.bienal.org.br).
Para se ter uma ideia, hoje, no final da tarde, na instalação de Bené Fonteles o multiartista pernambucano  Antônio Nóbrega vai estar presente para uma roda de conversa e amanhã, no mesmo espaço, tem presença garantida o genial Siron Franco, ambos dentro do projeto "Conversas para adiar o fim do mundo" (sempre das 17h às 18h.
Vale a pena conferir!!!!!


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Virada Cultural 2011



Neste próximo final de semana, dias 16 e 17 de abril, acontecerá na cidade de São Paulo, mais uma "Virada Cultural", evento que reúne várias apresentações artísticas, desde dança, música, mágicas, teatro, circo, etc, em vários palcos espalhados pelas diversas regiões da cidade.
Pelo sétimo ano consecutivo, teremos 24 horas de apresentações (a deste ano terá 26 horas), inclusive com muitas atrações para a criançada.
Uma novidade na edição deste ano é a introdução do gênero stand-up comedy, com a presença de cerca de 25 humoritas no palco do Viaduto do Chá (o consagrado Rafinha Bastos, do CQC, cancelou a sua participação).
O evento terá início às 18h do sábado e vai até às 20h do domingo.
O metrô funcionará ininterruptamente neste final de semana e é o meio de transporte mais recomendado para curtir toda a programação.
Como serão mais de mil atrações, nem vou ousar em sugerir algumas, como fiz no evento do ano passado.
Confiram tudo, inclusive com os respectivos horários no site oficial da virada (www.viradacultural.org).
E aproveitem por mim (estarei trabalhando neste final de semana)...

domingo, 25 de julho de 2010

Uma semana em Salvador (BA)


Em agosto inicia o período que, no turismo, chamamos de "baixa temporada".
Naturalmente cai o número de pessoas que se deslocam a lazer entre as principais áreas do país e do mundo.
Por isso, surgem várias promoções de pacotes, passagens aéreas e hotéis.
Vale a pena aproveitá-las.
Para se ter uma ideia, a TAM e a Gol estão com uma promoção que envolvem pontos de milhagem em voos para todo o Brasil (dá para viajar com até 4 mil pontos por trecho).
Para quem pode, a cidade de Salvador, na Bahia é uma excelente dica para esse período.
No caso, prefira mais o mês de setembro para frente, pois ainda estamos no final das chuvas na capital baiana (importantíssimo: evite Salvador no mês de julho).
A cidade tem uma rede hoteleira bem variada, mas eu prefiro me hospedar no Bairro do Rio Vermelho, que está bem localizado em relação às praias e a agitação da vida noturna soteropolitana.
Fico sempre no Ibis, que é barato, prático e confortável (ao lado tem o Mercure e na frente o Pestana, para quem gosta de um pouco mais de conforto e piscina).
Inclusive, para quem gosta de restaurantes charmosos e que servem uma boa comida, o Rio Vermelho é o local mais indicado para apreciar essa boa gastronomia.
Na rua do hotel mesmo, aparecem três bons restaurantes, com cozinha apurada, pratos exclusivos e precinhos não muito salgados (perto do que é oferecido, é claro).
As dicas são: o Ciranda (é fundamental experimentar o Badejo com purê de banana da terra), a Confraria das Ostras, com a sua culinária baiana (eleito o melhor do gênero pela Veja Salvador) e o Volare Ristorante, com o seu linguini ao molho de camarão.
Existem também inúmeras opções de botecos e casas com música ao vivo (toca-se muito samba na região).
Para quem gosta de acarajés e abarás, o lugar é o tabuleiro da Dinha, situado no largo de Santana, no Rio Vermelho.
Desde a morte de Lindinalva de Assis, a Dinha, em março de 2008, a administração do movimentadíssimo tabuleiro armado no Rio Vermelho está nas mãos da filha Cláudia. Nesse verdadeiro ponto turístico - muita gente se refere ao Largo de Santana, onde está instalada, como a praça da Dinha - existem também outras opções de bares frequentados pelos soteropolitanos de classe média e também por neohippies.
Para quem gosta de praia, as melhores estão na parte norte da cidade (eu adoro a praia do Flamengo), inclusive aquelas localizadas fora de Salvador, como a Praia do Forte (charmosíssima, como Búzios, no Rio), famosa por sediar a principal base do Projeto Tamar, de proteção à tartarugas e, uma outra, da Baleia Jubarte ou então a Praia de Arembepe.
Vale a pena também visitar as ilhas da Baía de Todos os Santos, com praias de águas mornas e um tom maravilhoso de verde, como Itaparica (a melhor é a da Ponta da Areia), via Ferry Boat ou então a Ilha dos Frades (de escuna, via alguma agência de turismo local).
Se o dia estiver bonito, arrisque-se a pegar um catamarã, às 8h da manhã, e vá até Morro de São Paulo. O barco sai de uma marina em frente ao Mercado Modelo (para ser sincero, o melhor seria ficar uma semana, só em Morro de São Paulo).
Conhecer a Lagoa do Abaeté, em Itapoã, também é interessante, pois o lugar já esteve muito degradado, há tempos atrás, mas hoje está limpo e seguro (pode-se aproveitar um bom banho na lagoa de águas escuras, cercada por dunas incrivelmente brancas).
Na parte cultural e histórica, a cidade é quase imbatível.
O Pelourinho é parada obrigatória, tanto de dia, para conhecer bem a arquitetura e a história do local (as igrejas da Sé, de São Francisco e a matriz de São Salvador são obrigatórias), quanto de noite, para apreciar um pouco da cultura local e da boa culinária baiana (o Restaurante "Sorriso da Dadá", com as suas moquecas e bobós, é um deles).
Para compras no Mercado Modelo, utilize o Elevador Lacerda.
Para melhor se informar do que acontece, entrem em sites especializados ou então procure a agenda cultural distribuída pela Bahiatursa. Só evitem dar muita atenção a vendedores ambulantes (principalmente aqueles de fitinhas) e muito cuidado com os seus objetos pessoais e bolsas, pois como toda cidade grande e com excesso de turistas, tem um índice grande de furtos e roubos.
Os ensaios dos afoxés e grupos de percurssão, como o Olodum e a Didá, não são constantes, por isso se informem antecipadamente sobre essas apresentações.
A cidade também é bem servida de museus, galerias de arte e ateliês.
Vale a pena conferir alguma coisa dessa parte cultural (eu adoro o museu de geociências e o de Arte Sacra).
A Igreja do Senhor do Bonfim também é muito interessante, tanto para católicos quanto para não-católicos, mas cuidado, já levem as suas fitinhas, pois os vendedores do local vão conseguir lhe empurrar algo por um valor muito maior do que é justo (no Mercado doze fitinhas custam um real e os chaveirinhos que eles vendem por sete reais, não passam também de um real).
O Bonfim fica há quatro quilômetros do Pelourinho, pela Cidade Baixa.
Apesar da cidade ter uma boa sinalização, é importante ter um mapa em mãos para quem for alugar um carro (item que não é muito caro na cidade).
Praia, povo hospitaleiro e alegre, boa comida, cultura, bom divertimento e história, fazem da cidade de Salvador, um excelente destino dentro do nosso país.
Aproveitem!

terça-feira, 25 de maio de 2010

2ª Festa do Teatro

O grupo Parlapatões, Chaim Produções e J. Leiva Cultura & Esporte, promovem mais uma vez a "Festa do Teatro", que acontece entre os dias 28 de maio e 6 de junho.
Esse evento vai proporcionar ao público paulistano o acesso gratuito a mais de 180 espetáculos durante dez dias, incluindo tanto montagens realizadas por grupos teatrais autônomos quanto grandes produções.
Serão distribuídos 40 mil ingressos (30 mil para espetáculos adultos e 10 mil para infantis, uma novidade neste ano) entre os dias 27 e 29 de maio, em sete pontos da cidade. Para que todos tenham a chance de participar, será permitida apenas a retirada de um par de ingressos por pessoa.
Os sete postos para a distribuição dos convites são os seguintes:
- Teatro Municipal (centro de São Paulo);
- Biblioteca Mário Schenberg (Lapa);
- Biblioteca Paulo Setúbal (Vila Formosa);
- Biblioteca Pref. Prestes Maia (Santo Amaro);
- CCJ Ruth Cardoso (Vila Nova Cachoeirinha);
- Posto SP Escola de Teatro (Brás);
- Centro Cultural São Paulo (Vergueiro).
Antes de se dirigir a algum destes postos, entre no site www.festadoteatro.com.br e informe-se sobre os horários de funcionamento de cada um.
Algumas das peças e espetáculos que estão sendo oferecidos já são bem conhecidos do grande público.
É óbvio que eu não vou resistir em recomendar algumas!
Aí vai a minha lista: In on It (drama), o espetáculo circense "Oceano", os musicais Cats, O Som Da Motown, Emoções que o tempo não apaga, Hair Spray e diversas comédias (as minhas preferidas), como A alma boa de Setsuan, Adorei O que você fez, Inês - Gil Vicente por ele mesmo (onde o nosso caríssimo amigo Cleyton Fernandes é músico), Jogando no Quintal (em ano de Copa do Mundo é mais do que recomendada...), O Papa e a Bruxa, Os homens são de Marte … e é pra lá que eu vou (muito legal) e Toc Toc.
Aproveitem, mas muita paciência para enfrentar as longas filas e o despreparo de alguns atendentes.
Bons espetáculos...