Via Franca

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sábado, 23 de janeiro de 2021

Educação e cidadania - a questão do descarte de resíduos


O tema renderia um livro, mas serei bem sucinto e direto, utilizando-me de apenas um exemplo: a questão do lixo.

Há, por estes tempos, discussões acaloradas sobre tudo, num dualismo insano... Tudo parece se resumir entre visões de direita e esquerda, entre Bolsonaristas e contrários... Mas, na prática, vai muito além disso... Independente da visão ideológica (ou da ausência dela) há de se destacar que a consciência política, social, ambiental, ou melhor, humana mesmo, está em baixa, muito aquém do que esperamos para ter uma evolução naquilo que podemos imaginar para uma vida coletiva razoável.

Volto a repetir, ficarei apenas na questão do descarte de resíduos por parte da população... Quem separa o seu lixo (ah, "aquele lance dos recicláveis", isso mesmo)? Quem o acondiciona de maneira adequada e o descarta nos lugares corretos? Quem se informa e reproduz mensagens conscientes sobre o destino do que não mais desejamos, nas nossas casas? 

Andando de bicicleta, em uma avenida da minha cidade conhecida como Anel Viário, dias desses vi e fotografei as cenas que me indignaram e me fizeram escrever esta postagem...

Lixo e entulhos espalhados pela sua extensão (percorri apenas um pequeno trecho dela), colocados pelos próprios moradores... O que me deixa mais estarrecido é que há coleta regular e um centro de descarte de resíduos na região (que aceita praticamente tudo, menos o lixo doméstico, que já é recolhido pela concessionária autorizada pela prefeitura)...

Então, pensei bastante sobre tudo isso e é clara a necessidade de uma educação social e coletiva mais abrangente... Isso deveria ser iniciado na família, na criação dos filhos, estabelecido um contrato social para que todos entendessem a obviedade de certas regras para convivência mútua... Faz falta também uma educação formal com mais credibilidade, ou seja, uma escola que tenha as suas lições levadas a cabo pelos seus alunos e familiares, já que parte do que acontece em sala de aula, as suas discussões não são colocadas em prática... E também, claro, o cumprimento das leis já existentes e a fiscalização mais rigorosa  para coibir estes atos de agressão ao meio ambiente urbano... Além de vetor de doenças, o lixo espalhado pelas ias públicas causa outros impactos, como enchentes, mau cheiro, impacto visual negativo, atração de roedores, baratas e escorpiões, entre tantas outras coisas...

E não adianta tentar justificar com a questão de classes, atribuindo as imagens à uma população mais pobre, pois já frequentei muitos shows e festas de pessoas de maior renda (classe A, mesmo) e vi como deixaram o espaço após o final dos eventos...

A lura é árdua, inglória, mas jamais devemos abandoná-la, pois conquistar uma vitória neste campo, já significaria um grande passo para a conquista da sonhada cidadania dos habitantes de qualquer centro urbano!!!! 






quinta-feira, 23 de maio de 2019

Quando ainda há esperança




A imagem pode conter: 14 pessoas, pessoas sorrindo, árvore, criança e atividades ao ar livre


Estivemos em um estudo do meio, neste final de semana passado em uma fazenda em Cordeirópolis e num acampamento em Leme com alunos de 12 anos de um colégio particular, aqui de Guarulhos.
Alunos de classe média, média alta, com todas as suas qualidades e expectativas...
Muita recreação, mas também paradas para compreensão, sensibilização e entendimento de alguns pontos importantes de meio ambiente, história, geografia e outros temas de relevância pedagógica. Entre estes "estudos" havia uma conversa com rurícolas, mulheres trabalhadoras rurais, que vivem a dupla jornada que é comum a qualquer mulher que depende do seu esforço para manter o seu lar (em todos os sentidos).
Foi um papo bem gostoso, descontraído, com várias histórias e relatos bem realistas do cotidiano delas.
Após a pequena palestra, uma boa rodada de perguntas enriqueceu o bate-papo. Daí, para finalizar a atividade, aconteceu a famosa indagação: "há mais alguma pergunta"?
Foi quando uma das alunas levantou o braço e recebeu a palavra:
- "Posso lhe dar um abraço????"
E todos se levantaram e envolveram aquela mulher linda, em um grande abraço coletivo, estilo "bolinho de arroz"....
Sim, ainda há esperança... Justifica-se porque devemos apostar na educação boa parte das nossas fichas, sem precisar de blefe!!!!!
A imagem pode conter: 1 pessoa, sentado, árvore, criança, atividades ao ar livre e natureza

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Seminário "Questão indígena, os museus e a escola"


Participei na sexta-feira e no sábado do seminário "Questão indígena, os museus e a escola" que aconteceu no Instituto Moreira Salles (IMS) da Paulista e no Memorial da Resistência. Foi organizado pelas duas instituições mais o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP.
Além de professores/educadores estavam presentes representantes do educativo dos três museus, os seus respectivos coordenadores, alguns interessados leigos, entre outros. A grande maioria dos presentes eram da escola pública (principalmente da rede municipal de São Paulo).
Foi instigante, estimulante e altamente provocativo, além de mostrar informações atualizadas sobre os rumos da questão indígena no nosso país. Para mim, foi um "soco no peito" bem dado, daqueles que te deixam sem ar por alguns momentos... Mostrou o quanto a nossa população (me incluo neste universo) é desinformada e negligente sobre a atual situação dos povos indígenas no Brasil. E também quanto a escola é omissa no trato dela. Mesmo com a obrigatoriedade imposta pela lei 11.645 (que está ameaçada pelo atual Ministério da Educação) os docentes e seus pupilos ainda sonegam o tempo necessário para discutir as questões mais relevantes dos índios remanescentes no nosso país. Inclusive, com conteúdos ainda baseados numa visão colonialista e distorcida sobre os habitantes originais de Pindorama. Alei, muito discutida nas várias rodas de conversa, descumprida pela maioria das instituições escolares ainda traz uma brecha de não obrigatoriedade das informações e trabalho (com disciplinas específicas) nas faculdades e universidades de licenciatura espalhadas pelo país, que teoricamente são formadoras de futuros professores.
Eu vou escrever e publicar neste blog, uma postagem específica sobre cada um dos momentos este evento, mas consigo fazer agora um resumão sobre as suas atividades.

Na parte da manhã do primeiro dia, o debate foi com o curador da exposição sobre o povo Yanomâmi no IMS, Thyago Nogueira, que passou uma breve descrição da fotógrafa e ativista Cláudia Andujar (ou Cláudia Yanomâmi, como ela gosta de assinar), destacando a sua trajetória de vida, que passou pelos horrores da perda família paterna (e do prórpio pai, judeu) nos campos de extermínio nazistas. E como culminou com o ativismo e documentação dos Yanomâmis... Depois, veio a fala do genial e muito lúcido Ailton Krenak, que deleitou a plateia com o seu conhecimento acadêmico e prático sobre a questão indígena. Discutiu muito os esteriótipos, a perseguição histórica aos povos nativos pelo colonialismo (ressaltando que acontece até hoje) e especificou como a escola pode ser aliada no combate a eles... Temas atuais como o rompimento das barragens de rejeitos de mineração, do avanço do agronegócio e mineradoras sobre terras e reservas indígenas, a decadência da qualidade de vida destes povos, a perseguição política a líderes e ativistas e até a prática de extermínio (genocídio mesmo) de séculos também vieram à tona neste debate. Saí de lá, extasiado e ao mesmo tempo muito incomodado.

À tarde, foi feita uma visita guiada à exposição da Cláudia Andujar (7º e 8º andares do MIS) com a equipe do educativo do museu, com um longo bate-papo e reflexões com o grupo de educadores e coordenadores do local. Como eu já conhecia o trabalho dela (há uma galeria inteira no Museu do Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais) não tive o mesmo impacto que alguns presentes que estavam em contato com a obra pela primeira vez. Mas, como sempre saí com uma mistura de encantamento e aflição... Valeu muito para complementar o que foi discutido na parte da manhã.
No sábado, segundo dia do encontro, nos reunimos no Memorial da Resistência, bairro da Luz. 
Local emblemático que guarda uma memória obscura dos períodos de atuação do famigerado Deops no país. Já fomos recebidos por vídeos de rituais e músicas dos Tupinambás e pela maravilhosa música cantada por vários artistas (indígenas e não-indígenas) que lembra a importância da demarcação das terras ("Demarcação Já).

Como no dia anterior, a parte da manhã foi com uma mesa redonda que contou com a presença das coordenadoras do MAE (Marília Xavier Cury) e do MR (Marília Bonas), além de lideres dos Kaingangs do oeste paulista, a pajé Dirce Jorge Lipu Pereira e Susilene Elias de Melo, mais o brilhante Casé Angatu Xukuru Tupinambá, de Olivença (BA).
Já escrevi no início que farei publicações individuais de cada da deste evento, mas vale resumir o que foi debatido. A questão central foi a violência do processo de apagamento da herança indígena, que é histórica, mas que ainda continua intensa no século XXI. Muitas palavras contra a força da Bíblia (imposição cultural) e da bala (violência física) contra as diferentes comunidades, próximas à cidade ou "protegidas" por áreas mais isoladas (as aspas são necessárias). Foram listadas dificuldades de fixação nas suas terras originais e na continuidade da sua cultura e costumes, além da ameaça de morte (muitas consumadas) contra os seus principais líderes. Momento intenso, de muita reflexão e revolta contra a omissão e descaso de todos nó brasileiros.

Depois do almoço, fomos visitar a exposição "Ser essa terra: São Paulo cidade indígena", no 3º andar do memorial, com os seus curadores Daniel Kairoz e Marília Bonas nos ciceroneando... Como o próprio nome já diz, retrata a presença histórica e atual de povos indígenas na cidade de São Paulo e arredores. Após a visita, um dos educadores do MAE-USP, Maurício André da Silva fez uma roda de conversa sobre a exposição de março também de temática indígena de grupos do meio oeste paulista (no caso Kaingang, Terena e Guarani Nhandewa) intitulada "Resistência Já! Fortalecimento das culturas indígenas".
Os dois dias me trouxeram muita reflexão e criaram um sentimento de inatividade, quebrado pela necessidade de ação. Com certeza, levarei estas discussões adiante e espero atuar mais positivamente nesta causa que acredito muito e julgo fundamental para a continuidade da história brasileira como nação soberana...
Como disse o Casé Angatu,: "Dizem que no Brasil todo mundo tem sangue de índio. Só que em alguns correndo pelas veias; em outros nas mãos"... A nossa omissão também corrobora com este extermínio.




sábado, 26 de janeiro de 2019

O futuro da educação no nosso país


Há 28 anos atrás eu entrava pela primeira vez em uma sala de aula, num colégio da zona norte de São Paulo, mais precisamente no bairro do Tremembé... Eu estava ainda no meu primeiro ano de faculdade e enxergava o mundo com olhos bem diferentes de hoje...
Em todo este tempo nunca me arrependi da escolha pelo magistério e boa parte das minhas iniciativas empreendedoras (com raras exceções) foram ligadas diretamente à educação. Inclusive, no turismo, uma outra atividade que amo, trabalho com o pedagógico.
Tive altos e baixos nesta caminhada, mas nunca desisti... Pelo contrário, sempre acreditei no papel transformador e revolucionário da educação.
Mesmo com mais de duas décadas na mesma instituição de ensino, sou antenado ao que acontece em outras escolas e na academia. Leio bastante sobre pedagogia, ainda hoje revejo textos que li na época de faculdade e converso muito, mas muito mesmo com os meus pares.
Nesta semana uma amiga de infância da minha terra natal, Franca, entrou em contato comigo pois o seu filho mais velho, aluno do segundo ano do Ensino Médio, quer fazer faculdade de Geografia para ser professor... Fiquei exultante com a escolha dele e, principalmente pelo estímulo dado pela sua mãe, algo que não é comum quando um adolescente exterioriza a sua vontade de entrar na nossa carreira. Em alguns casos que ouvi de ex-alunos que manifestaram o desejo de ingressar em um curso de licenciatura, a família chegou a desencorajá-los (dá uma tristeza quando isso acontece)...
Como disse, sempre militei na área, briguei por melhores condições e participei ativamente do processo pedagógico em vários momentos. Vi como muitos tentaram diminuir a importância do nosso papel na sociedade (oras, a educação é a base de tudo), mas como disse anteriormente nunca desisti... Mas, nos últimos meses, tenho acompanhado com preocupação os acontecimentos e tentativas de desmoralização da escola e dos seus professores... O ápice de tudo isso, o que me deixou mais estarrecido foi a última fala da atual ministra da mulher, família e direitos humanos, Damares Alves, que defendeu o ensino familiar (isso mesmo, dado pelos pais da criança) como mais eficiente que aquele ministrado em sala de aula. Vou ser mais direto; ela defende que muitos pais possam ser amparados por lei para não enviarem os seus filhos para a escola, desde que desenvolvam o aprendizado em casa (hoje, TODOS tem por "força de lei" encaminhar a criança para uma instituição formal e legalizada de ensino)... Apesar do absurdo da proposta, ela tem apoiadores e como será encaminhada ao Congresso (podendo ser uma medida provisória) entendo que é defendida pelo governo.
Além de transformarem os educadores em párias, inimigos do país, estão tentando nos excluir da formação individual e coletiva dos futuros cidadãos ("cidadãos", caro presidente do INEP)... Fico imaginando como um médico receberia a notícia que a ida a hospitais e consultas clínicas não serem mais necessárias, bastando cada mãe ou pai, com a sua sensibilidade e conhecimento, diagnosticar o problema do seu filho e receitar o tratamento e os remédios necessários para a sua recuperação...
Fiquei com um nó na garganta, com um azedo no fundo da boca... Mas, confesso, nem com todos estes contratempos cederei. Continuarei firme no meu propósito e na pretensão de ser um diferencial na vida dos meus alunos... 
A educação é a base de tudo! Todas as sociedades que evoluíram significativamente nas últimas décadas usaram a educação como revolução e o professor como artífice de mudanças... A cultura, o conhecimento, a prática da coletividade e convivência (literalmente aprender a conviver em sociedade) são fundamentos da escola. Por isso, vamos salvar a educação no nosso país. Não podemos deixar o discurso rancoroso e o fanatismo conduzirem o Brasil a uma situação semelhante ao que aconteceu em alguns países do oriente e da África, em que até o ensino para mulheres é proibido. O Talibã surgiu e se consolidou no Afeganistão e Paquistão em um contexto muito parecido...
A educação é libertadora... O conhecimento e a cultura rompem as amarras da ignorância, eles nos libertam...
"Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo..." (Paulo Freire)

quarta-feira, 17 de abril de 2013

9 Encontros Sobre arte Contemporânea Brasileira

Reproduzo "ipsis literis" um email que recebi da Fundação Bienal.
Vale muito a pena conferir...

9 ENCONTROS SOBRE ARTE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA

O Educativo Bienal promoverá 9 Encontros sobre a Arte Contemporânea Brasileira entre os dias 24 de abril e 28 de setembro. O curso de 30 horas tem a proposta de refletir sobre conceitos, artistas e obras da 30 X Bienal, mostra que acontecerá de 17 de setembro a 8 de dezembro, celebrando os 60 anos da Fundação Bienal de São Paulo.

Com a intenção de conversar sobre as experiências pessoais como formas de aproximação com a arte, os encontros de formação também contarão com Ações Poéticas que propõem experiências estéticas, como outras formas de entendimento da arte e estímulo à percepção.

Fazendo a sua inscrição, você pode escolher os encontros dos quais participará. No final do curso (28 de setembro), entregaremos um certificado contemplando o número total de horas que cursar.

INSCREVA-SE!


PROGRAMA DO CURSO

1º encontro:30 X Bienal
24 de abril (qua), das 19h às 22h
Conteúdo abordado: projeto curatorial e projeto educativo
Palestrante: Paulo Venâncio Filho e Stela Barbieri

2º encontro:Quantos vermelhos existem no mundo?
06 de maio (seg), das 19h às 22h
Artistas abordados: Antonio Manuel e Milton Dacosta, entre outros
Palestrante: Stela Barbieri

3º encontro:Onde começa a forma?
13 de maio (seg), das 19h às 22h
Artistas abordados: Hélio Oiticica e Iole de Freitas, entre outros
Palestrante: Pablo Tallavera

4 º encontro:Qual o espaço do esquecimento?
27 de maio (seg), das 19h às 22h
Artistas abordados: Maria Martins e Nuno Ramos, entre outros
Palestrante: Matias Monteiro

5 º encontro: Como se ocupa o espaço?
17 de junho (seg), das 19h às 22h
Artistas abordados: Artistas da Geração 80
Palestrante: Carlos Barmak

6 º encontro:Quando o objeto vira imagem?
24 de junho (seg), das 19h às 22h
Artistas abordados: Luiz Sacilotto e Abraham Palatnik, entre outros
Palestrante: Elaine Fontana

7 º encontro:Quando vira arte?
12 de agosto (seg), das 19h às 22h
Artistas abordados: Cildo Meireles e Nelson Leiner, entre outros
Palestrante: Ricardo Miyada

8 º encontro:Material é imaterial?
26 de agosto (seg), das 19h às 22h
Conteúdo abordado: Material educativo e artistas da mostra
Palestrante: Stela Barbieri

9 º encontro:Visita orientada à exposição
28 de setembro (sáb), das 10h às 17h


SERVIÇO:
9 Encontros Sobre Arte Contemporânea Brasileira
Datas: 24/4, 6/5, 13/5, 27/5, 17/6, 24/6, 12/8, 26/8, 28/9*
Horário: das 19h às 22h*
*no dia 28/9, a visita ocorrerá entre as 10h e 17h
Local: Pavilhão da Bienal - Parque do Ibirapuera, Portão 3 – Auditório da Bienal (Lounge Bienal/Porão das Artes)
Público: professores, educadores sociais, estudantes e interessados.
Informações: (11) 5576-7611 | educativo@bienal.org.br

É necessário talão de Zona Azul para estacionar no parque. Traga o seu! E não esqueça: o cartão de 1 hora, no parque, vale por 2 horas.


SOBRE OS PALESTRANTES:

Paulo Venâncio
É curador da 30 X Bienal, exposição que acontecerá no segundo semestre de 2013 em comemoração aos 60 anos de Fundação Bienal. Possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1983), mestrado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992) e doutorado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1998). Atualmente é professor titular da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em História da Arte, atuando principalmente nos seguintes temas: arte contemporânea, arte brasileira, crítica de arte, pintura e cultura brasileira.

Stela Barbieri
Artista plástica, curadora educacional da Fundação Bienal de São Paulo desde julho de 2009, e diretora da Ação Educativa do Instituto Tomie Ohtake, desde agosto de 2002. Educadora há 25 anos na Escola Experimental Vera Cruz, atualmente é assessora de artes da Educação Infantil e Ensino Fundamental Ciclo I. É também assessora de artes das escolas Castanheiras e Nossa Senhora das Graças. Participou durante sete anos do programa “Escola que Vale” da ONG CEDAC (Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária) desenvolvendo oficinas de artes em várias regiões do país para professores de escolas públicas. Stela é também contadora de histórias e autora de livros infanto-juvenis.

Pablo Tallavera
Artista plástico, educador e pesquisador. Formou-se em Educação Artística pela FAAP em 2006 e trabalha com arte e educação há oito anos. Atuou como educador em várias exposições e instituições culturais de São Paulo, fazendo visitas educativas e cursos de formação para professores e educadores. É coordenador da formação de educadores da Fundação Bienal de São Paulo, pesquisador em processos experimentais de educação em exposições de arte e em processos artísticos contemporâneos a partir do seu trabalho em pintura. Também é pesquisador musical e atua como DJ de eventos culturais.

Matias Monteiro
Possui mestrado em Arte na linha de pesquisa de Poéticas Contemporâneas (2008) e bacharelado em Artes Plásticas (2004) pelo Instituto de Artes da Universidade de Brasília. Atua como artista, curador, professor e junto a programas educativos em museus e espaços culturais. Tem experiência na área de Arte, com ênfase em Artes Plásticas, atuando principalmente nos seguintes temas: Arte moderna e contemporânea, Arte e Psicanálise, Poéticas Contemporâneas, Fruição e Apreciação da obra, Educação em Museus, Expografia Moderna e Paedoestética e Poéticas do Infantil. Atualmente é graduando do curso de Museologia da Universidadede Brasília.

Carlos Barmak
Educador, artista plástico, artista gráfico e compositor. Formado pela London International Film School, Londres em 1982. Trabalhou como assistente de atelier e montagem do artista plástico americano Dennis Oppenhein, Nova York,1984. Foi coordenador geral e de criação do Setor Educativo do Museu de Arte Moderna de São Paulo – Educativo MAM, de 1997 a 2004. Coordenador geral do Setor Educativo do Instituto Moreira Salles, de 2005 a 2007. Coordenador pedagógico do Instituto Rodrigo Mendes. Professor formador do Programa Escola Que Vale- Do Centro De Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac). Professor de cursos de arte contemporânea para público em geral, professores e educadores do Instituto Tomie Ohtake. Coordenador de Ensino do Educativo da Fundação Bienal de São Paulo.

Elaine Fontana
Especialista em educação e curadoria pelo MAC/USP e graduada em Artes Visuais, bacharelado e licenciatura pela FMU. Integra equipe da área de ação educativa do Museu Lasar Segall há 8 anos e está atualmente na coordenação de equipe e projetos. Por dois anos exerceu cargo de professora na rede estadual de ensino de São Paulo e desde 2003 trabalha como educadora em diversas instituições culturais. Atualmente coordena a formação de educadores da Bienal de São Paulo, onde trabalha desde 2010.

Ricardo Miyada
Educador, escritor, fotógrafo e cineasta, trabalha no Educativo Bienal de São Paulo como palestrante e produtor de conteúdo. Em 2010, ministrou oficina de vídeo no SPA das Artes, no Recife e, em 2011, curso de fotografia no Instituto Tomie Ohtake (ITO). Escreveu material educativo de professores e alunos para o ITO e para o Museu de Arte do Rio de Janeiro. Ingresso no Curso Superior do Audiovisual da Universidade de São Paulo em 2008, trabalhou durante dois anos no CINUSP Paulo Emílio, produzindo mostras, workshops e catálogos para os membros da universidade. Realiza curtas-metragens como diretor, fotógrafo e roteirista. Em 2010, corroteirizou o episódio piloto e o projeto de série animada "Platz na Cidade", realizado pelo AnimaTV.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Mostra "Expressões da Revolução"

Dica legal da profª. Helena, de geografia, lá do Mater. Reproduzo "ipsis literis" o que recebi, via email:

Mostra “Expressões da revolução”.
Atividade reúne exposição fotográfica, debates e filmes sobre as revoluções que tomaram o Egito e outros países do mundo árabe em 2011
Entre os dias 18 e 22 de maio, o ICArabe realiza, em parceria com a Matilha Cultural, o Festival Medrar (Cairo), a Cinemateca Francesa e com o apoio da Oboré, a mostra “Expressões da Revolução”. Fazem parte da atividade uma exposição do fotógrafo tunisiano Hamideddine Bouali, dois debates e exibição de filmes e documentários.
Na quarta-feira, 18, Maged El Gebali (Egito) e Paola Giraldo (cientista política e porta-voz da revolução egípcia para a América Latina, no período em que a internet ficou cerceada) debatem os
recentes acontecimentos políticos que culminaram com a queda do
ditador Mubarak,no Egito.
Já no dia 19, quinta-feira, Soraya Smaili (diretora cultural e científica do ICArabe), Marcia Camargos (escritora e historiadora) e Paola Giraldo participam de uma mesa de tema “A Mulher e a revolução no mundo árabe”. No sábado, 21, está programada ainda uma teleconferência com Aalam Wassef sobre “Mídia tática e guerrilha de informação no processo revolucionário do Egito”.
A exibição de filmes acontece de 20 a 22 de maio e traz produções de países como Egito, Líbano, Iraque, Marrocos, França, Estados Unidos e Áustria. O destaque vai para a obra de Ahmad Sherif, realizada durante a ditadura de Mubarak e vencedora do prêmio Ars Electronica.
As atividades acontecem na Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas, 542, Centro, São Paulo) e são gratuitas.

Serviço
Mostra Expressões da Revolução
18 a 22 de maio
Local: Matilha Cultural - Rua Rêgo Freitas, 542, Centro, São Paulo
Realização: Matilha Cultural, ICArabe, Festival Medrar (Cairo) e
Cinemateca Francesa

Programação completa

Exposição fotográfica de Hamideddine Bouali.
Fotógrafo da Tunísia, onde se deu o início de toda movimentação na região do Magreb e Oriente Médio.

QUARTA DIA 18/05
20h00 - Informações diretas sobre a revolução do Egito
com a presença de Maged El Gebali (Egito) e Paola Giraldo (cientista política e porta-voz da revolução egípcia para America Latina durante o período de cerceamento da internet no Egito)

QUINTA DIA 19/05
20h00 - A Mulher e a Revolução no Mundo Árabe
com a presença de: Soraya Smaili (ICArabe), Paola Giraldo e Márcia Camargos

SÁBADO DIA 21/05
16h00 - TELECONFERÊNCIA com: Aalam Wassef
Mídia tática e guerrilha de informação no processo revolucionário do Egito.

Filmes

SEXTA DIA 20/05
21h00 - Programa Egito ativista e Medrar novas expressões Ahmad Sherif Documentary - 9min (2008) Cairo
Documetação apresetada no OK Museum of Contemporary Art, Linz (Austria) Prêmio Ars Electronica e menção honrosa na categoria Hybrid Arts.
Ahmed Sherif foi o codnome usado pelo artista Aalam Wassef para atuar durante a ditadura de Mubarak. Esse vídeo é um apanhado das ações de mídia tática e guerrilha de informação contra o regime e apresentam a criatividade tanto nas estratégias como nas formas artísticas produzidas por ele durante os últimos seis anos de ditadura.
Fluttering Selfhoods - 46min - programação Medrar de vídeos (Cairo)
The Princess, 3min, 2009 - Dir: Asmaa and Hind El kolaly
A Letter to A Lover, 2min, 2007 - Dir: Shereen Lotfey
Kekh, 6 min, 2007 - Dir: Hosam Elsawah
Don't Resign, 3min, 2008 - Dir: Ahmed Elshaer
Volume, 2min, 2010 - Dir: Yara Mekawei
Short film "more or less", 11:20, 2010 - Dir: Nada Zatouna
The Trip, 18:47, 2009 - Dir: Ahmed Nabil
22h15 - Reel Bad Arabs - Como Hollywood Vilificou um povo
Dir: Sut Jhally - documentário (EUA) (50min) (2006)

SÁBADO DIA 21/05
16h00 - TELECONFERÊNCIA com: Aalam Wassef
17h00 - Reel Bad Arabs - Como Hollywood Vilificou um povo
Dir: Sut Jhally - documentário (EUA) (50min) (2006)
18h15 - Sob as Bombas (Sous les bombes)
Dir: Philippe Aractingi – DocuFicção (França-Líbano) (98min) (2007)
20h00 - Programa Egito ativista e Medrar novas expressões
Ahmad Sherif Documentary - 9min (2008) Cairo
Fluttering Selfhoods - 46min - programação Medrar de vídeos (Cairo)
21h00 - Caos (Heya Fawda)
Dir: Yoseff Chahine - Ficção (Egito) (124min) (2007)

DOMINGO DIA 22/05
17h00 - Sobre Bagdad
Dir: Sinan Antoon - documentário (Iraque) (90min) (2004)
18h45 - Programa Egito ativista e Medrar novas expressões
Ahmad Sherif Documentary - 9min (2008) Cairo
Fluttering Selfhoods - 46min - programação Medrar de vídeos (Cairo)
20h00 - Harragas
Dir: Merzak Allouache - docuFicção (Marrocos) (95min) (2009)

sábado, 7 de novembro de 2009

Um blog quase "para mim mesmo"

Muitas pessoas já me conhecem do Colégio Mater Amabilis ou do Cursinho Orientação, ambos de Guarulhos. Também fiz muitas amizades (algumas consegui conservar até hoje) nos vários cursos que já fiz (alguns nem terminei), na UnG, USP, PUC/SP, ABL, entre outros...
E muitos desses amigos conhecem bem o meu lado hedonista e aventureiro (hoje, bem menos do que antes, infelizmente) e, por isso, trocam muitas "figurinhas" a respeito de viagens, peças de teatro, filmes, restaurantes e outras formas de "bem viver a vida".
Recebo e dou algumas boas dicas (algumas nem tanto, rsrsrs) sobre tudo isso.
Então resolvi criar um espaço para colocar a público tudo o que me interessa em relação a atividades de lazer e cultura. É claro, que o abro também para a postagem dos amigos (esses sim, vão enriquecer muito essas linhas).
Como sou professor (e sempre serei...) não conseguirei me abster das indicações de forte "cunho pedagógico e educacional", inclusive daquelas que ajudo a desenvolver no cotidiano do colégio em que trabalho.
Apesar de viver na região metropolitana de São Paulo, procurarei ampliar a área de atuação desse blog, comentando eventos e lugares de todo o país (quanta pretensão, né)!!!!!
Bom, se até o Mano Menezes é seguido por milhões no Twitter, quem sabe eu não consiga ser lido por algumas pessoas fora do meu universo familiar (aos meus amigos corintianos: isso foi só uma brincadeirinha, tá).
E oxalá, receba até bons comentários e críticas de tudo o que será postado aqui.
Boa sorte "para mim mesmo"!!!!!!!!!!!