Via Franca

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Prorrogada a exposição do Alphonse Mucha


A exposição "Alphonse Mucha: o legado da Art Noveau" foi prorrogada até o dia 26 de janeiro no Centro Cultural da Fiesp, da Avenida Paulista.
Eu fui no final do ano passado e amei... A exuberância e o detalhismo das pinturas, cartazes e rótulos de produtos, criados no final do século XIX e início do XX pelo tcheco Mucha, além de encantar, nos hipnotiza.
E a curadoria da exposição teve um grande mérito de deixá-la bem didática, com divisões que facilitam o olhar de observadores leigos, como eu... As quase 100 obras provenientes da Fundação Mucha (de Praga) e de outras coleções internacionais que compõem a primeira exposição do artista no Brasil (considerado o principal expoente da Art Noveau) estão divididas em quatro seções temáticas: Mulheres - Ícones e Musas, O estilo Mucha - Uma linguagem visual, A beleza - O poder da inspiração e Continuidade do "estilo Mucha" (que inclui o legado do artista no psicodelismo de posteres, capas de LPs e quadrinhos na década de 70).
Os cartazes para os espetáculos teatrais de Sarah Bernhardt (realizados na França, entre 1894 e 1900) e a série chamada "Epopeia Eslava", elaborados entre 1912 e 1930 são sublimes - para mim já valem a ida até a mostra.
Vale a visita. É surpreendente...


Local: Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp
Avenida Paulista, 1313 (próximo à estação Trianon-Masp da linha Verde do Metrô)
Terça a sábado das 10h às 22h e domingos das 10h às 20h. Gratuito. Classificação livre.











domingo, 12 de janeiro de 2020

Franz Weissmann no Itaú Cultural


As férias escolares ainda estão rolando, então o grande barato é explorar a multicultural Sampa City (inclusive, saiu nesta semana que a cidade é o segundo destino mais procurado por viajantes no mundo)...
Uma dica muito legal é o Itaú Cultural que fica no comecinho da Paulista, na esquina do Sesc, próximo da Casa das Rosas. Além de ter um café bem descolado, sempre acontecem exposições e intervenções culturais bem diferentes.
Uma das que visitei foi a do austríaco radicado no Brasil, Franz Weissmann... Eu sempre curti as suas esculturas em grandes dimensões, localizadas em calçadas e parques de diversas cidades do país, como Rio de Janeiro e São Paulo (como não amar a "Flor Tropical" lá do Memorial da América Latina). Inclusive, é um dos artistas de esculturas mais facilmente reconhecíveis por mim (mesmo status do Brennand), trabalhando a dureza e a resistência do aço de forma leve e equilibrada (as peças, esculturas imensas, parecem flutuar, apoiadas em apenas três pontos). João Cabral de Melo Neto chegou a escrever "Poema é coisa de ver, é coisa sobre o espaço, como se vê um Franz Weissmann, como não se ouve um quadrado"... É mais ou menos por aí, rsrs.
Considero uma experiência única circundar as suas obras, muitas delas coloridas, com tons bem marcantes, denotando um estado de espírito do artista, que modificam-se na medida que o olhar as contempla de ângulos diferentes. Um vazio que nos impressiona, ao mesmo tempo que hipnotiza a geometria torcida de muitas das suas formas.
São três andares com fotos, objetos, projetos, maquetes (amoooo) e, claro, um belo conjunto de peças escolhido com muita sensibilidade pela curadoria.

O Itaú Cultural fica na Avenida Paulista, 149 (próximo ao Metrô Brigadeiro, da Linha Verde) e funciona de terça a domingo das 9h às 20h (nos finais de semana abre às 11h). Gratuito...
Vai até o dia 09 de fevereiro.










sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Holi Kirtan - Festival das Cores na Fazenda Nova Gokula

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Acontece neste final de semana, nos dias 07 e 08 de setembro, na Fazenda Nova Gokula, em Pindamonhangaba (Vale do Paraíba paulista), mais um Holi Kirtan - Festival das Cores (o verdadeiro, rsrs).
São esperadas milhares de pessoas para celebrar a chegada da primavera (oficialmente só daqui a algumas semanas), com muita música, comida vegetariana, aula coletiva de yoga, dança circular meditativa, espaço kids, trilhas contemplativas, tirolesa, banhos de rio e a tradicional alegria de devotos e simpatizantes (e do público em geral, também que é sempre bem recebido na fazenda).
O evento é gratuito e recomendado a todos os públicos.
Ahh, e parece que a chuva vai dar um tempo neste período... Aparece por lá, eu garanto que será inesquecível.
A Fazenda Nova Gokula fica na estrada jesus Antônio de Miranda s/n - Ribeirão Grande - Pindamonhangaba (SP). É só perguntar na região como chegar nos "hares" que todo mundo informa, rsrs...

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Festival de jazz e blues no Parque Villa Lobos

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Acontece neste sábado, dia 27 de julho, no Parque Villa Lobos o 5º Festival BB Seguros de Blues e Jazz.
Criado com o intuito de ser "um dia para ser curtido com a família" o evento teve imenso sucesso nas edições anteriores, que aconteceram não só em São Paulo, com também em algumas capitais de estados brasileiros (segundo os organizadores, mais de 300 mil pessoas já curtiram os 132 shows desde a criação do festival). Daí, a escolha de parques, lugares abertos e democraticamente frequentados por pessoas de todas as idades e que facilitam um bom convívio social.
A programação começa às 11h e tem as seguintes atrações:
11h - Festival BB Seguros Brass Band
11H35 - Dynamic Jazz Quartet
12h40 - Tributo a Eric Clapton, com O Bando
13h45 - Ricardo Herz Trio
14h50 - Thiago Espírito Santo convida Maurício Einhorn
16h10 Sérgio Dias convida Luiz Carlini
17h30 - The Robert Cray Band, um dos maiores nomes do blues mundial, vencedor de 5 Grammys, encerra o festival.
Além das atrações artísticas haverá também oficina de desenho e colagem, de malabares, pintura facial e escultura de balão (as atividades infantis acontecem por ordem de chegada e também tem início às 11h)...
Tudo gratuito. Das 11h às 19h.
O Parque Villa Lobos fica na Av. Professor Fonseca Rodrigues, 2001 - Alto de Pinheiros -São Paulo (SP) -Próximo à estação Villa Lobos/Jaguaré da linha 9 - Esmeralda da CPTM.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Histórias, Culturas e Territorialidades Indígenas na Cidade De São Paulo


O professor Casé Angatu Xukuru Tupinambá (juntamente com Adriano Cara de Gato tupinambá) vai ministrar um curso no próximo final de semana no SESC 24 de Maio em São Paulo (SP) refletindo sobre a presença indígena nas memórias, histórias, culturas, identidades e territorialidades da cidade de São Paulo, no Brasil e em nós mesmos.
O curso está dentro da programação "Abril Indígena" da entidade e é grátis (mas, requer inscrição prévia).
No sábado, dia 27 de abril, das 10h às 18h uma troca de saberes, experiências, conhecimento e vivências será feito no próprio local.
Já no domingo, dia 28 de abril, das 13h às 16h30, a proposta é uma caminhada (intitulada "Caminhada Memórias dos Povos Originários na Piratininga Pauliceia") saindo do SESC 24 de Maio em direção à Praça da Sé, Liberdade e Bixiga, com o objetivo de resgatar a memória, a identidade, os saberes e o protagonismo dos povos originários que constituíram e ainda constituem a Pauliceia, que também é chamada de Piratininga (peixe seco). Há a possibilidade de adentrar o Museu Padre Anchieta no Pateo do Colégio. neste caso, o custo com o ingresso de acesso ao museu é de responsabilidade do próprio participante da atividade (R$8,00 inteira, R$4,00 meia e R$2,00 para aposentados ou maiores de 60 anos).
Durante o curso haverá exposição e venda de produtos de arte(sanato), produtos e frutos do manejo indígena de Olivença, sul do estado da Bahia, como colares, pulseiras, cocares, maracás, flechas, arcos, farinha de mandioca, azeite de dendê, leite de coco e licores indígenas (gengibre, jenipapo e cacau), além da venda dos livros "Nem tudo era italiano - São Paulo e pobreza na virada do século XIX -XX" do Casé Angatu e a obra coletiva "Índios no Brasil - vida, cultura e morte", com participação também dele.
Esta unidade do Sesc fica na rua 24 de maio, 109, centro de São Paulo (SP).
Imagem do último evento que fizemos com o Casé Angatu no Pateo do Colégio, em 14/04/2019

Mais informações nos links a seguir.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Museu de Arte Contemporânea e Restaurante Vista


O MAC - Museu de Arte Contemporânea de São Paulo funciona em um prédio projetado pelo Oscar Niemeyer ligado ao Parque do Ibirapuera pela famosa passarela (onde funcionou por décadas o Detran).
Tem oito andares, onde seis deles são destinados à exposições temporárias e do seu enorme acervo. Só por este motivo já valeria a visita, pois conta com obras de artistas expressivos como Chagal, Portinari, Tarsila do Amaral, Volpi, Picasso, Di Cavalcanti, entre tantos outros. Mas, também possui uma das vistas mais legais da cidade de São Paulo, com o parque à sua frente e com a possibilidade de ver o por do Sol sobre prédios em um horizonte bem limpo.
Há também no seu oitavo andar um badalado bar, o Obelisco, e um restaurante (o Vista) de alta gastronomia com uma boa carta de drinques.
Na última sexta-feira dei uma passadinha por lá, depois de passar a tarde entre o MAM e as alamedas do Ibirapuera, dando um rolê de bicicleta. Como o MAC fecha somente às 21h, resolvi dar uma estendida no meu dia entre as obras do museu e o êxtase de mais um ocaso colecionado, além das boas sensações de um jantarzinho no restaurante do local.




Como disse o acervo do MAC sempre me impressionou e não entendo como ele está sempre vazio... Curti muito a exposição "Ecos mecânicos: a máquina de escrever e a prática artística", que mostra "como uma espécie de tipografia padrão, no caso a da própria máquina de escrever, funcionou como uma prensa capaz de associar a escrita, a fala e a publicação, além da sonoridade característica de suas teclas que a torna um instrumento musical percussivo" ( trecho retirado do descritivo da mostra) a ponta de seus tipos serem usados na produção de muitas obras, desde a poesia concreta até as mais recentes intervenções usando as já ultrapassadas Remingtons, inclusive na exposição vi que a primeira máquina de escrever foi inventada por um padre paraibano, brasileiro, João Francisco de Azevedo e que foi "apropriada" pelo americano que dá nome à famosa marca... Ela vai até outubro de 2019 e vale muito a pena conferir.

Há outras que também gosto bastante e que sempre que passo pelo museu dou uma nova espiadinha, como as de longa duração que mostram uma parte do seu rico acervo.
Mas, como disse, além deste maravilhoso tour por expressivas obras, há também a possibilidade de concluir o dia em um espaço bem produzido e com boa culinária, tomando um drinque (gosto desta forma) no seu terraço.
Funcionando desde abril do ano passado o Restaurante Vista oferece um cardápio com poucas opções, mas que flana pela culinária regional de várias partes do nosso país... Na minha última visita experimente as crocantes "croquetas de pupunha" com um recheio vegetariano bem cremoso, acompanhadas de um refrescante Aperol Spritz... Depois do por do Sol (que estava deslumbrante) adentrei ao espaço envidraçado onde as refeições são servidas e escolhi uma moqueca capixaba em que camarões e peixe nadavam sobre um molho feito à base de dendê e coentro (não adianta torcer o nariz, pois é o melhor tempero para ensopados de peixes, rsrs), com uma taça de Sauvignon Blanc.
O atendimento da equipe é cordial, mas o local enche muito rapidamente (vale a pena fazer uma reserva), fato que não causa muito estresse, pois a espera pode ser no terraço, com a maravilhosa vista da cidade já mencionada.




O Bar Obelisco, da mesma equipe, que fica ao lado, cobra uma entrada, na forma de couvert artístico, bem salgada (R$50,00) também é uma boa opção para quem não quer fazer a refeição e sempre tem música ao vivo estendendo a balada até altas horas da madrugada.
Prepare o bolso, pois tudo isso tem um preço compatível com a qualidade e exclusividade dos lugares, mas vale a pena uma pequena extravagância em nome das sensações vividas, rsrs...
Um ambiente mais informal (o Vista Café) também funciona até as 18h no mezanino do museu, com a exclusividade de pratos e iguarias com a mesma assinatura do oitavo andar, além de poder levar o seu pet (depois de um passeio pelo Ibirapuera, vale dar uma passadinha por lá).
O complexo museu, bar, restaurante, café fica na avenida Pedro Álvares Cabral, 1301, bem em frente ao Parque do Ibirapuera. O estacionamento e a entrada são gratuitos. Funciona de terça a domingo das 10h às 21h. O seu telefone é (11) 2648-0254.
O Restaurante Vista fica no oitavo andar e funciona de terça a sábado das 19h à meia-noite e no almoço aos sábados e domingos das 12h às 16h. Reservas nos números (11) 2658-3188 ou (11) 97382-7261 (somente whastapp).
O Bar Obelisco abre de terça à sábado a partir das 18h. O telefone é o mesmo do restaurante.
A estação de Metrô mais próxima é a Ana Rosa, mas precisa de uma boa caminhada para acessá-la (do parque até o metrô é um aclive).










sábado, 2 de fevereiro de 2019

Exposição comemora os 50 anos do Metrô SP


O Metrô (oficialmente Companhia do Metropolitano de São Paulo) que todos conhecemos foi fundado há 50 anos atrás, em 24 de abril de 1968, na cidade de São Paulo. De lá para cá, a companhia expandiu-se (poderia ter sido mais, é óbvio) a ponto de possuir cerca de 84 estações e 96 quilômetros de trilhos nas linas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 4-Amarela, 5-Lilás e 15-Prata (apenas as linhas 4 e 5 não são administradas diretamente pelo Metrô) e calcula-se que desde a sua inauguração já foram transportados quase 30 bilhões de passageiros (isso mesmo, mais de 4 vezes a população do planeta).
Indiscutível a sua importância para a região metropolitana de São Paulo... Ágil, eficiente, muito limpo e seguro, mesmo com excesso de passageiros em algumas linhas e horários, o Metrô representa um pouco o estilo de vida paulistano.
Minha primeira viagem no trem que chega ao aeroporto de Guarulhos, ontem...
Mesmo morando em Guarulhos, que não tinha nenhuma estação dele ou de trem até bem pouco tempo atrás, o uso muito quando me desloco para "Sampa City" (inclusive a população que mais usava a rede, depois da capital, não tinha nenhuma estação há um ano atrás). Quando criança, inclusive, era um dos meus passeios favoritos quando vinha de Franca para cá... Embarcava na estação Santana e ia até o Jabaquara, voltando logo em seguida... Maravilhoso.
Lembro-me também dos bilhetes múltiplos, onde comprávamos uma grande quantidade de viagens e recebíamos uma ou duas como recompensa pela fidelização (existiram até os múltiplos de 20 trechos)...
Além da sua função evidente, de transporte rápido e seguro, muitas estações do Metropolitano também apresentam importantes obras de arte; eu, particularmente, gosto das "Quatro Estações" da Tomie Ohtake, que está na Cosnsolação, da exótica ave do Francisco Brennand (Pássaro Rocca), na estação Trianon-Masp e da sugestiva Solaris de Eliana Lindenberg, na estação Pedro II (quando eu morava na Ponte Grande sempre a admirava na Penha, onde originalmente foi colocada).
Há também muitas exposições temporárias, geralmente de desenhos ou fotos, espalhadas pelas diversas estações, como a do amigo Fábio Ávila sobre a conservação de alguns monumentos públicos da cidade de São Paulo, que estava até a semana passada na estação Higienópolis.
Com toda esta história, o Metrô montou uma pequena exposição sobre a sua trajetória, denominada "Estação Memória", na sua mais emblemática e movimentada estação: a Sé.
Lá tem dados, fotos, desenhos, uniformes da equipe de apoio, todos os bilhetes usados pela companhia e muita informação bem interessante sobre a cidade de São Paulo, desde as primeiras operações com os bondes puxados por burros até a expansão atual do Metrô.
Está exposta em um túnel (bem sugestivo isso, pois até hoje muitas pessoas associam este meio de locomoção ao subterrâneo) e termina em uma cabine de operação, onde pode-se tirar fotos como se estivéssemos operando uma composição...
Vale uma passadinha... A exposição fica até outubro de 2020 e funciona de 2ª a 6ª das 9h à 18h, nos fundos do primeiro piso da estação Sé. Grátis, mas como fica dentro da estação, há a necessidade de entrar com o bilhete (R$4,30)...