Via Franca

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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Em busca de um bom "virado à paulista"

O prato já mexido com a gema do ovo inundando o arroz
Vivemos numa cidade maravilhosa quanto a variedade culinária... Gastronomia do mundo inteiro com as suas devidas adaptações a todos os gostos. Com tantos restaurantes e modismos (quase tudo pode ser gourmetizado) nos esquecemos muita vezes da comida tipicamente paulista, aquela que foi desenvolvida há séculos atrás pelos bandeirantes e tropeiros, que tinham que se deslocar por milhares de quilômetros em incursões pelo interior do território e que influenciaram a culinária de outros estados brasileiros (me perdoem os mineiros, mas boa parte da sua comida típica é também oriunda das refeições de paulistas que ocupavam as Geraes no século XVIII, auge da exploração aurífera).
Um dos mais tradicionais pratos ainda hoje servidos na cidade de São Paulo, é o "virado à paulista", sempre às segundas-feiras, já que sempre representou uma boa maneira de aproveitar as sobras do domingo (tradição em muitas casas, até hoje). Óbvio que os restaurantes e lanchonetes que servem a iguaria não fazem isso, mas uma das razões para ser servido no inicio da semana, vem desta razão mesmo (típico de muitas décadas atrás, quando a cidade nem era tão grande quanto hoje).
Os primeiros relatos da sua preparação vem do começo do século XVII, onde o feijão era levado cozido, junto com a farinha de milho (a de mandioca ainda não era consumida pelos paulistas) e pedaços de carne seca e toucinho dentro de farnéis, pelos bandeirantes. Com o chacoalhar da viagem os ingredientes ficavam revirados (daí o nome "virado"), mas eram saboreados como um única iguaria que resistia a semanas de viagem.
Em praticamente todos os lugares que é servido, segue a tradicional receita com o feijão já cozido, refogado novamente com farinha de mandioca (tem a consistência do tutu), bisteca ou costelinha suína frita, ovo estrelado (com a gema mole), banana empanada, couve refogada na gordura da carne, torresmo bem crocante e pedaços de linguiça, sempre acompanhados de uma porção de arroz.
Neste ano a sua receita foi reconhecida pelo Condephaat como patrimônio imaterial dos paulistas.
Diante de tudo isso e sempre apaixonado por esta iguaria, sempre procurei experimentá-lo em diferentes botecos (ele também é servido em muitos restaurantes refinados e caros, mas o seu lugar tradicional é no bom e barato "bar de esquina", rsrs). Nesta última segunda-feira, fui até o centro de São Paulo e procurei o "Bar e Lanches 34", no calçadão da apertadíssima Rua do Comércio (ao lado da antiga Bovespa) e me esbaldei (amo este termo, tão antigo quanto o prato, rsrs), com o saborosíssimo virado. Quantidade suficiente, sabor que eu já conhecia e preço honesto (R$25,90), com um atendimento cordial.

Foi tão prazeroso que rendeu até um post, rsrs.
Vale a experiência...
Ah, a cidade tem tradição de outros "pratos do dia", que variam entre feijoada, massas (o inhoque é praxe na quinta-feira), peixe, dobradinha, bife a rolê, etc, que ainda resistem contra a força massacrante e prática dos "self services".




sábado, 28 de julho de 2018

Mudanças radicais


Vim de uma viagem de duas semanas pelo interior dos Estados Unidos, tendo como base, principalmente, a cidade de Denver no Colorado.
Observei um sistema eficiente de deslocamento, onde pedestres, bicicletas, carros (que são muitos) e ônibus dividem harmoniosamente o espaço público. Senti-me seguro, mesmo me deslocando "madrugada à dentro" e hospedando-me em um hostel em plena área de consumo de drogas na cidade. Vi uma grande quantidade de museus e espaços culturais, em que haviam espaços para interatividade do público, majoritariamente infantil e adolescente, nas suas instalações (pelo menos naquele que entrei).
Praças bem cuidadas, com ajardinamento impecável, tanto no centro quanto na periferia (rodei bem pelas áreas suburbanas de Denver). Inclusive, no seu centro cívico, centenas de "homeless" dividiam o espaço dos jardins com diversas famílias, sem nenhum conflito aparente.
Observei várias bibliotecas também, mesmo a cidade sendo bem conectada pela rede de internet sem fio.
Várias quadras esportivas, bem cuidadas e ocupadas constantemente pelos moradores dos arredores. Uma delas, incluisve, me chamou a atenção por ocupar de maneira criativa um terreno "quase em L".
Haviam também muitos bares, restaurantes variados e cervejarias de produção artesanal e local. Uma rua é sempre fechada no sábado à noite para ser ocupada por mesas e clientes de diversos restaurantes do local (a Laramie st.). Também há um ônibus gratuito (isso mesmo gratuito) que percorre toda a rua 16, finalizando o seu trajeto na Union Station, uma estação de trens com terminal de ônibus agregado. Neste ônibus GRATUITO circulam não só executivos, famílias de turistas e trabalhadores em geral, os "homeless" o usam também para fazer o seu deslocamento. Sem conflito algum, sem constrangimento para ninguém... Há também diversos banheiros públicos espalhados pela cidade. alguns deles são móveis, funcionando dentro de carretas que se movimentam para atender a demanda que varia muito conforme os vários dias da semana.


Os grandes centros de compra (estilo shopping center) estão fora da área central ou mais povoada, na periferia mesmo, impactando menos as áreas de maior concentração de pessoas.
Não usei o sistema de saúde, mas vi um morador de rua caído no chão, provavelmente embriagado, e três paramédicos com uma ambulância prestando atendimento a ele.
Vi bem poucos policiais na rua, mas como disse anteriormente me sentia muito seguro.
Poderia escrever uma resma de folhas a respeito do que vi e me impressionei nesta cidade de mais de 700 mil habitantes (um pouco maior que Ribeirão Preto, no interior paulista), mas o que me motivou a redigir este post foi a maneira como os seus cidadãos respeitam-se a si mesmos e ao espaço coletivo. Fiquei impressionado, pois mesmo tendo uma relativa leitura sobre o interior dos Estados Unidos, criei um esteriótipo do "americano comum" (não vou entrar em questões políticas e econômicas) que foi foi quebrado nesta viagem.
Daí, fiz a transferência destas impressões com o que vivemos nas cidades médias e grandes do Brasil.
Tomo por base, Guarulhos... Uma das maiores economias do estado (quiçá do país) praticamente abandonada pelo poder público há várias gestões e com uma população que não tem o mínimo de compreensão do seu papel para reverter este quadro.
Não temos ciclovias, o transporte público é caro e de péssima qualidade, hospitais e escolas públicas carecem de melhor estrutura e atendimento, tem um dos piores índices de violência e criminalidade do estado, quase não há espaços de esporte, lazer e cultura (principalmente na periferia) e é um dos pontos de maior concentração de favelas e moradias de baixa salubridade do país.
E o que me espanta mais é que a sua população não busca melhorias e soluções para problemas gritantes de infraestrutura. sequer há um senso de coletividade, uma noção da importância da convivência entre os próximos.
Penso que, se tivesse uma maior consciência coletiva, onde as pessoas enxergassem o espaço público, a cidade, como extensão das suas casas, teríamos uma urbe mais eficiente e justa. O ódio de classes, as rivalidades políticas, a ojeriza de certos grupos ficariam em segundo plano se a cidade fosse, de fato, ocupada por todos os seus moradores. Guarulhos não pertence a meia dúzia de famílias... As áreas centrais não são de uso restrito de uma classe específica!!!
Conviver, ocupar espaços comuns, trocar experiências e vivências é necessário para o crescimento social. Isso tudo deveria começar na família e ter na escola, na educação um reforço para a cooperação e convivência sem restrições, exclusões ou intolerância.
A cidade é de todos, sem exceção.
Temos que fazer uma verdadeira revolução para que as próximas gerações possam conviver em uma cidade inclusiva, mesmo que tenha ainda variações sociais gritantes. Cabe à sociedade estabelecer esta mudança e também esta concepção de ocupação do espaço urbano.
E, para mim, deve vir da periferia, como num fogo colocado em um terreno, da lateral para o centro, protegendo com um aceiro aquilo que não tem que ser "incendiado", que é a Serra da Cantareira, a nossa riqueza natural, que ainda é pouco explorada como área de estudos e lazer pela própria população da cidade.
O poder público tem por dever iniciar este processo de uso coletivo do patrimônio urbano... Aqueles que se opuserem tem que entender que todos ganharão com uma melhor distribuição de recursos públicos e também com o aparelhamento da nossa grande periferia. E a própria população, a massa que move e se movimenta na cidade tem que mudar a sua visão da proteção e ocupação dos espaços públicos. Exigir a construção e cuidar da preservação do "bem comum". Dessas ações é que vem a prática da cidadania e da democracia.
A mudança começa no nosso comportamento. Vizinho cooperando com vizinho... Bairro interagindo com outros bairros... E toda uma cidade cuidando do seu patrimônio maior, que são os seus habitantes.
Sim, precisamos de mudanças radicais nos nossos hábitos e concepções e não somente novos candidatos e discursos bem elaborados para o período eleitoral...

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Começa amanhã mais um campeonato paulista de basquetebol


Começa amanhã, dia 28 de julho mais um campeonato paulista da série A1 de basquetebol, com 10 equipes. Da cidade de São Paulo tem o atual campeão Paulistano/Corpore, o Esporte Clube Pinheiros e o reestreante Sport Club Corinthians Paulista, além do Mogi/Helbor e o Basquete Osasco, que não são da capital, mas estão ali bem pertinho nas cidades de Mogi das Cruzes e Osasco, respectivamente. Do interior aparecem outras cinco equipes: o América/Unirp/SMELL de São José do Rio Preto, a Liga Sorocabana de Basquetebol, o São José Basketball, o Sendi/Bauru Basket e o super time da minha querida cidade SESI/Franca Basquete.
Claro que muitos times e cidades super tradicionais na história do campeonato paulista não estarão presentes, mas estas dez equipes são bem fortes e farão um campeonato bem equilibrado, mais uma vez.
Será dividido em duas fases, onde na primeira um time jogará contra todos os outros em jogos de turno e returno. Os dois primeiros colocados se classificarão automaticamente para a segunda fase, enquanto os colocados entre o 3º e o 6º lugares disputarão mais duas vagas nas semifinais, em confronto direto. Da semifinal sairão os dois finalistas que disputarão uma série de melhor de três partidas para verificar quem será campeão.
O jogo de abertura será na cidade de Osasco, no Ginásio Sebastião Rafael da Silva ("Geodésico), às 15h, entre o Basquete Osasco e o SESI/Franca Basquete. A fase de classificação se estende até o dia 22 de setembro.
Em alguns ginásios não há cobrança de ingresso.
Vale muito a pena curtir os astros do nosso basquete, com equipes que tem destaque nacional e sulamericano.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Colégio Augusto Ruschi nas cidades históricas mineiras


Amanhã à noite, a Via Franca Turismo vai levar um grupo seleto de alunos do Colégio Augusto Ruschi para a região central de Minas Gerais.
A nossa saída está programada para às 23h do dia 29 de junho, nas proximidades do colégio. É importante lembrar que o aluno tem que levar o seu documento (RG) ORIGINAL.
A nossa primeira visita será em Inhotim, na cidade de Brumadinho, no sábado... Arte contemporânea, um paisagismo impressionante e uma energia maravilhosa. O contato com grandes instalações da Adriana Varejão, Cildo Meirelles, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Tunga, entre tantos outros, faz desta imensa galeria, uma das mais importantes do mundo.
De lá, vamos para a cidade de Mariana para o Check in no Hotel Providência.
Como o Brasil joga na segunda-feira e só tivemos esta confirmação ontem, alteramos a ordem do nosso roteiro.
No domingo, vamos para Ouro Preto onde os alunos visitarão as igrejas de São Francisco e Pilar, a Casa dos Contos, a mina do Palácio Velho e os museus da Inconfidência e Mineralogia. Tudo ciceroneado pelo professor e amigo André castanheira, um dos melhores e mais conceituados guias da região.
Na segunda-feira, a visita é na cidade de Mariana e arredores, com uma paradinha às 11h da manhã para assistirmos a peleja da seleção canarinho contra os mexicanos, no nosso hotel... O roteiro lá é bem dinâmico com visita à praça Minas Gerais (onde estão a casa da Câmara e as igrejas de São Francisco e Carmo), à matriz da Sé, ao distrito de Antônio Pereira (que pertence à cidade de Ouro Preto) para uma conversa com garimpeiros de topázio imperial e à gruta da Lapa e depois conhecer a mina da Passagem e entrar em contato com a pedra sabão em uma oficina com o mestre Edniz.
Na terça-feira após o café da manhã, sairemos do hotel e seguiremos para Congonhas do Campo para conhecermos o belo Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, com os profetas e a Via Sacra feitas pelo Aleijadinho. De lá, seguiremos para Tiradentes, a nossa última parada, para conhecer a bela igreja de Santo Antônio.
Pelo site do inpe (https://www.cptec.inpe.br/mg/ouro-preto) não há previsão de chuvas, mas como já estamos no inverno, as madrugadas podem ter frio (mínimas de 12ºC), mas com tardes quentes (até 27ºC) na região.
Então, um bom agasalho para a viagem, no ônibus, e para as nossas noites lá, é uma boa recomendação.
Não esquecer de levar calçados bem confortáveis, medicamentos de uso contínuo, repelente contra insetos, protetor solar, boné e os demais itens para um bom aproveitamento deste estudo do meio.
Apesar de sairmos com seguro viagem da GTA, sempre é bom levar também a sua carteira de convênio médico.
Será positivamente inesquecível...
E ate amanhã.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Roteiro de viagem do Colégio Mater Amabilis


Na véspera da viagem para o Alto Ribeira dos alunos dos oitavos anos do Colégio Mater Amabilis cabe uma pequena lembrança do nosso roteiro, até mesmo para ajudar na organização dos pais e responsáveis.
A nossa saída, amanhã (dia 09 de junho) será às 7h, mas como é praxe, procurem chegar com alguma antecedência. Inclusive, em sala, pedimos para os alunos estarem no colégio por volta das 6h30, pois o embarque deles e das bagagens é um pouco demorado.
Vamos fazer uma parada no restaurante "O Fazendeiro", em Miracatu ou no Graal de Registro (Ouro Verde). Dependemos da fluidez do trânsito na saída de São Paulo e na Serra do Cafezal (que já encontra-se toda duplicada). O objetivo é parar para uso de banheiro e lanchonete com duas horas e meia de viagem para dar mais conforto aos alunos.
A previsão de chegada na pousada é por volta das 12h30, mas também dependemos do horário que conseguiremos sair de Guarulhos e do tempo da parada (não pode ser maior que 20 minutos) para cumpri-la.
Chegando na Pousada das Cavernas, o grupo entrará nos quartos, vai colocar a roupa para a caverna molhada (Alambari de Baixo) e vamos almoçar (nas refeições há suco e água incluídos). Pretendemos sair para a atividade às 14h (este núcleo é próximo da pousada).
Como a previsão é de calor no sábado à tarde, o boia-cross será feito após a saída da caverna, já que todos estarão molhados. O final do trecho de boia é exatamente na entrada da pousada, o que facilita a distribuição dos alunos para banho e jantar. Nesta noite, de sábado, pretendemos fazer uma conversa informal ao redor de uma fogueira.
No domingo, após o café da manhã, vamos até o Núcleo Santana, com proposta de visitação às cavernas de Santana e Água Suja (talvez, dependendo da disposição do grupo, uma entrada na gruta do Morro Preto).
Já na segunda-feira, após o café da manhã, faremos o check out e vamos até o Quilombo de Ivaporunduva, com várias atividades no local e almoço. retornaremos para Guarulhos por volta das 15h, com uma parada no Graal Petropen.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Final de semana no Petar (Colégio Mater Amabilis)


Como prometido, segue esta postagem com alguns lembretes para o grupo dos oitavos anos do Colégio Mater Amabilis, de Guarulhos, que vai para a região do Alto Ribeira, neste final de semana.
Em primeiro lugar é muito importante lembrar que o documento válido para embarque e viagem é o RG (tem que ser o ORIGINAL, não pode ser cópia).
Também não se esqueçam de levar roupa de cama e banho, pois a estrutura de tratamento de esgoto na região é muito limitada, daí a necessidade de evitarmos ao máximo mais um impacto na lavagem destes materiais na própria pousada (cada um leva o seu jogo de lençóis e toalhas).
Sempre que nos deslocamos para uma área como o Petar, com mata nativa e úmida, devemos levar roupas apropriadas (não é permitido entrar nas cavernas com bermudas ou camisetas cavadas, sem manga), por isso sempre recomendo tecidos mais leves que secam bem rapidamente (como o tactel), tênis fechados e confortáveis com solado antiderrapante (de preferência de borracha) e uma mochila pequena para levar o seu lanche, água (pode ser aquelas garrafinhas descartáveis de 500ml), repelente, protetor solar, capa de chuva e um agasalho. Quem quiser também pode levar uma roupa extra para trocar, caso precise. Se não possuir uma mochila impermeável, leve sacos plásticos (tipo "ziplock") para proteger os itens que não podem ficar úmidos.
Os grupos do colégio sempre saem com um seguro viagem (da GTA), mas sempre recomendamos levar a carteira de convênio médico original. Não esquecer também de medicamentos de uso contínuo (que devem ser tomados nesta viagem), com a recomendação de dose e horário para que os professores e monitores possam lembrar aos alunos.
O sinal de telefonia celular é muito ruim lá nos arredores do parque, então disponibilizamos o número fixo da Pousada das Cavernas para contato com o grupo: (15) 3556-1496. Geralmente é melhor ligar após às 19h no sábado e no domingo (saíremos na segunda-feira, após o café da manhã para o quilombo que também não tem sinal bom para celular).
Há uma pequena cantina na pousada, além de artesanato no Quilombo de Ivaporunduva, por isso caso algum aluno queira levar dinheiro, pode ser usado nestes lugares ou nos restaurantes de estrada (todas as refeições estão incluídas no pacote, desde o almoço de sábado até o almoço de segunda-feira).
Segundo o site do cptec inpe (www.cptec.inpe.br) há previsão de chuva apenas para o domingo à noite e parte da segunda-feira (lembrar da capa de chuva), com oscilação de temperatura entre 5ºC e 22ºC. Como vai esfriar durante a noite, recomendo reforçar os agasalhos e pijamas. A maior parte das atividades com água (caverna de Alambari de Baixo e boia-cross) serão feitas no sábado que será mais quente e sem previsão de chuva.
Bom, garanto que será uma viagem muito positiva tanto na aquisição de conhecimento, conscientização ambiental, sociabilização e enriquecimento cultural... Bora lá, arrumar as malas e segurar a ansiedade, rsrs...
Qualquer dúvida, entrem em contato comigo (98381-3638).

sábado, 26 de maio de 2018

Ópera "O Cavaleiro da Rosa" em junho no Municipal de SP


Na segunda metade de junho estreia no Theatro municipal de São Paulo a ópera cômica de Richard Strauss "O Cavaleiro da Rosa"...
Inspirada nas comédias de Molière e nas óperas bufas de Mozart, a peça foi composta no final da década de 1910 e conta a história do casamento do rude e mulherengo Barão Ochs que manifestou o seu desejo de casar com a bela Sophie, à Marechala, uma madura aristocrata que mantém o jovem Octavian (que será interpretado por uma mulher, a mezzo-soprano Luisa Francesconi) como seu amante. Ao ser encarregado de levar uma rosa de prata à noiva do barão, Octavian e Sophie se apaixonam e deste fato decorrem uma série de peripécias que resultam até em um duelo entre os dois pretendentes da bela moça.
"O Cavaleiro da Rosa" é uma típica comédia de enganos (bem no estilo de Molière) que satirizava a sociedade da época e foi montada apenas uma única vez, no nosso país (em 1959).
Acontece em alguns dias no período de 15 a 25 de junho, às 20h (no domingo, 17/06 será às 18h), no Theatro Municipal de São Paulo (praça Ramos de Azevedo s/n). Eu vou no dia 21, uma quinta-feira...
Tem quatro horas de duração com dois intervalos entre três atos com regência do maestro Roberto Minczuk.
Recomendação para maiores de 12 anos.
Há ainda ingressos, apesar de parte dos lugares já estarem vendidos à assinantes, que variam entre R$ 40,00 e R$ 150,00 (aplicável a política de meia entrada sobre estes valores).
Telefone da bilheteria (11)3053-2090.




sábado, 12 de maio de 2018

Hoje à noite tem concerto em Guarulhos


Poderia brincar até com as palavras, pois acredito que Guarulhos ainda tenha "conserto", mas refiro-me mesmo à execução de música erudita no anfiteatro do Colégio Mater Amabilis na noite de hoje (às 20h), dia 12 de maio...
Já produzi outros eventos do gênero, batendo de frente em relação a desconfiança de algumas pessoas com o retorno de algo vinculado à música erudita.
Um dos primeiros deles, há quase duas décadas atrás no mesmo local que se apresentarão hoje os dois dos maiores solistas da renomada OSESP, foi bem executado, com vários ensaios prévios, um repertório de trechos de árias operísticas e boa música clássica conhecida do grande público, com dezenas de músicos e cantores do Conservatório do Tucuruvi. O público foi um pouco abaixo do esperado, mas a satisfação foi tão alta, que me despertou esta vontade de continuar insistindo na divulgação deste gênero tão estigmatizado como maçante e elitista e, por isso, ainda pouco apreciado por parte da população do nosso país (inclusive, muitos não sabem que a base de muitas composições populares bebeu na fonte de grandes compositores clássicos)...
Eu mesmo, um tabaréu, criado no distante interior do nosso estado, onde a riqueza cultural vem da bela inspiração sertaneja, caipira, tive contato com Bach, Lizt, Tchaikovsky, Puccini, entre tantos outros, com os discos de 78 rotações que o meu pai escutava... Havia interpretações das orquestras mais consagradas do mundo (como a de Berlin), grandes tenores e sopranos internacionais (ele tinha muitos do Caruso, Tito Schipa, Mario Lanza, Maria Callas) e também dos nossos conterrâneos com um vozeirão hipnótico como o Celestino, Chico Alves, Nelson Gonçalves, etc... Lembro-me bem do primeiro contato com a música do maestro Villa-Lobos, num dia que o "seu Cid" (meu pai) colocou a Cantilena da Bachiana nº5 na voz da Bidu Sayão e me encheu de histórias do seu compositor. Foi tão marcante que até hoje me recordo da vitrolinha cor de laranja que também era usada para tocar os compactos coloridos de histórias do La Fontaine e, todas as vezes que escuto esta canção, ainda me emociono...
Daí para diante, mesmo sendo totalmente leigo e incapaz de dedilhar algumas notas em qualquer instrumento que seja, fui contaminado pela beleza da música erudita.
Tive sorte de conhecer algumas pessoas na minha vida, principalmente depois de tomar a decisão de mudar-me para São Paulo, que me ajudaram a apurar um pouco mais o meu ouvido e também pesquisar o contexto histórico das grandes obras. Uma destas pessoas é o meu grande amigo e músico Heber Sanches, um violinista incrível que esteve presente em grandes momentos da minha vida, como no pedido de casamento da minha esposa (que foi neste mesmo anfiteatro do concerto de hoje) e também na cerimônia religiosa do mesmo, lá em Brotas...
O Heber me ajudou a produzir (seria impossível fazer sem ele) as apresentações das "Quatro Estações" de Vivaldi com mais de uma dezena de músicos (a maioria russos) da OSESP, da Orquestra Filarmônica Bachiana, com a regência do maestro João Carlos Martins (que chegou a tocar piano durante esta apresentação), de músicos da Bachiana com os Trovadores Urbanos, entre outros.
E, hoje à noite, mais uma vez, ele me deu a oportunidade de estar novamente à frente da organização de uma apresentação deste gênero musical que tanto amo... O violinista Yuriy Rakevich e a pianista Olga Kopylova vão mostrar um pouco mais da beleza de uma sequência que o duo chamou de "Salute d'amour" e que nós rebatizamos como homenagem ao Dia das Mães...
O programa conta com Elgar, Beethoven, Scriabin, Debussy, Paganini, Dvorak ("my mother taught me", que eu adoro), Wagner, Ysaye, Ponce e Franck.
Garanto para vocês que será emocionante!!!!
O anfiteatro do Colégio Mater Amabilis fica na rua Josefina Mandotti, 158, no Jardim Maia, em Guarulhos (SP).
A apresentação acontecerá às 20h e ainda temos ingressos que poderão ser adquiridos na portaria.
Tem apoio do Serviço de Orientação Social do Mater Amabilis (SOS Mater), coordenado pelo querido amigo-irmão Luiz Gerardi e da Via Franca Turismo.

PS.: só para dar um gostinho do que eles vão tocar, coloco aqui um vídeo com o violinista Kerson Leong e a pianista Christia Hudziy interpretando a canção do genial Dvorak...




sexta-feira, 20 de abril de 2018

Concerto em "Homenagem às Mães"


No dia 12 de maio, sábado, na véspera do dia das mães, às 20h, o anfiteatro do Colégio Mater Amabilis vai receber um concerto de piano e violino com os solistas da OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) Olga Kopylova e Yuriy Rakevich. 
É uma oportunidade de ver dois músicos importantes daquela orquestra, em Guarulhos.
O Programa será o seguinte:
1. Elgar - Salut d'amour,
2. Beethoven - Sonata para violino e piano n.5 "Primavera", 1º movimento,
3. Scriabin - Estudo,
4. Debussy - La plus que lente (Valso),
5. Franck - Sonata para violino e piano, 4o movimento,
6. Debussy - Clair de Lune,
7. Paganini - Cantabile,
8. Debussy - Bean Soir,
9. Dvorak - My mother taught me,
10. Wagner - Página de um álbum,
11. Ysaye - Reve d`Enfant,
12. Ponce - Estrellita. 
Ingressos à venda em Guarulhos na Via Franca Turismo (av. Torres Tibagy, 870, sala 03), no SOS do Colégio Mater Amabilis (Rua Josefina Mandotti, 158) e na A Vila Espaço Cultural (R. Silvestre Vasconcelos Calmon, 248).
Valor: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia).

Villa-Lobos para crianças no Municipal


Num sábado modorrento fui até o Theatro Municipal de São Paulo, conferir o espetáculo "Estação Villa-Lobos" que faz parte da proposta deles em apresentar o local para famílias (principalmente para as crianças), chamada de "Meu Primeiro Municipal"...
Primeiro fiquei encantado com a quantidade de crianças de todas as idades, maravilhadas com a beleza do saguão do teatro. É emocionante perceber que ainda existem muitos pais que buscam mostrar para os seus rebentos uma variedade cultural e não ficam restritos apenas ao shopping ou à Riviera de São Lourenço. Se, desde pequenos, os nossos filhos fossem motivados a conhecer uma diversidade de cultura e arte, como forma de entretenimento (não só como crescimento intelectual, que vem a reboque, neste contexto), com certeza teríamos um país diferente (só a arte alivia a dureza da vida)... Mas, para isso, os adultos também teriam que buscar estes espaços nas suas horas vagas (além de ler um pouco mais do que os dois livros anuais que o "brasileiro médio", lê).
Mas, voltando ao tema da postagem, também fiquei encantado com o espetáculo, em si... "Estação Villa-Lobos" conta com direção cênica do Cássio Scapin (o eterno Nino do castelo Rá-Tim-Bum), mas que não entra em cena. O ator Iuri Saraiva interpreta de maneira mágica o maestro Heitor Villa-Lobos e divide o palco com os jovens cantores e músicos da escola municipal de música "Opera Studio".

O programa leva o público a uma viagem por momentos da vida de um dos maiores ícones da música erudita brasileira de maneira leve e divertida (tudo isso em uma hora, aproximadamente), desde quando Villa-Lobos ganhou seu primeiro violoncelo aos seis anos de idade até seu reconhecimento internacional, passando por suas explorações de sons em viagens por todo o Brasil e sua contribuição para a Semana de Arte Moderna, com destaque para sua admiração pelo alemão Johann Sebastian Bach (a sinopse que reproduzi neste parágrafo tirei do programa do espetáculo).
Agora, imagina levar a molecada para curtir tudo isso num dos prédios mais icônicos da cidade de São Paulo!!!!! Eu fui sozinho e amei... Me emocionei em várias partes, não só quando entrava terchos de alguma bachiana, mas também do rico repertório das modinhas e cantigas de roda que o maestro recolheu nas suas viagens pelo nosso país.
Ah, é importante lembrar que a apresentação começa no saguão do Municipal, ao meio dia, em ponto. Por isso, ao entrar no teatro, fique aguardando naquele local, junto à escadaria. Depois é que o corpo de atores e músicos se dirigem para o palco.
Recomendo para TODAS as idades... Mágico, fascinante!!!!
Novas apresentações nos dias 05/05, 02/06 e 04/08.

Serviço;
Theatro Municipal de São Paulo
Praça Ramos de Azevedo s/nº
Exclusivamente nos sábados de 05 de maio, 02 de junho e 04 de agosto, às 12h.
Ingressos entre R$ 5,00 e R$ 30,00.
Indicação livre
Fone: (11) 3053-2100 - Próximo ao metrô Anhangabaú - centro - São Paulo (SP)