Via Franca

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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Previsão do tempo para os próximos dias no Petar

Nesta quarta feira os alunos do Colégio Companhia de Maria vão para o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR).
Sairemos do colégio às 7h da manhã e vamos fazer uma parada na comunidade quilombola de Ivaporunduva, onde os seus integrantes nos receberão com um deicioso almoço. E no mesmo dia, no comecinho da noite, chegaremos na nossa pousada no Bairro da Serra, em Iporanga.
Como serão dois dias nos núcleos Santana e Ouro Grosso, com trilhas, cachoeiras, rio e muitas cavernas é muito importante dar uma olhadinha no site do Inpe (www.cptec.inpe.br) para conferir se o frio será mesmo tão intenso como estamos passando agora na capital.
Pela previsão, não há possibilidade de chuva em nenhum dos três dias que estaremos no vale. Quanto à temperatura, a máxima de quarta-feira será de 21ºC.
Já na quinta-feira (dia que iniciaremos o tour pelas cavernas) a temperatura vai oscilar entre 10ºC (durante a madrugada) e 24ºC, ou seja, o Sol vai esquentar o dia, lá no PETAR.
E na sexta-feira, dia 17, onde vamos entrar na gruta Alambari de Baixo e finalizar com um boia-cross, a temperatura vai ficar entre 13ºC e 23ºC.
É claro que após se molhar, sempre recomendo que o aluno troque a sua roupa por uma outra seca, que ele será
orientado para levar na mochila.
Então, além do repelente, protetor solar (sim, é preciso levar protetor) e água, é importante levar uma troca de roupa e toalha. E mesmo que não faça frio, um moletom também é bem vindo.
De resto, é só esperar muita aventura, camaradagem e aprendizado neste estudo que sempre traz boas recordações para quem o vivenciou.
E até quarta-feira... 

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Sugestão do que levar para o Petar na viagem do Colégio Companhia de Maria

Veja abaixo uma lista com itens que recomendamos que você leve na sua viagem ao PETAR para os alunos do COMPA (Colégio Companhia de Maria):

Para a pousada:
·    Itens de Higiene Pessoal;
·    Toalha para uso na piscina;
·    Sandálias;
·    Cobertor (caso queira ou seja alérgico);
·    Roupas de cama e banho serão fornecidas pela pousada.

Para uso nos passeios:
·    Roupas que possam molhar. Calça comprida e camiseta com manga. De preferência para calças de tactel, pois secam rápido (não é permitido bermudas e camisetas regatas, sem mangas, nas cavernas);
·    Agasalho (a sensação térmica em algumas cavernas pode chegar a 15ºC);
·    Roupas de banho;
·    02 pares de calçado que possam molhar (antiderrapante);
·    Toalha pequena;
·    Protetor solar e repelente;
·    Recipiente (cantil) para água ou uma garrafa descartável;
·    Capa de chuva ou Anorak;
·    Sacolas tipo “zip” para armazenar itens que não possam molhar;
·    Remédios de uso contínuo, com receita ou indicação de uso;
·    Mochila pequena para transportar todos esses itens;
·    Lanterna com jogo extra de pilhas (já está incluído este item no pacote, mas recomendamos levar uma extra).
Como é a região (clima, vegetação, mosquitos)?
·    Clima úmido (chuvoso) e quente. Mas, no inverno, chega a gear em determinados dias;
·    Vegetação – Mata Atlântica de Encosta;
·    Insetos – há em pequenas quantidades, não chega a causar incômodos, se for alérgico levar anti-histamínicos.

Celulares: no bairro, onde estamos localizados o sinal é muito ruim. Na pousada praticamente não há sinal.  
Levar RG ORIGINAL (não há possibilidade de embarque sem ele ou com cópia, mesmo que autenticada) e carteira do convênio original.
Algum dinheiro para despesas extras (na própria pousada ou em restaurantes de estrada).

O telefone da Pousada das Cavernas é (15) 3556-1496.

Sugestão de roteiro de estudo para Santos






Este roteiro de estudo doi feito para os alunos do sexto ano do Colégio Agostiniano São José, no começo de junho deste ano.
Vamos sair de uma grande cidade que é São Paulo, uma área densamente povoada e muito urbanizada para outra menor, mas que também possui uma intensa urbanização e muita população (Santos tem mais de 400 mil habitantes, por isso considerada uma das quinze maiores cidades do nosso estado). Mas, no caminho entre as duas cidades, vamos observar uma mudança bem radical de paisagem, que deixa de ser basicamente cultural (ou social) e passa a ser predominantemente natural, com presença de uma bem preservada floresta tropical, conhecida como Mata Atlântica.
Preste atenção no relevo da região. Saímos de um PLANALTO, descemos a sua escarpa (que é bem íngreme, com um desnível de até 800 metros até o nível do mar) e vamos para uma PLANÍCIE, conhecida como “BAIXADA SANTISTA”, onde se localiza o município que vamos estudar.
Agora, pense a respeito: o relevo em questão influenciou na formação da vegetação que observamos? Você pode notar que nas áreas mais inclinadas (com maior declividade) é que a mata mostra-se mais preservada. Há coincidência nesta observação? Como o relevo mais acidentado da região ajudou na maior preservação da floresta? Em outras áreas do país a Mata Atlântica também se apresenta bem preservada? Em sua opinião, o que causou a grande destruição deste ecossistema? Que prejuízos a sua degradação pode trazer?
Chegando à planície é possível ver que há uma mudança de vegetação. Já aparecem áreas de manguezais, principalmente junto aos cursos dos rios e pequenos canais que são abundantes no local. Você acha que o mangue está tão bem preservado e protegido quanto a Mata Atlântica na encosta da Serra do Mar? Que tipo de problemas ambientais e econômicos a retirada dos manguezais pode trazer?
Na metade do século XX, os engenheiros de uma companhia canadense, conhecida como Light também aproveitaram a grande declividade do relevo para construir uma usina hidrelétrica na Baixada Santista, a partir da captação de água de uma represa construída no planalto (na região metropolitana de São Paulo, que é levada até a parte de baixo por tubulações (um aqueduto). A represa de Guaramiranga e a Usina de Henry Borden, funcionam para este fim até hoje. Toda esta estrutura foi planejada para abastecer o complexo portuário de Santos.
A região que vamos concentrar os nossos estudos e observações é uma das mais antigas do Brasil. São Vicente, vizinha de Santos (as suas duas áreas urbanas se confundem parecendo uma cidade só, processo que em geografia chamamos de CONURBAÇÃO) se orgulha de ser considerado o primeiro povoado do nosso país, criado por volta de 1532. O povoado de Santos, localizado na mesma ilha (sim, as duas cidades tem a maior parte da sua área em uma ilha, conhecida como Ilha de São Vicente) provavelmente, tenha sido estabelecido pouco tempo depois. Na primeira metade do século XVI, a ilha era conhecida como Goaió, que na língua tupi guarani significa “lugar de fornecimento de provisões”, mostrando já a aptidão econômica daquele lugar, que abrigava um pequeno porto onde os viajantes encontravam índios amistosos onde trocavam mercadorias por mantimentos.
Nos primeiros séculos a região se destacou pelas plantações de cana-de-açúcar, mas o seu crescimento aconteceu, de fato, pela modernização do seu porto, por onde o café produzido no estado de São Paulo era transportado por trens e exportado (o transporte da fazenda até o porto, na primeira metade do século XIX era feito em lombos de mulas e burros ou por carros de boi).Já no século XX, com o crescimento da atividade industrial no nosso estado, a importância da atividade portuária aumenta, pois além de produtos agrícolas (como o café e atualmente a soja), o local vai diversificar os bens transportados. Por ele são exportados e importados desde produtos industrializados (como carros e máquinas), até mesmo o petróleo e os seus derivados. Não só a economia da cidade, mas também de todo o Brasil tem no porto uma importante base para distribuição de produtos e mercadorias.Observando a região portuária, o que mais te chama a atenção no local? Há muitas casas ou edifícios residenciais na região? Como está o grau de conservação das construções? Você percebe alguma degradação ambiental e social na área? Além dos navios e galpões o que mais te chama a atenção na área portuária? Você gostaria de morar no local? Por quê?
Observe as imagens a seguir. A primeira foi feita pelo pintor, professor e historiador paulista Benedito Calixto, que viveu parte da sua vida na cidade de Santos e a segunda é uma foto bem recente. Faça uma comparação entre elas e a paisagem que você vê do alto do Monte Serrat. Quais mudanças são mais evidentes? Há semelhanças entre alguns pontos delas e o que vemos atualmente no local? Em que pontos a cidade cresceu mais no século XIX e como foi a ocupação das outras áreas no século XX? As atividades econômicas e os tipos de construção são os mesmos nos dois períodos? Existem pontos de baixa ocupação (vazios demográficos)? Qual área possui atualmente melhores condições sociais.
ATENÇÃO: sempre use como base de comparação as “duas Santos”, que conseguimos visualizar e distinguir no alto dos mirantes do Monte Serrat: de um lado o centro histórico e porto e do outro lado a orla das suas praias.
No Monte Serrat, um dos mais famosos mirantes da cidade de Santos, faça uma comparação com a sensação que temos ao descer a Serra do Mar de São Paulo até a Baixada Santista. O incômodo que costumeiramente sentimos nos ouvidos acontece na subida do monte? Como podemos explicá-lo? Por que no Monte Serrat não acontece a mesma coisa?
Há também no local um sistema muito antigo de transporte, que são dois ascensores ou bondinhos que funcionam simultaneamente. O que faz eles se moverem? Por que a força de um deles depende da ação do outro? Onde podemos ver um sistema parecido?
Em um passeio rápido pelo centro histórico da cidade, tanto a pé como em bondinhos elétricos muito antigos que correm sobre trilhos (é importante perceber que o sistema deste meio de transporte é diferente do anterior, na subida do monte) dá para notar a grande quantidade de prédios do final do século XIX e início do século XX, época que a cidade cresceu muito, estimulada pelo transporte do café até o seu porto para posterior exportação.
Compare o centro histórico de Santos com o bairro da sua escola. Há muitos edifícios antigos no bairro do Belenzinho? Por que eles existem até hoje em Santos e já não são tão comuns no bairro que moramos? Qual é a importância da sua preservação? Como está o seu estado de conservação? Você concorda com a manutenção destas áreas ou prefere que elas sejam substituídas por edifícios mais novos?
Há em Santos também um pequeno oceanário, que mostra a diversidade da vida marinha e fluvial, com muitas espécies da fauna aquática de várias partes do mundo. Apesar dos animais estarem distantes do seu habitat natural, no Aquário Municipal de Santos há uma tentativa de reconstituir as características principais de algumas destas áreas. Um olhar atento pode nos levar a viajar por estes ambientes exóticos e por suas espécies de rara beleza.
Daí, sempre vem à mente algumas indagações: quais os principais riscos que estes ambientes (marinhos e fluviais) estão correndo atualmente? Como podemos preservá-los? Qual é a sua importância? Como as atividades econômicas de uma grande cidade como São Paulo influenciam na preservação de rios e mares? Quais as atividades do nosso dia-a-dia que contribuem com a sua degradação e como um aluno do sexto ano (de onze anos) pode contribuir para melhorar a conservação da natureza?
Um passeio de ônibus pela orla das praias do Embaré e Gonzaga também revelam um fato curioso da cidade de Santos: muitos dos seus edifícios não estão com o prumo correto, ou seja, estão um pouco inclinados. O que provocou este tipo de situação? Há riscos de desabamento? O que a geologia da região tem a ver com isso? Você já ouviu falar de algum lugar do mundo que ocorreu algo semelhante? 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Previsão do tempo para Brotas e Barra Bonita

Neste final de semana o Colégio Mater Amabilis vai com os alunos dos sétimos anos para as cidades de Barra Bonita e Brotas, em mais um estudo do meio.
Segundo o site do Inpe (www.cptec.inpe.br) a temperatura será bem agradável, oscilando entre 20ºC e 27ºC, mas como o Brotas Ecoresort (o conhecido acampamento Peraltas) fica em uma área com um grande descampado, há a possibilidade da sensação térmica noturna ser um pouco menor do que a temperatura mínima indicada, devido à tradicional brisa que é comum no local. Então, recomendo levar, sim, um agasalho mais reforçado.
Quanto à possibilidade de chuva, a previsão coloca que tem 80% de chance de precipitação, a qualquer hora do dia. Por isso, não esquecer de colocar na mala a boa e velha capa de chuva... Apesar de parte do dia ter a chance de ter o céu encoberto (muitas nuvens) não se esqueça do protetor solar, pois o mormaço na região é muito forte. Ah, e sempre levar o repelente contra insetos e os seus remédios de uso contínuo. Inclusive, quem ainda não entregou a ficha médica (com as informações pessoais) pode fazer no sábado mesmo.
E leve também o RG ORIGINAL (sem ele não conseguimos embarcar) e a carteirinha original do seu convênio (há um seguro saúde contratado, mas sempre é melhor levá-la).
Não se esqueça da roupa de cama e toalha de banho. Como no Carroção, o acampamento não fornece este material.
E, até amanhã, às 7h no colégio!!!!!!!

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Previsão de Tempo para Paraty - RJ

Segundo o site do cptec/inpe (www.cptec.inpe.br) os próximos dias em Paraty e Angra dos Reis será com temperaturas mais amenas de manhã com um aumento no decorrer do dia (variando entre 18ºC e 27ºC) e possibilidade de chuva no período da tarde. Na terça de manhã, apesar do Sol, há queda de temperatura para 16ºC de mínima com 22ºC de máxima.
A possibilidade de acerto na véspera da viagem é muito grande, por isso coloquem na mala a capa de chuva, mas sem esquecer do boné e protetor solar.
E boa viagem para todos nós...

Lembrete: o que levar para o estudo do meio em Paraty

ü Não se esqueça de levar roupas leves e confortáveis (agasalhos para a noite).
ü Roupa de banho (maiô, biquíni, sunga ou bermuda), com uma toalha para uso na piscina e na escuna.
ü Mochila para caminhada.
ü Capa de chuva.
ü Um bom repelente de insetos e medicamentos de uso contínuo (que já estejam tomando).
ü Protetor solar.
ü Objetos de higiene pessoal (sabonete, shampoo, escova, creme dental, etc.).
ü Chapéu ou boné.
ü Pelo menos dois pares de tênis, usados e confortáveis e chinelo de borracha (modelo “Havaianas”).
ü Evitar sandálias desconfortáveis (com salto alto).
ü Caso queira, pode-se levar máscara e snorkel (na escuna há o aluguel dessas peças).
ü Algum dinheiro para refrigerantes extras, água e lembrancinhas (lembramos que em todas as refeições já estão incluídos um refrigerante ou água e sobremesa).
ü É imprescindível levar o RG ORIGINAL, além da carteira de convênio médico original.

Os quartos também possuem roupa de cama e banho, além de travesseiros e cobertores para cada pessoa.
O telefone fixo da Pousada Aqui É Para Ti é (24) 3371-5060 / (24) 3371-1514

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Roteiro de observação para o estudo do meio em Paraty e Angra dos Reis

Neste próximo final de semana o Colégio Mater Amabilis de Guarulhos vai levar os seus alunos de sexto ano (que inclusive são "meus alunos" também, rsrs) para Paraty e Angra dos Reis.
Além de conteúdos de geografia, história, artes e ciências também vamos explorar as características peculiares da região, com a ajuda do excelente guia de turismo local e amigo Renan Silva.
Neste tipo de estudo também é enriquecedora a convivência dos alunos com os seus colegas de série e professores, aumentando a sociabilidade entre todos e também promovendo experiências de convivência muito enriquecedoras.
Para tanto, vamos nos atentar a alguns aspectos neste estudo, que facilitam o entendimento das várias partes que serão trabalhadas no local e posteriormente na sala de aula.
Começando pelo nosso trajeto, que inclui algumas rodovias bem conhecidas e importantes para o deslocamento de pessoas e cargas no nosso estado: sairemos de Guarulhos e seguiremos pelas Rodovias Ayrton Senna, Carvalho Pinto, dos Tamoios e Rio-Santos (a BR101), passando pelas cidades de São José dos Campos, Caraguatatuba e Ubatuba.
O trajeto atravessa uma parte do Planalto Atlântico (como foi chamado a parte mais ao sul da unidade geomorfológica conhecida como "serras e planaltos do Leste e Sudeste"), depois desce pela escarpa bem acentuada que é conhecida como "Serra do Mar", percorrendo uma estreita planície (bem estreita mesmo) até chegar em Paraty.
Mesmo dentro do ônibus, bem descontraídos, os alunos devem se atentar para alguns aspectos:
1) Como a paisagem vai se modificando, desde um centro altamente urbanizado e ocupado por muitas casas e altos edifícios até áreas que as ocupações são muito espalhadas e até inexistentes.
2) Como é a distribuição de indústrias e galpões pelas estradas? Há este tipo de construção em todo o trajeto ou apenas nas áreas mais próximas de uma grande cidade?
3) A paisagem natural sofre alguma variação do nosso ponto de partida até a chegada? Como as duas cidades de saída e destino se diferenciam em relação aos aspectos naturais?
4) Na descida da Serra do Mar, você sentiu algum incômodo ou sensação estranha no ouvido? Como podemos explicar isso?
Já em Paraty, vamos conhecer as peculiaridades de uma cidade bem preservada quanto ao seu patrimônio histórico, que fascina pelos detalhes e simbologia das suas construções (muitas delas que abrigaram famílias de maçons, desde o século XIX).
Toda a cidade possui o mesmo tipo de construções? Que diferenças existem entre as casas do centro histórico de Paraty e aquelas que temos em Guarulhos? Você conhece muitos edifícios históricos (de mais de cem anos de idade) na sua cidade? Como está o grau de conservação deles?
O isolamento de décadas da cidade de Paraty provocou a sua preservação (não só da sua estrutura arquitetônica, como também de muitos costumes típicos da região, considerados "patrimônio imaterial"). A cidade foi considerada patrimônio estadual em 1945, foi tombada (procure no dicionário o significado deste termo, associando-o à questão da preservação histórica) pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1958 e convertida em Monumento Nacional em 1966.
Além da importância histórica, a região se destaca pela grande preservação natural, localizando-se em áreas de três importantes ecossistemas: Mata Atlântica, Manguezal e Restinga.
Baseando-se nas suas observações e sensações ao entrar nos 3 ambientes citados, procure diferenciar o que sentiu em relação à odores, sensações de temperatura, contato visual e tátil (como é caminhar nas trilhas que passam por eles ou próximas deles). Qual foi a vegetação que mais te impressionou? Você estranhou ou se sentiu incomodado em alguma parte do contato com elas? Qual é o grau de conservação delas? Você percebeu o mesmo tipo de plantas e animais em todas elas ou há diferenciação de espécies?
Pense na importância da preservação destes ecossistemas e o que impactos podem ser causados pela sua degradação.
A própria qualidade da água que abastece as cidades do litoral, retirada de mananciais que vem da Serra do Mar é diferente das fontes utilizadas no lugar que moramos. Inclusive, vamos ter a experiência de entrar em uma cachoeira (bem segura e tranquila) de um pequeno riacho que desce da vertente da Serra do Mar e segue em direção à cidade. Faça uma comparação da sua qualidade de água com os rios e córregos que existem na nossa cidade. Associe esta informação com a presença de vegetação no seu "entorno". A partir disso, podemos entender o quanto é importante a preservação da mata ciliar dos rios de todas os lugares. A ocupação intensa das margens dos cursos d'água (independente do seu tamanho) causa estragos irreversíveis à nossa qualidade de vida (na cidade ou no campo, tanto faz).
Em uma atividade na praia de Jabaquara (localizada na área urbana de Paraty) vamos conhecer uma característica bem interessante do local, que é a grande presença de lama junto à faixa de areia, devido à proximidade do manguezal. Compare esta praia com outras que você conhece, inclusive com aquelas que vamos visitar na Ilha Grande (em Angra dos Reis). Que diferenças você notou entre elas? Quanto ao movimento das marés, o que te chamou mais a atenção?
Inclusive, no caminho de Paraty até Angra dos Reis, vamos passar por um complexo de usinas nucleares. Quais as vantagens e desvantagens deste tipo de produção de energia? Há risco na sua exploração? Você conhece algum reato de problemas envolvendo este tipo de geração de energia?
Como foi passado, um estudo no litoral sul do estado do Rio de Janeiro é muito rico e marcante...
E é sempre bom lembrar de arrumar a mala com itens de higiene pessoal, roupas apropriadas e um bloco de anotações.
Pelo site do inpe (www.cptec.inpe.br) há previsão de chuva (leve capa de chuva), com temperaturas oscilando entre 18ºC e 30ºC  (na terça-feira vai esfriar, com queda de temperatura até 14ºC). Então, um bom protetor solar, boné e repelente contra insetos são itens obrigatórios.
Para o embarque, o RG ORIGINAL também é necessário.
Verifique se já entregou a ficha médica e aumente a sua expectativa e animação, pois faltam apenas dois dias para esta gostosa (e muito proveitosa) experiência.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Roteiro de estudo do meio para a vila de Paranapiacaba


      
   Sábado agora, a Via Franca Turismo vai fazer um estudo do meio com mais de 170 alunos do Colégio Agostiniano São José, que fica no bairro do Belenzinho, na cidade de São Paulo.
         Para tanto elaborei um pequeno roteiro de observação para o uso na nossa visita ao local. Reproduzo-o, em partes, por aqui...
O distrito de Paranapiacaba pertence ao município de Santo André e está localizado na parte sudeste da região metropolitana de São Paulo, distante cerca de 50km do Colégio Agostiniano São José (Belenzinho). Construída a partir de 1860, a vila abrigou os operários da antiga estrada de ferro São Paulo Railway.
“É o alto da serra. Em frente, a alguns decâmetros, abre-se, rasga-se um vão, uma clareira enorme por onde se enxerga um horizonte remotíssimo, um acinzentamento confuso de serras e céu, que assombra, que amesquinha a imaginação. Começam aí os planos inclinados...” (A Carne - Júlio Ribeiro)
Ao chegar na vila, observe os aspectos físicos mais marcantes envolvendo o relevo local, a vegetação predominante e as sensações térmicas (que podem variar muito no decorrer do dia). Pela distribuição das construções pense no arranjo urbano planejado pelos ingleses para vencer os obstáculos naturais impostos pelo local.

Na linguagem tupi o nome Paranapiacaba significa o lugar de onde se vê o mar. A designação faz jus ao que supostamente vamos encontrar na área (a borda do popularmente conhecido Planalto Atlântico, com a sua escarpa que chamamos de “Serra do Mar”), onde foi construída no século XIX , naquele caminho íngreme utilizado pelos índios, desde os tempos pré-coloniais,  a estrada de ferro que mudaria a paisagem do interior paulista e ocasionaria a fundação da vila.
A expansão da cultura cafeeira na segunda metade do século XIX pelo interior de São Paulo (principalmente no eixo Itu-Campinas-Piracicaba), fortaleceu a economia da região, criou uma elite empreendedora e muito influente politicamente, além de forçar uma modernização dos meios de escoamento da produção. Daí, não necessita-se de muito esforço para entender a importância da construção e da manutenção da ferrovia Santos-Jundiaí e da Vila de Paranapiacaba, responsável pela logística do seu trecho mais delicado: a descida da escarpa do planalto.
Planeja-se uma ocupação no modelo das vilas inglesas, inclusive com a torre e o seu relógio que é chamado por muitos de “réplica do Big Bem”, passando à tentativa de se controlar a natureza hostil da região e também a interferir mais diretamente no “tempo da natureza”, substituindo-o pelo premeditado da produção (observe que o relógio da torre não é meramente figurativo, ele controla o “tempo dos homens”, o ritmo da pequena vila e tudo o que passa por ela).

Hoje, preservada em partes, a Vila é um verdadeiro “museu a céu aberto”...
A partir desta premissa procure comparar o que ainda se mantém próximo da construção original, o que foi mais modificado e o que está completamente deteriorado. Como está o grau de conservação dos galpões, dos equipamentos ferroviários, das próprias casas construídas em pinho de riga, do entorno da linha férrea (que ainda transporta parte da nossa produção para exportação via porto de Santos).
Compare com outros lugares/patrimônios históricos que você tenha visitado ou visto pela TV, livros e sites... Que intervenções poderiam ser feitas para recuperar parte da história espalhada pelas ruas e galpões de Paranapiacaba? Por que a sua preservação/recuperação é importante? Que sensações você teve ao caminhar por suas ruas e pátios ferroviários?
Mas, ao estudarmos a região, não só aspectos históricos/culturais são notados. Estamos em um dos biomas tropicais mais importantes do país e do mundo: a Mata Atlântica.
Que tipo de intervenção foi mais impactante na vegetação da região? Como ela apresenta-se conservada, atualmente? A floresta interfere diretamente na vida das pessoas que habitam no pequeno distrito? A sua preservação traz benefícios para a economia da área? Por que em outros lugares, inclusive no bairro que você mora, ela foi tão alterada e que consequências a redução significativa das áreas verdes podem trazer para a qualidade de vida de um grande centro urbano? Que ações podemos efetivar (mesmo que pequenas) para minimizar estes problemas, no nosso bairro?
Muitas perguntas que podem ser pensadas no “olhar mais apurado” sobre a pequena vila de Paranapiacaba e em um pequeno passeio pela Trilha do Olho d’Água.
Inclusive, ao caminhar por esta trilha (curta e de percurso fácil), observe as principais características do Bioma de Mata Atlântica: vegetação e fauna. Pense nas interações ecológicas de algumas espécies como a competição intra e interespecífica, o predatismo, a protocooperação e o epifitismo.
Será discutida a relação da Mata com o clima local, a importância do reservatório de água da cidade e os seus bioindicadores e quais os principais impactos ambientais. Quais são as espécies vegetais exóticas encontradas na trilha e qual a sua influência no equilíbrio do ecossistema.
Em relação à intervenção humana na natureza da região, pense nos seguintes aspectos:
- extração de espécies nativas como o palmito jussara, orquídeas e bromélias;
- caça e contrabando de animais nativos;
- comparação entre o transporte rodoviário e ferroviário (o que é mais impactante);
- a relação entre a ocupação do espaço natural pelo homem e os animais de interesse médico.
Prepare-se para interagir de maneira direta com todos estes aspectos.
Pelo site do inpe (www.inpe.br)  o sábado, do dia 30 de abril, reserva temperaturas oscilando entre 14ºC e 20ºC, com pouca possibilidade de chuva. Como a sensação térmica do local é sempre menor do que marca de fato o termômetro, recomendamos um bom agasalho e até mesmo uma capa de chuva. Como há possibilidade de aparecimento do Sol, mesmo entre nuvens, não esqueça o protetor solar e o repelente contra insetos.

sábado, 16 de abril de 2016

Concerto de música barroca

Apesar de já não dar mais tempo de curtir uma a apresentação da Orquestra Jovem Municipal de Guarulhos no Teatro Adamastor, pois a postagem saiu muito próxima do início dela, ainda vale a pena tentar assisti-la na Igreja da Consolação, no próximo dia 23 de abril, às 20h.
Pense na emoção de ouvir Bach, Vivaldi e Haendel na atmosfera do templo católico (só de entrar na igreja, mesmo durante o dia, já entro no clima de séculos atrás).
Quem não conseguir ir no sábado ainda há a oportunidade de conferi-la no domingo, dia 24 de abril (também às 20h) na Igreja de São Luiz Gonzaga, em São Paulo.
Todos tem gratuidade na entrada.
Segue o programa:
Suíte Orquestral nº1 - Johann Sebastian Bach
Concerto Grosso op. 6 nº 3 - George F. Haendel
Magnificat - Antônio Vivaldi
Marina Cyrino, soprano
Sérgio Anders, contratenor
Josival Souza, tenor
Flávio Lauria, baixo
Regência: Emiliano Patarra
Participação especial: Collegium Musicum de São Paulo (regência Nibaldo Araneda).
Segue um vídeo para atiçar a curiosidade e a vontade (Magnificat, Vivaldi)...

domingo, 10 de abril de 2016

Grupo para a Fazenda Nova Gokula

Há um refúgio encravado nas encostas da Serra da Mantiqueira (em pleno Vale do Paraíba), um recanto onde a paz espiritual e a convivência harmoniosa com a natureza, chega ao seu ápice. É a Fazenda Nova Gokula, mais conhecida na região por ser uma comunidade Hare Krishna, que abre a suas portas a visitantes de todas as denominações filosóficas e religiosas.
Uma visita ao seu templo (o maior da América Latina), com a sua beleza e significância, as conversas com os brâmanes e devotos, os mantras, apresentações de danças, um bom bate papo com a bela Maria Stella Splendore (ou Sri Splendore, uma ex-modelo e socialite de renome internacional na década de 70, que hoje está na comunidade, convertida já há algum tempo ao Vaishnavismo), trilhas na mata e no rio (de águas cristalinas, que inclusive é um convite a um banho refrescante e muito estimulante), almoço vegetariano (com a fartura tradicional dos devotos), prática de yoga e um bom lanchinhoda tarde (com as famosas coxinhas de jaca) fazem parte da nossa proposta para o domingo, dia 17 de abril, na fazenda.
Vai sobrar um tempinho também para as compras de lembrancinhas da cultura indiana, para fazer uma boa massagem (o pacote não inclui este item) e meditar entre as árvores da mata que já está sendo reconstituída há algumas décadas.
Mágico, introspectivo, estimulante e revigorante...
Sairemos de Guarulhos, com a equipe Trilhas e Imagens (trabalho que eu faço com o amigo e fotógrafo Leandro Zermiani), às 7h da Alameda Yayá, próximo ao Colégio Augusto Ruschi. O valor de adesão é R$ 150,00 e há necessidade de inscrever-se (mande uma mensagem para leandro@leandrozermiani.com).
Com certeza, será um domingo bem diferente e mágico...