Via Franca

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Suco de coco

Basta procurar no Google que você vai encontrar muitas sugestões para fazer o saborosíssimo suco de coco... Vou colocar a minha, que faço desde sempre... Um aviso, fica extremamente calórica, muito forte mesmo, mas o sabor é único!!!!

Vou dar sugestões de medidas, mas você pode variar, de acordo com o seu gosto...

Eu uso uma garrafinha pequena de leite de coco (200ml), a mesma medida de leite (prefiro o desnatado) e também 200ml de água de coco (aquela de caixinha, mesmo)... Bato tudo no liquidificador, com umas gotinhas de adoçante e mesmo com todos os ingredientes gelados, pode também colocar umas pedrinhas de gelo.

Fica delicioso... Alguns, inclusive, chamam de frapê de coco ou até de vitamina!!!!

Chame como quiser, rsrs, mas experimente... Depois me conta.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Receita de granola

A granola é um mix de cereais criado no século XIX e que teve maior popularidade a partir da década de 1960, onde as suas qualidades nutricionais foram exaltadas pela comunidade hippie, da época... Nas décadas seguintes, se popularizou ainda mais, como um saboroso "rango", adotado por muitos esportistas e "naturebas"... Atualmente, é consumida de diversas formas, sendo quase uma unanimidade acompanhando uma tigela de açaí com banana.

Segundo especialistas, médicos e nutricionistas, é rica em fibras, vitaminas, proteínas e ferro... E praticamente não há contra indicação (alérgicos aos componentes, não podem consumi-la, é óbvio), apesar de ser extremamente calórica (pega leve, rsrs)...

Cada um tem a sua receita, a sua mistura, por isso vou dar uma sugestão de uma trazida aqui para casa (a Eliane ama), pelo Luiz,  

É importante lembrar que é só uma sugestão de ingredientes e tempo de forno, pois isso vai depender do gosto individual...


É legal pré-aquecer o forno, por uns dez minutos... Em uma assadeira grande e com borda alta, misture cinco xícaras de aveia laminada, uma xícara de castanha do Pará picada, uma xícara de amêndoas cruas picadas, sem sal (ou qualquer outra castanha de sua preferência), uma xícara de coco ralado (daqueles desidratados, de saquinho mesmo), meia xícara de gergelim, duas xícaras de açúcar mascavo e uma xícara de semente de girassol sem casca e sem sal... Depois de bem misturados (há quem goste de acrescentar uma pitada de sal), coloque duas xícaras de leite de coco e uma colher de sopa de extrato de baunilha, misturando novamente (pode amassar com as mãos para agregar um pouquinho e formar aqueles "gruminhos")... Deixe descansar por uns quinze minutos e depois coloque no forno alto (180ºC a 200ºC) por vinte minutos... Baixe a temperatura dele para 90ºC e deixe assar por mais 1h30 a 2h, mexendo sempre de 10 em 10 minutos (para não queimar)... A granola não ficará totalmente crocante no forno, pois isso acontecerá depois que esfriar (se fizer uns testes, tirando um pouquinho  e deixando esfriar antes de provar, "dá para ver o ponto" também)...

Depois de fria, acrescentamos uva passa (amooooo) e um pouco de cereal de milho (tipo "corn flakes"). 

Fica maravilhosa!!!!







quinta-feira, 23 de abril de 2020

Doce de laranja


Estou passando a quarentena na casa dos meus pais, em Franca. Além da agradável companhia deles, das minhas irmãs, cunhados e sobrinhos, há tempo para a preparação de muitas iguarias culinárias, principalmente doces, já que a minha mãe é uma quituteira/doceira de mão cheia, tal qual a minha querida Cora Coralina, poetisa maior dos Goyases...
Já fizemos, por estes dias, doces de mamão, banana com creme de limão, batata doce (há um "doce mais doce que o doce de batata doce", rsrs) e hoje finalizamos um dos meus preferidos, o de laranja.
Eu escrevi "finalizamos", pois ele começou a ser feito no dia 18 de abril... O processo é meticuloso e exige grande paciência e dedicação para ele ficar saboroso e sem amargor, já que é feito com a casca da laranja.

Aqui, usamos a "laranja da terra", colhida na chácara dos meus pais, que não é muito boa para o consumo in natura ou em suco, pois é bem azeda e também amarga muito perto da polpa branca. Mas, é fantástica para o feitio de doces (já citei anteriormente, feito com a casca dela)... Inclusive, era um dos tipos de cítricos que não faltavam nos pomares e quintais da minha infância, como a desaparecida cidra (outra citrácea usada para a confecção de doces), que raramente encontramos hoje.
É importante tirar um pouco da casca e, para isso, usamos um ralador, pois assim não perdemos muito dela. Esta parte é muito cansativa, mas vale o esforço, pois traz um resultado final maravilhoso. Ficou a cargo do meu pai, esta penosa tarefa (eu ajudei em mais ou menos um terço das laranjas, rsrs). Recomenda-se deixar dentro de uma bacia com água para não escurecer a casca.


Depois, cortamos em quatro partes e retiramos toda a polpa, que é descartada. Daí, as cascas foram colocadas em um compartimento com água, que deve ser trocada todos os dias, até perder o seu amargor (no nosso caso foram cinco dias).
Finalizada esta parte, após o quinto dia, cozinhamos as cascas até ficarem macias e escorremos esta água (com a quantidade que fizemos, de dez laranjas, cozinhou por um pouco mais de uma hora) . A calda é feita a parte, com açúcar a gosto (colocamos mais ou menos quatro copos) e água. Cravos da Índia, complementam o sabor... Depois de ferver, colocamos novamente as cascas e deixamos cozinhar mais um pouco para impregnar o sabor nela.
Ficou maravilhoso, sublime... E o melhor, remete aos meus tempos de infância, vividos entre colheres de pau e tachos de cobre ao redor do fogão à lenha do quintal de casa...
Ahh, o texto está na primeira pessoa do plural, mas a iguaria foi feita praticamente pela minha mãe, dona Elenice, que aprendeu esta arte com a mãe dela, a minha vó Zilda, que recebeu como herança imaterial também da sua mãe, a minha bisavó Tonha e assim vai, se perdendo no tempo e na história a origem desse dom de produzir doces, na minha família... E digo, serei eu o perpetuador dessa arte, rsrs (estou no caminho)...