Via Franca

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

"Sem São Paulo o meu dono é a solidão..."


Já dizia o genial baiano de Irará, Tom Zé, "São, São Paulo, meu amor... São, São Paulo, quanta dor"...
Hoje a bela sede da pauliceia desvairada e desvalida completa 465 anos!!!
Não podia deixar passar em branco aqui no blog... Afinal de contas é onde desenvolvo parte das minhas atividades e compartilho as minhas alegrias e dores.
Apesar de morar e trabalhar em Guarulhos e ser um orgulhoso francano (ou um francano orgulhoso, rsrs), considero a metrópole o meu local de vida...
O "túmulo do samba", segundo Caetano, pulsa e continua atraindo e expulsando... Não é diferente comigo. Mas, basta me afastar um pouco dela, que já sinto falta dos seus moradores, da sua gastronomia, museus, cinemas, teatros, praças, avenidas e loucuras cotidianas.
Então, sem muito enrolar, PARABÉNS SÃO PAULO...
E obrigado por tudo, até mesmo pelas decepções, rsrs.
Como homenagem vai aí um vídeo da banda paulistana da década de 80, chamada 365, que só os conhecedores do nosso circuito alternativo de rock vão conhecer, rsrs... Afinal de contas como diz uma frase da letra de São Paulo, "o meu mundo está em tua mão"...
Ah, o título desta postagem é também um trecho da música do grupo.


quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Franca 194 anos

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Hoje, 28 de novembro, a minha terra natal, Franca, que fica no nordeste do estado de São Paulo, faz aniversário, completando 194 anos...
Apesar de ter sido bem acolhido e amparado por São Paulo e Guarulhos, Franca ainda é a minha cidade, que saí aos 20 anos, buscando novos horizontes para  meu crescimento profissional e cultural. A minha viagem de saída do "arraial do capim mimoso" durou seis horas no ônibus da Cometa, mas a minha "viagem de retorno" já dura 28 anos...
Como todo francano, tenho muito orgulho da minha terra. Lembro-me que sempre dizia a quem me perguntava sobre ela, a sua importância como "capital do calçado", "capital do basquete brasileiro", terra do bom café e dos diamantes. Daí, as pessoas balançavam a cabeça positivamente, soltavam um "ahh, legal" e eu me sentia super bem em ter divulgado mais uma vez a minha cidade, rsrs.
Já, hoje, este município de quase 350 mil habitantes, é reconhecido por outras razões, entre elas ostentar excelentes índices de qualidade de vida. Entre os 5.500 municípios brasileiros, a cidade está na 52ª posição de qualidade de vida, segundo pesquisa feita pela UFRJ, que utilizou dados de mobilidade urbana, serviços coletivos urbanos, infraestrutura, condições ambientais e habitacionais.
Em relação ao saneamento básico, Franca ocupa a 1ª colocação pelo quarto ano consecutivo entre todos os municípios brasileiros, segundo o Instituto Trata Brasil, com 100% de tratamento de água, esgoto e coleta de lixo (que orgulho)...
Outra pesquisa feita apenas com os 100 municípios mais populosos do país pela Macroplan, que listou as melhores cidades do Brasil para se viver, Franca obteve a 5ª colocação.
Está em 1º lugar no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), com o melhor ensino municpal do estado de São paulo e o 3º melhor do país, se destacando também em escolaridade e longevidade de estudo entre as demais regiões administrativas do estado de São Paulo.
E, segundo o IBGE, a nossa cidade é a que apresenta a segunda menor taxa de homicídios do Brasil, com 5,3 para cada 100 mil habitantes.
Apesar destes índices maravilhosos, a Franca que ainda está na minha cabeça é aquela da infância e adolescência, vividos na Vila Nova, em uma pequena casa construída no terreno dos meus avós...
Uma infância generosa e muito feliz, com missas na igreja de São Judas Tadeu, onde eu era coroinha e cantava no coral, brincadeiras na rua pavimentada com blocos de cimento, futebolzinho nos campinhos de terra, pescarias nos córregos dos fundos do bairro, medo das figuras folclóricas da cidade como o Dé, o Telefone, o Capadão e o Geraldo pelotão... Estudar no Barão, ir nos bailinhos da AEC, nadar no Castelinho e nas piscinas do CPP (sou filho de professora), fazer natação no tio Zezão e judô no Clube dos Bagres, frequentar o cine Santo Antônio na estação, comer um JK (o nosso prato local), jogar basquete e sonhar, sonhar e sonhar...
Amo a minha cidade... A minha família continua lá... E eu sempre serei um francano, muito orgulhoso de tudo que vivi e aprendi na minha terra.
Sou francano.
Parabéns e obrigado por tudo... Ainda nos reencontraremos definitivamente (não só em visitas rápidas e furtivas)

PS.: o nosso maior símbolo histórico, o relógio de Sol, construído em 1886 pelo frei Germano D'Annecy, foi destruído pela queda de uma árvore em 2017, mas há promessas de restauração... Aguardo com ansiedade, por isso escolhi uma imagem dele para ilustrar esta postagem.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Seu Edercides completa hoje 82 anos

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Simmmmmmmmm, vale uma postagem, rsrs...
Que se dane que ele não é famoso ou conhecido internacionalmente... Ele é o cara!!!!!
A sua vida valeria até um livro, uma biografia bem escrita pelo Fernando Moraes (hummmm, rsrs).
Seu Edercides Penna (El Cid para a família) completa hoje, 82 primaveras... Que riqueza, que delícia!
A maioria o conhece da Jussara Laticínios, onde trabalhou por décadas até depois de aposentado (cara, foi difícil convencer ele a ficar em casa, definitivamente, rsrs). Mas, também trabalhou no armazém dos "turcos" lá de Franca, foi militar da Marinha no Rio de Janeiro (as histórias dele nesta época são hilárias, rsrs), na década de 1950, teve uma bodeguinha de secos e molhados junto com o seu pai, meu finado avô Elpídio, lá na estação, foi chefe de setor no Amazonas, diretor do sindicato da Indústria Alimentícia de Franca por vários mandatos e acima de tudo, um torcedor fanático da A. A. Francana (me passou esta sina, pois não consigo deixar de sofrer pela Veterana) e tricolor quando "quer ser" (pense num crítico ferrenho do Rogério Ceni, rsrs). Ah, também foi zagueirão do Água Verde, Caramuru e tantos outros times amadores de Franca e região!!!!
Nos educou com carinho, amor e muito rigor, a partir do exemplo.
Ensinou-me a comer e conhecer um bom queijo de Minas (este deleite está passando também para o seu netinho, rsrs), a curtir música clássica e ópera (ouvíamos juntos lá na vitrolinha, os "78 rotações" do Tito Schipa, Mário Lanza, Caruso, Callas, Bidu Sayão, etc e tal).
Passou o seu amor pelos animais, em geral, pelas pessoas (traduzidos em boas conversas no cotidiano, sem distinção alguma entre s seus interlocutores), pela filatelia (tenho dois catálogos de selos recolhidos por ele desde a década de 70 que são fantásticos), pelo basquete da nossa cidade, pela numismática, onde até hoje me pede moedas quando viajo por outros países e por uma boa cachacinha, aquela de alambique, bem tirada e curtida na imburana...
Quando criança, nos trazia os jornais da capital, no final da tarde, depois que vinha do trabalho e também juntou uma "puta grana" para comprar a edição top da Enciclopédia Barsa... Nos levava para a praça da matriz todo domingo à noite, onde dividíamos a programação entre o cinema e a banda que se apresentava na concha acústica, com passagem pela tabacaria da estação, em frente ao ponto de ônibus, na ida, para comprar "cigarrinhos Pan" e Confetes e na volta nos levava para tomar Frapê de Abacate em uma lanchonete em frente da Livraria Martins, no calçadão. Com o copo na mão ficávamos vendo vitrines e ouvindo histórias...
Foi quem me ensinou a colocar bicarbonato na limonada para parecer refrigerante de limão... É quem faz o melhor licor de jabuticaba que conheço (não adianta colocar só açúcar, pai, o licor continua sendo alcoólico, rsrsrs) e também os mais saborosos sucos naturais que conheço (pitanga, tamarindo, acerola, goiaba, graviola, etc, tudo retirado lá da chácara)...
Como te amo, meu paizinho!!!
Parabénsssss, meu herói... E que Deus continue te concedendo tamanha vitalidade, saúde e disposição para continuar aproveitando a vida com tamanha simplicidade e satisfação...
E, acredite, ainda vamos ver o São Paulo campeão de novo, rsrs... Vai demorar, eu sei, mas ainda vamos ter esta alegria novamente.